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Chade diz que militares frustraram ataque armado ao complexo presidencial, 19 mortos | Notícias

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O ataque ocorreu poucas horas depois de o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, se reunir com autoridades do governo na capital, N’Djamena.

Pelo menos 19 pessoas foram mortas no Chade, onde as forças de segurança disseram ter impedido uma tentativa de combatentes armados de invadir o complexo presidencial na capital N’Djamena.

Pelo menos 18 de uma força de 24 homens armados foram mortos no ataque fracassado ao gabinete do presidente na noite de quarta-feira, disse o governo, e um membro das forças de segurança também morreu nos tiroteios.

“Houve 18 mortos e seis feridos” entre os agressores “e sofremos uma morte e três feridos, um deles gravemente”, disse o ministro das Relações Exteriores do Chade e porta-voz do governo, Abderaman Koulamallah.

Horas depois do tiroteio, Koulamallah apareceu num vídeo, rodeado de soldados e com uma arma no cinto, dizendo: “A situação está completamente sob controlo… a tentativa de desestabilização foi reprimida”.

O ataque coincidiu com uma visita oficial do ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, ao Chade.

Horas antes do início do tiroteio, Wang Yi se encontrou com Chad Presidente Mahamat Idriss Deby e outros altos funcionários. Deby estava no complexo presidencial no momento do ataque, segundo Koulamallah.

O ministro das Relações Exteriores do Chade, Abderaman Koulamallah, à direita, encontra-se com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, à esquerda, no Ministério das Relações Exteriores em N’Djamena, em 8 de janeiro de 2025 (Joris Bolomey/AFP)

Deby tomou o poder depois que os rebeldes mataram seu pai, o presidente de longa data Idriss Deby, em 2021. O Deby mais velho governava o Chade desde um golpe no início dos anos 1990.

Uma fonte de segurança disse à agência de notícias francesa AFP que os agressores eram membros do grupo armado Boko Haram, mas Koulamallah disse mais tarde que “provavelmente não” eram rebeldes, descrevendo-os como “Pieds Nickeles” bêbados – uma referência a uma banda desenhada francesa que apresentava bandidos infelizes.

Uma fonte de segurança também disse à agência de notícias Reuters que o incidente foi provavelmente uma “tentativa de ataque terrorista”.

“Indivíduos em três veículos atacaram os acampamentos militares ao redor do gabinete do presidente, mas o exército os neutralizou”, disse a fonte, falando sob condição de anonimato.

Moradores da área descreveram ter ouvido fortes rajadas de tiros.

O ataque ocorre menos de duas semanas depois de o Chade ter realizado eleições gerais contestadas que o governo saudou como um passo fundamental para acabar com o regime militar, mas que foi marcada por baixa participação e alegações de fraude da oposição.

Um apelo da oposição aos eleitores para boicotarem as urnas deixou o campo aberto para candidatos alinhados com o presidente.

A antiga colónia francesa, rica em recursos petrolíferos, mas um dos países mais pobres de África, hospedou as últimas bases militares da França na região conhecida como Sahel, mas no final de novembro pôs fim aos acordos de defesa e segurança com Paris, chamando-os de “obsoletos”.

Cerca de 1.000 militares franceses estavam estacionados no país e estão em processo de retirada. A sua partida ocorre depois de a França ter sido expulsa de três países do Sahel governados por governos militares hostis a Paris: Mali, Burkina Faso e Níger.

O Senegal e a Costa do Marfim também pediram à França que desocupasse bases militares no seu território.



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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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