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China: o que é, afinal, o Pensamento de Xi Jinping? – 17/11/2024 – Mundo

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Nelson de Sá

O que é a comunidade com futuro compartilhado de que o líder da China tanto fala? E o que é a prosperidade comum?

Livros lançados nos últimos meses, em português, buscam ilustrar esses e outros conceitos do Pensamento de Xi Jinping, incorporado em 2018 à Constituição do país, a exemplo da Teoria de Deng Xiaoping e do Pensamento de Mao Tse-tung. Xi é um dos principais participantes da Cúpula de Líderes do G20, no Rio, que ocorre nesta segunda (18) e terça (19).

Isabela Shi, jornalista da Rádio China Internacional, parte do Grupo de Mídia da China, trabalhou na edição brasileira de três livros: “A Redução da Pobreza”, lançado em junho, e os volumes 1 e 4 de “A Governança da China”.

O primeiro, que conta 67 histórias da trajetória do líder ocorridas de 1969 a 2020, é “uma boa mostra do processo longo de formação dos pensamentos de Xi”, afirma Shi, “ao trabalhar em aldeias, municípios, províncias e até nas autoridades centrais”.

Pode ser lido como uma introdução às suas ideias, a começar da “prosperidade comum”, expressão também usada por Deng e Mao, mas enfatizada por ele com foco na redução da pobreza e do desenvolvimento desequilibrado, ou seja, da desigualdade.

Outro livro, “Superar a Pobreza”, escrito pelo próprio Xi, 71, em 1992 e lançado na última terça-feira (12) no Rio de Janeiro, traz “as ideias preliminares que acumulou no seu trabalho de base”, afirma Shi. Ele atuou em nível municipal e distrital em várias cidades da província de Fujian, de 1985 a 1993.

“É onde Xi trabalhou mais tempo, a experiência que pegou deve ser a mais preciosa”, diz ela. “Ningde, em Fujian, apesar de estar na costa leste, tinha seis de seus nove distritos classificados de pobres.”

Já os volumes de “A Governança da China”, descreve a jornalista, reúnem intervenções ou discursos de Xi em linguagem mais formal, “com muitas expressões de lógica chinesa”. O primeiro inclui uma breve biografia. Os quatro são a base para abordagens mais detalhadas ou acadêmicas sobre o Pensamento de Xi.

Evandro Menezes de Carvalho, professor da FGV-RJ que acaba de voltar ao Brasil após uma segunda temporada dando aulas em universidades chinesas como Fudan, em Xangai, está lançando neste mês “China: Tradição e Modernidade na Governança do País”.

O livro, diz ele, aborda a China de hoje como reflexo de sua própria história, em contraste com as perspectivas ocidentais do país. As ideias de Xi são analisadas “procurando construir a linha de governança da China a partir dela mesma”.

Para entender o pensamento do líder chinês, “você vai ter aqueles Dez Esclarecimentos [lista ao fim do texto], 14 Perseveranças e 13 Conquistas, aquela coisa toda, mas alguns conceitos são centrais: um deles é a Comunidade de Futuro Compartilhado para a Humanidade”.

Segundo Carvalho, “a base desse conceito é a noção de harmonia, que vem de Lao Tzu, de Shi Bo e da filosofia chinesa e pressupõe diversidade”. Xi usa parábolas desses clássicos, “com passagens como ‘nenhuma música é boa com um único tom’, para pensar o mundo contemporâneo”.

Com isso, propõe “uma globalização à chinesa”. É seu contraponto à “ocidentalização do mundo buscada após o fim da Guerra Fria, aquela uniformização de condutas, valores, culturas”. Como alternativa, defende “um mundo harmônico, ou seja, mais diverso”.

Para o acadêmico brasileiro, um resultado prático foi a Iniciativa Cinturão e Rota, o programa chinês de investimentos pelo mundo. “É toda uma política externa inspirada no conceito de destino comum ou futuro compartilhado para a humanidade.”

Dois livros editados neste ano no Ocidente vão por outro caminho, enfatizando o marxismo de Xi. De acordo com “The Political Thought of Xi Jinping”, de Steve Tsang e Olivia Cheung, mais até do que Marx, importam para o líder chinês “os princípios leninistas de controle e disciplina”.

O título mais significativo saiu no mês passado, “On Xi Jinping”, do embaixador australiano nos EUA, o ex-primeiro-ministro Kevin Rudd —que, como Carvalho, leu os textos no original. Sua conclusão, oposta, é que o “compromisso fundamental” de Xi é com o materialismo dialético, com Marx, não os clássicos chineses.

