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Cientistas ansiosos se preparam para a negação climática de Trump: ‘Temos um alvo nas costas’ | Washington DC
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2 anos atrásem
Oliver Milman in Washington
Enquanto o maior encontro mundial de cientistas da Terra e do espaço se aglomerava em um Washington local na semana passada, os salões lotados foram permeados por um ar de ansiedade e até pavor por um novo Donald Trump presidência que pode piorar o que tem sido um período contundente para a ciência.
A anual União Geofísica Americana (AGU) reunião atraiu um recorde de 31.000 participantes este ano para a revelação de uma série de novas pesquisas sobre tudo, desde sismologia até ciência climática e física heliosférica, juntamente com uma ampla feira comercial e sessões de networking enquanto os cientistas se acotovelam para avançar no seu trabalho.
No entanto, enquanto estudantes de pós-graduação e pesquisadores grisalhos se reuniam em torno de apresentações em quadros de avisos em um espaço de exposição cavernoso, uma pessoa dominava as conversas murmuradas: Trump. O presidente eleito classificou a ciência climática como uma “fraude gigante” e, quando assumiu o cargo pela última vez, procurou destruir o financiamento científico dos EUA e marginalizado ou mesmo punido cientistas considerados hostis aos interesses das indústrias química e de combustíveis fósseis.
A perspectiva de uma economia ainda mais ideologicamente orientada Administração Trump cortando orçamentos e demissão em massa de pessoal federal deu à comunidade científica americana uma espécie de ataque de ansiedade colectiva. “Todos sentimos que temos um alvo nas costas”, disse um cientista da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, que acrescentou que o pessoal da agência já está a tentar “girar”, substituindo as menções à crise climática por termos mais aceitáveis, como “ar qualidade”.
“Meu Deus, é tão deprimente”, disse outro cientista federal sobre a nova administração. Uma doutoranda, quando questionada sobre ingressar no mercado de trabalho sob o comando de Trump, simplesmente estufou as bochechas e gemeu. “Se alguém me oferecesse um cargo departamental agora, eu pularia”, disse um pesquisador da Nasa. “É difícil, principalmente para os mais jovens. Esperamos que sobrevivamos a tudo.”
Os desafios colocados pela nova administração mal apareciam no programa oficial da AGU, que estava mais focado em destacar novas pesquisas – de um novo e terrível aviso sobre o derretimento do Ártico para inovações que alavancam inteligência artificial – e o reforço geral do valor da ciência para as nossas vidas. Mas a liderança da organização reconheceu que havia uma sensação de desconforto.
“Alguns dos sinais que estão a surgir neste momento deixam as pessoas nervosas sobre o que vai acontecer aos seus empregos, aos seus meios de subsistência, e muito menos ao que é a sua ciência”, disse Ben Zaitchik, cientista climático. quem será presidente eleito da AGU no próximo ano. “Poderíamos dizer que as pessoas estão se sentindo sitiadas ou sitiadas, mas muitas também estão motivadas. Ao mesmo tempo, é um momento de transição. Então, simplesmente não sabemos.”
Trump – através de seu alteração de mapas de furacões com uma caneta Sharpie, olhando fixamente com os olhos descobertos em um eclipse solar e sugestão que injeções de desinfetantes poderiam curar a Covid-19 – é visto por muitos aqui na reunião como um catalisador do contrarianismo científico.
Isto foi sublinhado pela nomeação de Robert F. Kennedyque defende uma série de teorias da conspiração sobre vacinas, parques eólicos e trilhas químicascomo nomeado para o novo secretário de saúde dos EUA, bem como o de Trump promessa esta semana para deixar de lado as avaliações ambientais para “qualquer pessoa ou empresa que invista UM BILHÃO DE DÓLARES, OU MAIS, nos Estados Unidos da América”.
