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Cinco questões em jogo no setor de energia em 2025 – 08/01/2025 – Mercado

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Amanda Chu

Cinco questões cruciais desafiarão o setor de energia em 2025. Neste ano, países enfrentarão um mercado de petróleo em baixa, aumento da demanda por energia e crises domésticas e regionais que colocam em xeque seus compromissos climáticos e de redução de emissões.

1. A Opep superará a queda nos preços do petróleo?

As pressões sobre os preços que atormentaram a Opep no ano passado continuarão a crescer em 2025. Espera-se que os mercados permaneçam em baixa devido à desaceleração da demanda global, especialmente na China, e ao aumento da produção de petróleo por países fora da Opep.

O JPMorgan projeta um mercado “claramente pessimista” este ano, com o crescimento da demanda global desacelerando de 1,3 milhões de barris por dia (b/d) para 1,1 milhões b/d, enquanto o crescimento da oferta de países fora da Opep+ atinge uma média de 1,8 milhões b/d. O banco espera que o Brent, referência global, tenha preço médio de US$ 73 por barril em 2025, abaixo dos US$ 80 por barril do ano passado. O Goldman Sachs projeta um preço médio de US$ 76 por barril.

O excesso de oferta reflete a crise crescente enfrentada pelo cartel do petróleo à medida que o mundo transita para um sistema que consome menos petróleo. A S&P Global Commodity Insights prevê que a demanda global por gasolina atingirá seu pico este ano, impulsionada pela adoção de veículos elétricos e ganhos de eficiência em motores a combustão interna.

Em dezembro, a Opep adiou os planos de reintroduzir 2,2 milhões b/d até abril, após uma série de cortes na oferta iniciados em 2022 para sustentar os preços.

2. Trump convencerá os produtores a perfurar mais?

A queda nos preços do petróleo não afeta apenas a Opep, mas também os planos de Trump de “perfurem, apenas perfurem”. O presidente eleito dos EUA prometeu estimular a produção de petróleo do país, que atingiu níveis recordes sob Biden. Contudo, com os preços atuais, é improvável que os produtores aumentem significativamente as perfurações.

Segundo uma pesquisa da Dallas Federal Reserve, metade dos grandes grupos de exploração e produção planejam reduzir gastos de capital este ano, enquanto 14% manterão os níveis de gastos inalterados. Pequenas empresas, no entanto, são mais otimistas, com 63% planejando aumentar os gastos.

Uma pesquisa recente do Kansas City Fed revelou que o preço médio do petróleo necessário para que a perfuração seja lucrativa é de US$ 65 por barril, enquanto preços de US$ 89 por barril seriam necessários para um aumento substancial na atividade. O Goldman Sachs espera que o West Texas Intermediate, referência nos EUA, tenha preço médio de US$ 71 por barril em 2025, antes de cair para US$ 66 por barril em 2026.

3. A corrida pela IA impulsionará o gás natural?

Com a corrida para construir data centers para inteligência artificial (IA), investidores estão otimistas quanto ao papel do gás natural na oferta de energia barata e confiável.

As ações de fabricantes de turbinas a gás dispararam em 2024. As encomendas globais de turbinas na GE Vernova quase dobraram no ano passado, de 11GW para 20GW.

A Agência Internacional de Energia estima que o consumo de energia de data centers pode dobrar até 2026, atingindo mais de 1.000 TWh de eletricidade, equivalente ao consumo do Japão. O consumo global de gás em todos os setores deverá atingir recordes em 2025.

4. O multilateralismo climático superará a geopolítica?

O ano passado terminou com uma série de cúpulas climáticas decepcionantes. Em 2025, a questão é se o multilateralismo climático pode recuperar força diante de crises internas, mudanças para governos mais conservadores e guerras regionais.

Trump deverá retirar os EUA novamente do Acordo de Paris. Além disso, países desenvolvidos provavelmente não cumprirão suas metas climáticas de 2030.

5. A IRA sobreviverá sob Trump?

A Lei de Redução da Inflação (IRA), maior ação dos EUA contra a mudança climática, enfrenta incertezas. Trump prometeu “revogar” a política industrial, chamando-a de “golpe verde”.

Uma revogação completa é improvável. A lei favoreceu amplamente distritos controlados por republicanos. O desafio será equilibrar os benefícios econômicos do setor de energia limpa com a pressão política para cortar gastos.



Leia Mais: Folha

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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