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China afirma cooperação na investigação do cabo no Mar Báltico, Suécia diz o contrário | Notícias sobre remessas

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O ministro das Relações Exteriores da Suécia diz que a China negou o pedido para que os promotores investigassem o navio chinês ligado a dois cabos cortados no Mar Báltico.

A China afirma ter fornecido informações e documentos para uma investigação aberta sobre o corte de dois cabos submarinos do Mar Báltico, embora a Suécia alegue que Pequim não foi suficientemente transparente no caso.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse em uma coletiva de imprensa em Pequim na segunda-feira que a China convidou a Alemanha, a Suécia, a Finlândia e a Dinamarca a participar e concluir a investigação.

Seções de duas telecomunicações cabos foram cortados em Novembro nas águas territoriais suecas. As suspeitas foram dirigidas ao cargueiro chinês Yi Peng 3, que, segundo sites de rastreamento de navios, havia navegado sobre os cabos no momento em que foram cortados.

Ela falou sobre o incidente quando questionada sobre uma reportagem do Financial Times de que a Suécia havia criticado a China por recusar acesso total, apesar de um inquérito aberto, e por supostamente impedir um promotor sueco de embarcar no Yi Peng 3 ligado à violação do cabo.

A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard, disse que a China não atendeu ao pedido do governo para que o promotor pudesse conduzir a investigação preliminar a bordo.

“Nosso pedido para que os promotores suecos, juntamente com, entre outros, a polícia, sejam autorizados a tomar certas medidas investigativas no âmbito da investigação preliminar a bordo, permanece”, disse Stenergard à agência de notícias Reuters.

“Fomos muito claros sobre isso com a China.”

Stenergard disse que a Suécia espera continuar o seu diálogo com a China com o objectivo de dar à polícia e aos procuradores a possibilidade de investigar as violações dos cabos.

Em resposta, Mao disse: “Para cooperar com a investigação, o Yi Peng 3 foi suspenso por um longo período de tempo, e para salvaguardar a saúde física e mental da tripulação, a empresa armadora decidiu retomar a sua viagem após um avaliação abrangente e consulta com as partes envolvidas.”

Ela acrescentou que Pequim notificou antecipadamente todos os países relevantes e está disposta a manter a comunicação e a cooperação.

Na quinta-feira, autoridades da Suécia, Alemanha e Finlândia foram convidadas a bordo como observadores para uma investigação liderada pela China.

Um representante dinamarquês também acompanhou o grupo, uma vez que o país desempenhou um “papel facilitador” ao acolher reuniões entre os países no início da semana, disse o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Lars Lokke Rasmussen.

O promotor Henrik Soderman disse à agência de notícias AFP que nenhuma medida foi tomada como parte da investigação judicial sueca, incluindo interrogatórios de tripulantes ou investigações técnicas.

Após os danos nos cabos do Mar Báltico, um que liga a Finlândia à Alemanha e o outro que liga a Suécia à Lituânia, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, disse que era claro suponha que isso foi sabotagem.

Os investigadores localizaram o navio chinês, que havia deixado o porto russo de Ust-Luga em 15 de novembro, apenas dois dias antes de os cabos serem cortados, em 17 e 18 de novembro.

As autoridades europeias também afirmaram suspeitar de sabotagem ligada à invasão da Ucrânia pela Rússia. O Kremlin rejeitou os comentários como “absurdos” e “risíveis”.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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