Mas os cientistas nos EUA enfrentam uma crise mais ampla que vai além do próximo presidente, no meio de um turbilhão de desinformação e do declínio da confiança na profissão entre o público americano. A confiança geral nos cientistas caiu 10% desde a pandemia, A pesquisa Pew mostroucom uma crescente lacuna partidária surgindo na forma como a ciência é vista; quase quatro em cada 10 republicanos dizem agora que têm pouca ou nenhuma confiança nos cientistas que agem no melhor interesse do público.
“Quando obtemos esse tipo de dados de pesquisas, é preocupante”, reconheceu Lisa Graumlich, paleoclimatóloga e atual presidente da AGU. Parece que já se foram os dias tranquilos dos cientistas famosos do século XIX, como Charles Darwin e Alexander von Humboldt, ou mesmo a recepção da vacina contra a poliomielite na década de 1950, que foi saudada com o toque dos sinos das igrejas, com o seu inventor, Jonas Salk. , sendo rotineiramente cumprimentado com aplausos e apertos de mão quando foi visto em público.
Por outro lado, Anthony Fauci, o rosto da resposta dos EUA à pandemia de Covid, exige proteção de segurança 24 horas por dia. devido a ameaças de morte contínuasmesmo após sua aposentadoria. Os cientistas do clima e os meteorologistas também têm enfrentou ameaças e assédio.
“As teorias da conspiração estão por aí, a desinformação está aí”, disse Graumlich. “Os mecanismos de mídia social e os algoritmos podem pegar uma pessoa que não é necessariamente propensa a uma mentalidade conspiratória e fazê-la acabar nesta toca de coelho de desinformação.”
Alguns investigadores pensam que os cientistas deveriam adaptar-se a este ambiente hiperpartidário, atendo-se a factos simples, em vez de qualquer coisa que possa ser vista como campanha. “Passamos a ser vistos apenas como mais um grupo de lobby partidário”, disse Ken Caldeira, um cientista climático.
após a promoção do boletim informativo
“Quero que voltemos a um ponto em que os cientistas sejam vistos como os que estabelecem os factos, em vez de defenderem políticas. Precisamos voltar a uma situação em que tenhamos um conjunto compartilhado de fatos.”
Outros estão determinados a defender a ciência para orientar as decisões, se não na Casa Branca, pelo menos com o Congresso, que anteriormente frustrou os grandes cortes exigidos por Trump na Agência de Protecção Ambiental e no trabalho de ciências da Terra da Nasa.
Jay Famiglietti, hidrólogo da Universidade Estadual do Arizona que participa das reuniões da AGU desde 1989, participou do evento deste ano para revelar descobertas aterrorizantes sobre a perda de água doce disponível em todo o mundo, devido à crise climática e às práticas agrícolas.
“Pessoas como eu, que são especialistas, precisam se manifestar e dizer: ‘Acho que isso deveria ser feito’”, disse Famiglietti, que se envolveu com um membro da família sobre Trump e até começou a desligar a Fox News das TVs em seu país. academia local.
“Quer dizer, não vou me acorrentar a uma fonte, mas vou garantir que as pessoas certas no Congresso, em Washington, saibam disso”, disse ele. “Algumas pessoas podem querer pular de uma ponte se pensarem nos próximos anos, mas não acho que precisamos entrar em uma situação difícil ou ser excessivamente cuidadosos. Precisamos escolher bem as nossas palavras, conhecer o nosso público, mas apoio fortemente o avanço a todo vapor.”
Mesmo que Trump o faça siga o exemplo da Flórida ao eliminar todas as menções à crise climática dentro do governo federal, um mundo alheio continuará a aquecer de qualquer maneira, trazendo desastres e custos crescentes para os americanos. Os cientistas dizem que ainda estarão lá quando tais verdades se tornarem politicamente palatáveis novamente.
“Estamos sóbrios quanto ao futuro, mas não estamos desanimados”, disse Graumlich. “Os fatos ainda são fatos, a ciência ainda é ciência. A luta é maior do que apenas um ciclo político, faço isso há 40 anos. Não vamos recuar.”
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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