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China e Índia não deveriam ser chamadas de países em desenvolvimento, dizem vários delegados da Cop29 | Cop29

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Patrick Greenfield and Fiona Harvey in Baku

A China e a Índia já não devem ser tratadas como países em desenvolvimento da mesma forma que algumas das nações africanas mais pobres o são, de acordo com um número crescente de delegados de países pobres na Conferência. Cop29 negociações climáticas da ONU.

A China deveria assumir alguma responsabilidade adicional na prestação de ajuda financeira aos mais pobres e vulneráveis, disseram vários delegados ao Guardian. Índia não deveria ser elegível para receber ajuda financeira, pois não tem dificuldade em atrair investimento, disseram alguns.

Balarabe Abbas Lawal, Ministro do Ambiente da Nigéria, afirmou: “A China e a Índia não podem ser classificadas na mesma categoria que a Nigéria e outros países africanos. Penso que estão a desenvolver-se, mas estão numa fase mais rápida do que estados como a Nigéria.

“Eles também deveriam se comprometer em tentar nos apoiar. Eles também deveriam vir e dar alguma contribuição (para o financiamento climático para os países mais pobres).”

A China e a Índia são consideradas países em desenvolvimento no Cop29 negociações sobre o clima, utilizando classificações que datam de 1992, altura em que foi assinada a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC). Isso significa que não têm obrigação formal de reduzir as suas emissões de gases com efeito de estufa ou de fornecer ajuda financeira aos países mais pobres, e são tecnicamente elegíveis para receber ajuda climática, embora a China opte por não o fazer.

“Aqueles que realmente merecem este apoio são os países africanos, os países asiáticos pobres e os pequenos Estados insulares que enfrentam problemas devastadores de alterações climáticas”, disse Lawal.

As suas opiniões foram partilhadas por dois outros representantes de países em desenvolvimento nas conversações. Um negociador africano disse: “China, Índia, África do Sul, Egipto: esses países não deveriam estar na lista dos países em desenvolvimento. No quadro, eles têm condições de acesso a fundos, muito mais do que nós. Eles deveriam estar contribuindo.”

Susana Muhamad, ministra do Meio Ambiente da Colômbia, disse: “As categorias de países desenvolvidos e em desenvolvimento estão obsoletas. Essas categorias devem ser alteradas. O problema é que o acordo de Paris e a UNFCCC são negociados nestas categorias.”

Quase 200 governos estão reunidos no Azerbaijão para a segunda semana de negociações climáticas de quinze dias que se concentram em como dar aos países pobres acesso ao US$ 1 trilhão por ano precisam de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e fazer face aos impactos das condições meteorológicas extremas.

Progresso tem sido lento à medida que as nações desenvolvidas têm sido relutantes em disponibilizar o dinheiro necessário, e surgem discussões sobre o compromisso global de “transição para longe dos combustíveis fósseis”.

A China é o maior emissor mundial de gases com efeito de estufa e a segunda maior economia, mas é classificada ao lado de alguns dos países mais pobres do mundo nas conversações da ONU e não tem qualquer obrigação de fornecer ajuda financeira ao mundo em desenvolvimento.

A Índia é agora a quinta maior economia do mundo em alguns aspectos, mas ainda tem direito a receber financiamento climático.

A China e a Índia são há muito vistas como líderes do mundo em desenvolvimento nas cimeiras anuais sobre o clima, chamadas conferências das partes (Cops) no âmbito da UNFCCC, o tratado-mãe do Acordo de Paris de 2015.

Este ano, no entanto, as questões sobre quais os países que ainda estão em desenvolvimento foram colocadas em destaque pelo objectivo das conversações deste ano, que é forjar um “novo objectivo colectivo quantificado” sobre o financiamento climático.

Li Shuo, diretor do Centro Climático da China no Asia Society Policy Institute, um thinktank, disse que qualquer país que tente empurrar a China para contribuindo para o financiamento climático na mesma base que os países desenvolvidos seria contraproducente. “Isso correria o risco de prejudicar a confiança e reforçar as divisões”, disse ele. “O que precisamos é de unidade, e a unidade está começando a emergir nessas negociações.”

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Vaibhav Chaturvedi, membro sénior do Conselho de Energia, Ambiente e Água da Índia, outro grupo de reflexão, rejeitou a sugestão de que a Índia pudesse contribuir para o financiamento climático. “Nossa renda per capita é de US$ 2.800 por ano; nos EUA, é $ 35.000. Ninguém deveria estar dizendo que a Índia deveria pagar financiamento climático – nós deveríamos estar recebendo.”

Se a Índia não recebesse tal assistência, disse ele, seria impossível acelerar a transição para uma economia verde. “Uma aceleração sem financiamento climático é impensável para a Índia”, disse ele. “A Índia também defenderá o princípio da responsabilidade (pela redução das emissões e pelo fornecimento de financiamento climático) com base nas emissões históricas.”

No entanto, as emissões históricas da China são agora maiores do que as da UE, de acordo com pesquisa do Carbon Brief.

De acordo com o Instituto de Recursos Mundiais, A China forneceu quase 4,5 mil milhões de dólares por ano no financiamento climático aos países mais pobres, de 2013 a 2022. Mas grande parte deste dinheiro parece ter restrições. Os países em desenvolvimento gastaram quase 300 mil milhões de dólares em 2022 apenas em o serviço das suas dívidas à China.

Os países ricos estão preocupados que a China divulga muito pouca informação sobre as suas actividades de financiamento para permitir uma visão clara. “É uma caixa preta”, disse o principal negociador da Alemanha, Jochen Flasbarth.

Avinash Persaud, antigo conselheiro económico da primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, e agora conselheiro especial do presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, salientou que a China e a Índia também contribuíram indirectamente para o financiamento climático através das suas participações no desenvolvimento multilateral regional. bancos.

Ele disse: “Cerca de metade das contribuições dos países desenvolvidos para a actual meta de 100 mil milhões de dólares provêm das suas participações em bancos multilaterais de desenvolvimento, que actualmente gastam cerca de 75 mil milhões de dólares em clima para os países em desenvolvimento. A China e, em menor medida, a Índia também são acionistas importantes e quererão que a sua parte no financiamento climático internacional também seja considerada.”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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