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Cientistas dizem que constataram ‘tempo negativo’ – 23/12/2024 – Ciência
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Ben Simon, Issam Ahmed
Os cientistas sabem há muito tempo que a luz às vezes parece sair de um material antes de entrar nele, um efeito que se acredita ser uma ilusão causada pela maneira como a matéria distorce as ondas.
Agora, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, afirmam ter demonstrado, por meio de experimentos quânticos inovadores, que o “tempo negativo” não é apenas uma ideia teórica, mas existe em um sentido físico tangível que merece uma análise mais detalhada.
As descobertas, que ainda não foram publicadas em uma revista revisada por pares, atraíram atenção mundial e ceticismo.
Os pesquisadores enfatizam que esses resultados intrigantes destacam uma peculiaridade da mecânica quântica, e não uma mudança radical em nossa compreensão do tempo.
“É difícil, até mesmo para nós, falar sobre isso com outros físicos. Eles nos entendem mal o tempo todo”, diz Aephraim Steinberg, professor da Universidade de Toronto, especializado em física quântica experimental.
Embora o termo “tempo negativo” possa parecer um conceito saído diretamente da ficção científica, Steinberg defende seu uso na esperança de que ele provoque discussões mais profundas sobre os mistérios da física quântica.
Átomos enérgicos
Há anos, a equipe começou a explorar as interações entre a luz e a matéria.
Quando as partículas de luz, ou fótons, passam pelos átomos, algumas são absorvidas por eles e depois reemitidas. Essa interação altera os átomos, colocando-os temporariamente em um estado de energia maior ou “excitado” antes de voltarem ao normal.
Na pesquisa liderada por Daniela Angulo, a equipe se propôs a medir o tempo que esses átomos permaneciam em seu estado de excitação. “Esse tempo acabou sendo negativo”, explicou Steinberg, o que significa uma duração menor que zero.
Para visualizar esse conceito, vamos imaginar os carros entrando em um túnel: antes do experimento, os físicos perceberam que, embora o tempo médio de entrada de mil carros pudesse ser, digamos, ao meio-dia, os primeiros carros poderiam sair um pouco mais cedo, digamos, às 11h59 da manhã. Anteriormente, esse resultado havia sido considerado insignificante.
O que Angulo e seus colegas demonstraram foi semelhante à medição dos níveis de monóxido de carbono no túnel depois que os primeiros carros saíram e descobriram que as leituras tinham um sinal de menos na frente.
Relatividade intacta
Os experimentos levaram mais de dois anos para serem otimizados. Os lasers usados tiveram que ser cuidadosamente calibrados para não distorcer os resultados.
Ainda assim, Steinberg e Angulo são rápidos em esclarecer: ninguém está afirmando que a viagem no tempo é uma possibilidade. “Não queremos dizer que nada viajou para trás no tempo”, diz Steinberg. “Isso é uma interpretação errônea”.
A explicação está na mecânica quântica, em que partículas como os fótons se comportam de forma difusa e probabilística, em vez de seguir regras rígidas.
Em vez de seguirem um cronograma fixo de absorção e reemissão, essas interações ocorrem ao longo de um espectro de durações possíveis, algumas das quais desafiam a intuição cotidiana.
De acordo com os pesquisadores, isso não viola a teoria da relatividade especial de Einstein, segundo a qual nada pode viajar mais rápido do que a luz. Esses fótons não carregavam nenhuma informação, portanto, contornaram qualquer limite de velocidade cósmica.
Uma descoberta polêmica
O conceito de “tempo negativo” gerou tanto fascínio quanto ceticismo, especialmente entre membros proeminentes da comunidade científica.
A física teórica alemã Sabine Hossenfelder, por exemplo, criticou o trabalho em um vídeo do YouTube visto por mais de 250 mil pessoas. “O tempo negativo nesse experimento não tem nada a ver com a passagem do tempo, é apenas uma forma de descrever como os fótons viajam por um meio e como suas fases mudam”, disse ela.
Angulo e Steinberg responderam argumentando que sua pesquisa aborda lacunas cruciais na compreensão do motivo pelo qual a luz nem sempre viaja a uma velocidade constante.
Steinberg reconheceu a controvérsia em torno do título provocativo de seu artigo, mas observou que nenhum cientista sério contestou os resultados experimentais. “Escolhemos a maneira que consideramos mais proveitosa para descrever os resultados”, disse ele, acrescentando que, embora as aplicações práticas permaneçam indefinidas, as descobertas abrem novos caminhos para a exploração dos fenômenos quânticos.
“Vou ser sincero: no momento, não tenho um caminho a seguir desde o que estamos analisando até suas aplicações”, admitiu. “Vamos continuar pensando nisso, mas não quero que as pessoas tenham muitas esperanças.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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