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Coalizão governante do Japão perderá maioria nas eleições, diz emissora nacional | Japão
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Justin McCurry in Tokyo
A coligação governante do Japão deverá perder a maioria no parlamento nas eleições gerais de domingo, de acordo com a emissora nacional, depois de sofrer perdas num contexto de indignação dos eleitores devido a um escândalo de financiamento e a uma crise no custo de vida na quarta maior economia do mundo.
O resultado pode forçar o Partido Liberal Democrata (LDP), que governa o Japão quase sem interrupção desde meados da década de 1950, ou o principal partido da oposição, o Partido Democrático Constitucional (CDP), a acordos de partilha de poder com outros partidos para formar um governo. O resultado oficial só é esperado na manhã de segunda-feira.
A capacidade do PDL para formar um governo dependerá da sua capacidade de continuar como parceiro principal numa coligação com o Komeito, um partido muito mais pequeno que também se prevê que perca assentos. Os dois partidos juntos precisam de 233 assentos para manter a maioria.
Embora o resultado não seja uma repetição do choque político sísmico de há 15 anos – uma derrota sem precedentes para o PLD – deixou o partido significativamente enfraquecido e levantará questões sobre o futuro do recém-empossado primeiro-ministro, Shigeru Ishiba.
“Os resultados até agora foram extremamente severos e nós os levamos muito a sério”, disse Ishiba à emissora nacional NHK. “Acredito que os eleitores estão nos dizendo para refletirmos mais e nos tornarmos um partido que corresponda às suas expectativas.”
As pesquisas de boca-de-urna da NHK indicaram anteriormente que se esperava que o LDP conquistasse entre 153 e 219 assentos, uma queda acentuada em relação à confortável maioria de 247 que detinha anteriormente. Esperava-se que Komeito ganhasse entre 21 e 35 cadeiras.
Na manhã de segunda-feira, o LDP havia conquistado 173 assentos e Komei 22, num total de 195 assentos para a coalizão governante, enquanto o CDP havia garantido 137 assentos, disse a NHK.
Ishiba alertou que o LDP tinha trabalho a fazer para recuperar a confiança do público após meses de controvérsia sobre os fundos secretos não declarados dos deputados. “Queremos começar de novo como um partido justo, justo e sincero e buscar o seu mandato”, disse ele aos apoiadores na véspera da votação.
Ishiba, ex-ministro da Defesa, tornou-se presidente do partido – e novo primeiro-ministro do Japão – no mês passado, depois que seu antecessor, Fumio Kishida, anunciou que estava deixando o cargo assumir a responsabilidade pelo escândalo de financiamento.
Descobriu-se que dezenas de legisladores do LDP desviaram lucros não declarados da venda de bilhetes para reuniões partidárias para fundos secretos.
Várias figuras importantes foram punidas e o partido retirou o seu apoio a vários candidatos na votação de domingo – medidas que não conseguiram reparar os danos infligidos pelo escândalo de financiamento.
Ishiba, que está a lutar contra baixos índices de aprovação apenas algumas semanas após o seu mandato como primeiro-ministro, foi enganado dias antes da votação, quando a comunicação social informou que o partido tinha dado milhões de ienes em fundos de campanha a capítulos locais do partido cujos candidatos tinham perdido o apoio do partido.
A oposição sofredora do Japão depositava as suas esperanças no escândalo que desencadeou uma repetição das eleições para a Câmara Baixa de 2009, a última vez que o LDP foi deposto.
O líder do CDP, Yoshihiko Noda, acusou o LDP de ignorar as necessidades das pessoas comuns, já que as sondagens indicavam que a maioria dos eleitores queria medidas sobre o aumento dos preços, bem como cortes de impostos e aumentos salariais. “A política do PLD consiste na implementação rápida de políticas para aqueles que lhes dão muito dinheiro”, disse Noda aos seus apoiantes no sábado. “Mas as pessoas vulneráveis foram ignoradas.”
Takeshi Ito, um eleitor de 38 anos, disse que apoiaria o LDP na ausência de uma alternativa viável.
“Mesmo que eu mudasse para um partido da oposição, ainda não está claro se eles conseguiriam levar adiante as reformas e não sei se posso confiar neles ou não neste momento”, disse Ito. “Quero ver o partido no poder continuar avançando.”
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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