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Chefe dos direitos da ONU preocupado com a ‘mudança fundamental’ na direção dos EUA sob Trump | Donald Trump News
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Volker Turk diz ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que as políticas destinadas a proteger as pessoas marginalizadas estão sendo chamadas de “discriminatórias”.
O chefe dos direitos humanos das Nações Unidas expressou profunda preocupação com uma “mudança fundamental de direção” pelos Estados Unidos sob o presidente Donald Trump, alertando que a retórica divisória está sendo usada para enganar e polarizar as pessoas.
“Gostamos de apoio bipartidário dos EUA sobre direitos humanos ao longo de muitas décadas. … Agora estou profundamente preocupado com a mudança fundamental na direção que está ocorrendo no mercado interno e internacionalmente ”, disse o Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Turk, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU na segunda -feira em Genebra, na Suíça, durante um discurso que não mencionou Trump pelo nome.
“As políticas destinadas a proteger as pessoas da discriminação agora são rotuladas como discriminatórias. … A retórica divisiva está sendo usada para distorcer, enganar e polarizar. Isso está gerando medo e ansiedade entre muitos ”, acrescentou suas observações mais fortes até agora sobre o impacto das políticas do novo governo dos EUA.
Desde que assumiu o cargo em 20 de janeiro, Trump emitiu uma série de Ordens Executivas destinado a desmantelar programas de diversidade, equidade e inclusão em todo o governo federal. Muitas empresas privadas dos EUA seguiram o exemplo.
Trump também parou os programas da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) por 90 dias, enquanto seu governo revisa se eles se alinharem com sua política “America First”.
Na semana passada, o governo Trump anunciou que estava cancelando quase 10.000 subsídios e contratos de ajuda externa no valor de quase US $ 60 bilhões, representando quase 90 % do trabalho da USAID internacionalmente.
O Presidente também desligou os EUA de vários órgãos e acordos internacionais, incluindo o Conselho de Direitos Humanos, a Organização Mundial da Saúde e o Acordo Climático de Paris.
Turk condenou a nomeação de Trump de bilionário de tecnologia Elon Musk como chefe de seu Departamento de Eficiência do Governo.
Sem se referir a ele pelo nome, Turk expressou preocupação com a crescente influência exercida por “um punhado de oligarcas tecnológicos não eleitos” que estão a par dos dados das pessoas.
Turk alertou que esses magnatas da tecnologia “sabem onde vivemos, o que fazemos, nossos genes e nossas condições de saúde, nossos pensamentos, nossos hábitos, nossos desejos e nossos medos”.
“Eles nos conhecem melhor do que nós mesmos, e sabem como nos manipular”, disse ele, alertando que o poder não regulamentado pode levar a “opressão, subjugação e até tirania: o manual do autocrata”.
O chefe dos direitos da ONU instou os países a proteger seus cidadãos de poder sem controle e “trabalhar juntos”.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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