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Chuva: SP respondeu bem a alagamentos, diz prefeito Nunes – 25/01/2025 – Cotidiano
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Lucas Lacerda
Para o prefeito Ricardo Nunes (MDB), a resposta de São Paulo aos alagamentos do último temporal foi rápida. Ele também elogiou as condições do Pacaembu após o final da Copinha, vencida de virada pelo São Paulo sobre o Corinthians.
A chuva que caiu na tarde de sexta-feira (24) deixou várias ruas e avenidas alagadas, arrastando carros nas descidas. As escadas da estação Jardim São Paulo do metrô pareciam uma cascata, que acabou por alagar os trilhos, na linha 1-azul. Além disso, parte do teto do shopping Center Norte desabou.
A declaração do prefeito foi dada após a premiação da Copinha, ainda no gramado. “O que choveu ontem foi proporcional a metade do que estava previsto para chover o mês inteiro. Estavam previstos 250 milímetros. E em uma hora e meia choveu metade do previsto.”
Segundo a Defesa Civil estadual, sexta foi o dia com o terceiro maior volume de chuva (125,4 mm) na cidade segundo a série histórica da estação. Já a empresa Climatempo diz que o temporal foi o mais intenso, em 24 horas, desde 1988.
Acompanhado do secretário de Esportes e Lazer da cidade, Rogério Lins, que vestia uma camisa autografada do São Paulo, o prefeito também elogiou a estrutura do Pacaembu.
“Quando eu estava ali na premiação dos jogadores, tanto do Cortinhians quanto do São Paulo, e falava ‘como é que está o campo aí, o vestiário?’, falavam ‘pô, cara, tá dez, a gente nunca viu nada tão bacana’.”
O prefeito também anunciou que equipamentos do Pacaembu estarão disponíveis para uso público a partir de segunda-feira (27).
“A gente vê esse espaço que tava praticamente largado e hoje entregue, no aniversário da cidade, um espaço tão bonito, e segunda-feira já está aberto para a população usar aqui a pista de atletismo, pra usar a piscina, pra usar a quadra, pra usar todos esses equipamentos. A cidade ganha esse equipamento de muita qualidade.”
Para os próximos jogos, antes da conclusão das obras, a prefeitura deverá emitir novos alvarás temporários, como foi feito para a final da Copinha, para cada ocasião.
Questionado, Nunes chamou o padrão de atendimento de excepcional. “A gente precisa ir fazendo com cuidado. O primeiro passo para fazer a entrega do termo definitivo foi esperar e ver o jogo.”
Lins afirmou que a documentação estava em ordem para a final. “E a gente tinha que ver o estádio em operação, num grande espetáculo, como foi.” Ele também disse que não houve problemas de segurança ou de drenagem.
Histórico de problemas
Desde 2021, as obras têm sido motivo de atritos com a gestão Nunes e sua conclusão foi anunciada em diferentes ocasiões.
Um deles ocorreu em em 2022, quando a prefeitura anunciou que não entregaria a praça Charles Miller para a empresa. Na ocasião, a Allegra pedia compensações por um prejuízo que estimou em R$ 22 milhões, provocado pela impossibilidade de realizar eventos durante a pandemia, por erros no cálculo do tamanho do terreno e por atrasos na emissão de licenças, autorizações e alvarás.
A prefeitura respondeu, na época, que a pandemia não justificaria reequilíbrio do contrato e que a Allegra teve receita com a operação do estádio durante os anos de reforma. A gestão Nunes disse também que a responsabilidade pelos estudos no terreno é da concessionária.
Já os anúncios frustrados de reabertura ocorreram em janeiro do ano passado, também para a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, e em abril daquele ano, para um show de Roberto Carlos. Em junho de 2024, a promessa da piscina também não se concretizou.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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