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Clima vai piorar em 2025, e COP30 em Belém será fracasso – 29/12/2024 – Marcelo Leite
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Feliz Ano Novo para quem, cara-pálida?
Com base só nos dados acumulados até novembro, o programa Copernicus da União Europeia declarou 2024 como o ano mais quente já registrado na Terra. Para cumular, foi o primeiro com temperatura 1,5ºC acima de tempos pré-industriais.
E 2025 arrisca ser pior. Ou, pelo menos, confirmar que o planeta segue em marcha acelerada para descumprir a meta do Acordo de Paris (2015) de manter nesse limiar o aquecimento global. Não é catastrofismo, só realismo.
Dezenas de milhares de militantes, diplomatas e lobistas que afluem todos os anos aos convescotes COP não se cansam de perorar que não é hora de pessimismo, de rendição à modorra da negociação internacional, de desistir de catar caraminguás de carbono a fim de evitar o que for possível —”cada tonelada de CO2 evitado conta”, blablablá.
Deu, pessoal. Está na cara que três décadas de tratativas resultaram em nada, ou pouco demais. E que não será possível resolver tudo na COP30 comandada em Belém por um governo tão ambíguo quanto o de Lula em políticas climáticas.
Quem duvidar que preste atenção no fascínio do Planalto com a margem equatorial da amazônia (com perdão por retomar o tema do petróleo, no que já se parece com uma obsessão). Há boas razões para predizer que, além de incompatível com Paris, a exploração das novas jazidas no fundo do mar dará prejuízo.
Como alertou no jornal O Globo Cristiano Vilardo, analista ambiental do Ibama, a margem equatorial difere do pré-sal: geologia menos conhecida, maior distância de centros de refino e consumo, riscos ambientais e operacionais etc.
Shigueo Watanabe Jr. e Alexandre Gaspari, do boletim ClimaInfo, voltaram à carga no diário Valor Econômico estimando que a exploração dos campos pode ser inviável climática e economicamente. A estatal Empresa de Planejamento Energético (EPE) reagiu aos artigos, mas a resposta não convenceu.
EPE e Petrobras estimam que a extração na margem equatorial começaria após 2030 e atingiria pico de 300 mil barris diários 14 anos depois. Ou seja, perto da década de 2050 em que emissões de carbono teriam de ser eliminadas para atingir o objetivo de Paris —na prática, extinguir a queima de carvão, petróleo e gás.
Dito de outra maneira, essa seria a “transição para além dos combustíveis fósseis” de que falava em 2023 a declaração final da COP28 em Dubai (Emirados Árabes). Não deixa de ser sintomático que a expressão tenha desaparecido do comunicado saído da COP29 em Baku, Azerbaijão, outra autocracia petroleira.
Qual é a chance de um governo como o do PT, atolado na miragem da margem equatorial e inebriado com a perspectiva de integrar a Opep, liderar em Belém movimento para não só reviver uma transição energética digna do nome, mas também obter compromissos de países ricos com o financiamento dessa revolução tectônica na economia mundial?
Nula, concluiria análise retrospectiva não edulcorada ou voluntarista do que se alcançou até aqui. As emissões mundiais de carbono não diminuíram, ao contrário, assim como a concentração de CO2 na atmosfera.
Faltam só 25 anos para garantir alguma probabilidade de cumprir Paris, realizando avanços hercúleos que 29 COPs não foram capazes nem de esboçar.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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