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CNU: Heteroidentificação acontece neste fim de semana – 11/01/2025 – Mercado

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Júlia Galvão

Os candidatos negros reintegrados ao CNU (Concurso Nacional Unificado) terão uma nova oportunidade de participar da etapa de heteroidentificação do concurso neste sábado (11) e domingo (12). Os reintegrados são candidatos que haviam sido desclassificados por falhas na identificação no dia da prova, mas foram reinseridos no concurso após acordo judicial.

A convocação dos participantes para esse procedimento foi realizada no dia 23 de dezembro. As informações sobre a data, o horário e o local determinados para a banca podem ser acessadas na área do candidato, no site da Cesgranrio, instituição responsável pelo concurso.

Segundo o MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), o edital do concurso prevê que o comparecimento ao procedimento é de inteira responsabilidade do candidato, não havendo possibilidade de remarcação da banca em caso de desconhecimento ou de quaisquer impedimentos.

O procedimento de heteroidentificação tem como objetivo verificar a declaração por candidatos negros para garantir que as vagas reservadas sejam efetivamente ocupadas por esses indivíduos.

A banca de avaliação é composta por cinco integrantes e seus suplentes, que não terão os nomes divulgados. No edital do concurso, é previsto que as pessoas que fazem parte dela devem apresentar diversidade quanto ao gênero, à cor e, sempre que possível, à origem regional.

Ao todo, mais de 4.000 candidatos foram convocados para o procedimento após recomendação do MPF (Ministério Público Federal), para quem parte dos candidatos pode ter deixado participar devido à confusão gerada pela organização do concurso.

O critério fenotípico (aparência) será utilizado exclusivamente para a avaliação. Durante o processo, os candidatos terão seus dados biométricos coletados e serão submetidos a exame grafológico.

O procedimento será filmado pela Fundação Cesgranrio e o candidato que se recusar a participar da filmagem ou a realizar a coleta de dados biométricos será eliminado do CNU.

Aqueles que não tiverem sua autodeclaração confirmada passarão a concorrer para as vagas de ampla concorrência, se tiverem pontuação suficiente para prosseguir nas demais fases.

No caso das vagas reservadas a pessoas indígenas, o procedimento de verificação será realizado pela comissão de verificação documental complementar, também nos dias 11 e 12 de janeiro. Os resultados preliminares para os dois casos serão divulgados no dia 17 de janeiro.

Na última semana, um militante do movimento negro entrou com uma ação na Justiça Federal após ter a sua candidatura indeferida pela reserva de vagas a pessoas negras. O candidato havia participado do primeiro de processo de heteroidentificação do concurso.

Gustavo Amora, que é cientista político, acusa a banca de ignorar critérios objetivos e documentos durante sua avaliação. O caso tramita no TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).

VEJA O NOVO CALENDÁRIO DO CNU











EtapaData
Procedimento de verificação da condição declarada para concorrer às vagas reservadas aos candidatos negros e indígenas11 e 12 de janeiro de 2025
Resultado preliminar da avaliação de títulos.15 de janeiro de 2025
Prazo para interposição de eventuais recursos quanto ao resultado preliminar da avaliação de títulos15 e 16 de janeiro de 2025
Divulgação dos resultados preliminares da avaliação da veracidade da autodeclaração prestada por candidatos concorrentes às vagas reserfvadas para negros e indígenas e da avaliação biopsicossocial dos candidatos que se declararem com deficiência17 de janeiro de 2025
Prazo para interposição de eventuais recursos quanto aos resultados preliminares da avaliação da veracidade da autodeclaração prestada por candidatos que concorrem às vagas reservadas para negros e indígenas e da avaliação biopsicossocial dos candidatos que se declararem com deficiência17 e 18 de janeiro de 2025
Divulgação do resultado dos pedidos de revisão das notas da avaliação de títulos11 de fevereiro de 2025
Previsão de divulgação dos resultados finais11 de fevereiro de 2025

VEJA QUAIS FORAM AS VAGAS MAIS CONCORRIDAS DE CADA BLOCO



Leia Mais: Folha

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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