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China: Venda de carro elétrico superará o de combustão – 26/12/2024 – Mercado
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Edward White, Kana Inagaki
A venda de carros elétricos na China deve superar pela primeira vez na história a quantidade de veículos a combustão. A mudança deve ocorrer em 2025 em um ponto de inflexão anos à frente dos países ocidentais.
A China está prestes a superar as previsões internacionais e as metas oficiais do governo com as vendas domésticas de veículos elétricos —incluindo baterias puras e híbridos plug-in— crescendo cerca de 20% ao ano, atingindo mais de 12 milhões de carros em 2025, de acordo com as estimativas mais recentes fornecidas ao Financial Times por quatro bancos de investimento e grupos de pesquisa. Esse número seria mais que o dobro dos 5,9 milhões vendidos em 2022.
Ao mesmo tempo, espera-se que as vendas de carros movidos a combustão caiam mais de 10% no próximo ano, ficando em menos de 11 milhões, refletindo uma queda de quase 30% em relação aos 14,8 milhões de 2022.
Enquanto isso, o crescimento das vendas de veículos elétricos desacelerou na Europa e nos EUA, refletindo a lenta adoção da nova tecnologia pela indústria automotiva tradicional, a incerteza sobre os subsídios governamentais e o aumento do protecionismo contra importações da China.
Robert Liew, diretor de pesquisa de energias renováveis da Ásia-Pacífico na Wood Mackenzie, afirmou que o marco dos veículos elétricos na China sinalizou o sucesso do país no desenvolvimento de tecnologia e na garantia de cadeias de suprimento globais para recursos necessários para veículos elétricos e suas baterias. A escala da indústria significou reduções acentuadas nos custos de fabricação e preços mais baixos para os consumidores.
Eles querem eletrificar tudo. Nenhum outro país chega perto da China
Embora o ritmo de crescimento das vendas de veículos elétricos na China tenha diminuído após o frenesi pós-pandemia, as previsões apontam que o país deve atingir a meta dos veículos elétricos representarem 50% das vendas de carros em 2025, dez anos antes do que foi proposto pelo governo. Em 2020, Pequim disse que esperava alcançar o índice em 2035.
A Noruega lidera o mundo em vendas de veículos elétricos como parte do mercado, com mais de 90% dos novos carros movidos a bateria.
As previsões da indústria foram fornecidas ao FT pelos bancos de investimento UBS e HSBC, e pelos grupos de pesquisa Morningstar e Wood Mackenzie.
Elas indicam que, na próxima década, as fábricas estabelecidas na China para produzir dezenas de milhões de carros com motores tradicionais terão quase nenhum mercado doméstico para atender.
As previsões também destacam como o rápido crescimento da indústria de veículos elétricos chinesa agora ameaça os campeões nacionais de fabricação da Alemanha, Japão e EUA.
À medida que o mercado de veículos elétricos da China caminhava para um crescimento anual de quase 40% em 2024, a participação de mercado de carros de marcas estrangeiras caiu para 37% —uma queda acentuada em relação aos 64% em 2020, de acordo com dados da consultoria Automobility, com sede em Xangai.
Somente neste mês, a GM reduziu em mais de US$ 5 bilhões (R$ 30,93 bilhões) os seus investimentos na China; a holding por trás da Porsche alertou sobre uma redução em sua participação na Volkswagen de até 20 bilhões de euros (R$ 128,2 bilhões); e os rivais Nissan e Honda anunciaram que negociam uma fusão como resposta a um “ambiente de negócios drasticamente em mudança”.
Os fabricantes de automóveis chineses enfrentam sua própria rivalidade interna. Yuqian Ding, analista do HSBC, disse que, embora os veículos elétricos sejam agora uma parte “estrategicamente importante” da nova economia de alta tecnologia da China, espera-se que a intensa competição “expulse” mais participantes do mercado à medida que a indústria se consolida.
“Embora o setor doméstico de veículos elétricos da China esteja claramente expandindo, também enfrenta um crescimento desacelerado —a partir de uma base muito alta— excesso de modelos, intensa competição e uma guerra de preços”, avaliou Ding. “A direção de longo prazo é clara —o gigante dos veículos elétricos da China é imparável.”
Tu Le, fundador da consultoria Sino Auto Insights, apontou que a indústria está apenas “no começo” de um período de agitação sem precedentes.
Vincent Sun, analista do setor automotivo da China para o grupo de pesquisa de investimentos Morningstar, observou que vários fabricantes de automóveis multinacionais, incluindo a Volkswagen da Alemanha, não esperavam lançar novos modelos importantes de veículos elétricos na China até o final de 2025 ou 2026.
O HSBC estimou que cerca de 90 novos modelos de carros estavam planejados para serem lançado pelas montadoras na China no quarto trimestre de 2024 —cerca de um por dia— e quase 90% eram veículos elétricos.
Folha Mercado
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Ainda assim, Paul Gong, chefe de pesquisa automotiva chinesa no UBS, alertou que havia alguma incerteza sobre a política econômica mais ampla da China anunciada pelo governo e previu que o mercado teria um “início fraco para o ano (2025)” após um final robusto em 2024.
Mesmo com o alerta, Gong indicou que espera crescimento do carro elétrico na China. “Antecipamos… um forte aumento nas compras no final de 2025, impulsionado pelo fim dos subsídios e pela imposição de um imposto de compra de 5% sobre veículos elétricos em 2026 —em comparação com 0% até o final de 2025.”
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31 de março de 2026A Ufac realizou a aula inaugural da turma especial do mestrado profissional em Ensino de Ciência e Matemática (MPCIM) no município de Epitaciolândia (AC), também atendendo moradores de Brasileia (AC) e Assis Brasil (AC). A oferta dessa turma e outras iniciativas de interiorização contam com apoio de emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri (PP-AC). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 27.
O evento reuniu professores, estudantes e representantes da comunidade local. O objetivo da ação é expandir e democratizar o acesso à pós-graduação no interior do Estado, contribuindo para o desenvolvimento regional e promovendo a formação de recursos humanos qualificados, além de fortalecer a universidade para além da capital.
A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho, ressaltou que a oferta da turma nasceu de histórias, compromissos e valores ao longo do tempo. “Hoje não estamos apenas abrindo uma turma. Estamos abrindo caminhos, sonhos e futuros para o interior do Acre, porque quando o compromisso atravessa gerações, ele se transforma em legado. E o legado transforma vidas.”
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26 de março de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.
A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.
Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.
Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.
Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.
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