“A partir de 2017, Xi mudou o centro de gravidade da política econômica para a ‘esquerda marxista’, afirmando a primazia do planejamento estatal sobre as forças de mercado e maior igualdade de renda sobre a desigualdade desenfreada”, escreve Rudd.

Ele representaria um “rompimento esquerdista” com Deng. Sinólogos americanos apontam que o embaixador não quer ver um lado de Xi que está mais para Milton Friedman e Universidade de Chicago do que para Marx. Por exemplo, quando se opõe à “armadilha do assistencialismo, de apoiar pessoas preguiçosas”, como escreveu há três anos.

O cientista político Graham Allison, ao receber Rudd para o lançamento na Universidade Harvard, comentou que não se deve perder de vista o marxismo em Xi, como o livro alerta, mas levantou outro argumento contra sua visão de que o líder chinês se opõe aos EUA.

“A posição oficial da universidade é que não confirmamos nem negamos que havia uma pessoa que, sob pseudônimo, mas que certamente, se você olhar, se assemelha à única filha de Xi Jinping, foi estudante de Harvard e que sua mãe de vez em quando, também sob pseudônimo, veio visitá-la”, contou, rindo.

“O que isso diz sobre um pai, especialmente na cultura chinesa, quando você tem uma princesa e a manda a Harvard para ser educada? Não parece que, se tivesse escolhido alguém como adversário, você mandaria sua filha para lá.”


Os Dez Esclarecimentos, parte central do Pensamento de Xi, resumidos por Evandro Menezes de Carvalho:

  1. A defesa da liderança centralizada e unificada do Comitê Central do Partido é o princípio político mais elevado
  2. A modernização ao estilo chinês e o grande rejuvenescimento da nação são as tarefas principais do partido visando construir um país socialista moderno, próspero, democrático, civilizado, harmonioso e bonito até meados do século 21
  3. A contradição da sociedade nesta nova era é aquela decorrente do desenvolvimento desequilibrado, devendo-se buscar promover a prosperidade comum e a democracia popular de processo integral
  4. O plano estratégico é a reforma abrangente e a governança do país de acordo com a lei
  5. O objetivo dessa reforma abrangente é melhorar a capacidade de governança
  6. O objetivo da governança baseada na lei é construir um sistema jurídico socialista com características chinesas e um país socialista sob o Estado de Direito
  7. Implementar um novo conceito de desenvolvimento de alta qualidade em que o ciclo doméstico é o esteio, e o mercado desempenha um papel decisivo na atribuição de recursos
  8. Transformar o Exército Popular de Libertação em um Exército de classe mundial
  9. Promover um novo tipo de relações internacionais e a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade
  10. Promover a construção política, ideológica, organizacional e disciplinar do partido para liderar a grande revolução social com uma grande autorrevolução



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Participe da Autoavaliação do Curso de ciências contábeis — Universidade Federal do Acre

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QRCODE - Autoavaliação

 

Olá, estudante!

Este instrumento foi elaborado com o objetivo de ouvir você e conhecer a sua percepção sobre o Curso de Ciências Contábeis. Sua participação é muito importante para que possamos identificar os pontos positivos, as dificuldades e as principais demandas dos estudantes, contribuindo para o processo de avaliação e melhoria contínua do curso.

O questionário aborda diferentes aspectos da sua experiência acadêmica, como disciplinas e organização curricular, metodologias de ensino, atuação dos professores, infraestrutura, biblioteca, laboratórios, acessibilidade, apoio aos estudantes, estágio, pesquisa, extensão, monitoria, iniciação científica, eventos e comunicação com a Coordenação.

As respostas serão utilizadas de forma responsável e, preferencialmente, de maneira agregada, com a finalidade de subsidiar ações e decisões voltadas ao aprimoramento da qualidade do curso e da formação acadêmica e profissional dos estudantes.

🗣️ Este é um espaço para você ser ouvido! Por isso, responda com sinceridade, apresentando sua percepção, críticas, sugestões e demandas. Não existem respostas certas ou erradas: o mais importante é que sua opinião represente verdadeiramente a sua experiência como estudante.

Agradecemos sua participação e contribuição para a construção de um Curso de Ciências Contábeis cada vez melhor, mais inclusivo, acolhedor e alinhado às necessidades dos estudantes e às demandas da sociedade e do mercado profissional.

Sua opinião é fundamental para construirmos juntos o futuro do nosso curso!

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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre

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A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.

As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”

Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.

Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.

Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre

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O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.

Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”

Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.

O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.

Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.

Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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