POLÍTICA
Chefe do Solidariedade aciona STF para abrir CPI d…
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1 ano atrásem
Pedro Pupulim
O deputado federal Paulinho da Força, presidente nacional do Solidariedade, ajuizou, nesta segunda, um mandado de segurança endereçado ao presidente do STF, Luis Roberto Barroso, pedindo que o ministro conceda uma medida liminar que autorize a criação da CPI dos Planos de Saúde na Câmara dos Deputados.
Há cerca de seis meses, o deputado Aureo Ribeiro, líder do partido na Câmara, protocolou um pedido de abertura da investigação que não foi acatado pelo presidente da Casa, Arthur Lira, mesmo após atingir 307 assinaturas – o número mínimo é 171. Na ação ajuizada, Paulinho da Força afirmou que o requerimento de Aureo atingiu o número mínimo de assinaturas e que “não há espaço “para qualquer juízo de discricionariedade” de Lira, dizendo que o parlamentar se omitiu quanto à questão.
“Em face de ato omissivo inconstitucional do Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Arthur Lira, que deixou de analisar e determinar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada à ‘investigar os planos de saúde’, proposta por mais de 307 parlamentares por intermédio do Requerimento de Instituição de CPI nº 2/2024, recebido pela Mesa Diretora no dia 5 de junho de 2024”, argumentou.
De acordo com Aureo Ribeiro, a expectativa é que as investigações possam efetivamente ter início o quanto antes, tendo em vista que as denúncias de ruptura unilaterais de contratos com planos de saúde continuam sendo registrados em todo o país, penalizando em especial idosos ou crianças com transtorno do espectro autista, doenças raras e paralisia cerebral.
Histórico
As operadoras de planos de saúde entraram na mira de deputados, que pediram a criação de CPIs por conta dos cancelamentos de milhares de contratos coletivos por adesão que atendiam, entre outros beneficiários, crianças autistas, idosos e pessoas com doenças raras.
Em maio deste ano, Aureo Ribeiro apresentou requerimento na Câmara dos Deputados propondo uma investigação sobre o tema. O parlamentar também afirmou ser necessário apurar como tem se dado a fiscalização da saúde suplementar pela ANS, responsável pelo serviço, pois, segundo ele, essas pessoas que perderam seus planos recorreriam à rede pública de saúde.
Em agosto, o ministro Flávio Dino, do STF, cobrou de Lira explicações sobre por que não criou a CPI. O presidente da Câmara, no entanto, respondeu que a decisão não cabe ao Legislativo.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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