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Coca-Cola Zero e a busca pelo prazer sem culpa – 17/12/2024 – Michael França

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A Coca-Cola Zero simboliza uma revolução no paladar. Ao entregar o sabor icônico da Coca sem o peso das calorias do açúcar, a empresa criou um produto que captura o crescente desejo coletivo de ampliar as possibilidades de desfrutar de um prazer sem consequências.

Apesar de a bebida conter várias substâncias artificiais que são alvo de debates sobre saúde, é inegável que seu estrondoso sucesso se deve ao fato de procurar atender aos desejos humanos sem a imposição de um elevado custo calórico.

Essa busca pelo prazer sem culpa, que representa uma das marcas do nosso tempo, está sendo alavancada pelos recentes avanços tecnológicos que estão permitindo mais possibilidades para equilibrar o prazer e a culpa.

E tais mudanças não se limitam aos hábitos de consumo. Elas também atravessam outras esferas da vida, como os relacionamentos e a sexualidade, ressignificando normas sociais que, ao longo do tempo, restringiram as expressões das liberdades individuais na busca pela satisfação.

Durante séculos, o prazer foi associado a tabus, culpas e repressões, especialmente para mulheres e indivíduos LGBTQIA+. Hoje, graças à revolução sexual, iniciada no século passado e ampliada pelas tecnologias contemporâneas, vivemos um momento em que diversos costumes estão sendo contestados, dando espaço para maior liberdade na busca individual pelos desejos mais ocultos.

No caso das mulheres, durante muito tempo seu prazer foi subjugado a papéis reprodutivos e às expectativas de agradar parceiros, relegando suas próprias necessidades ao segundo plano. No entanto, os avanços das últimas décadas têm permitido uma gradual desconstrução desse ideal.

Os vibradores e os aplicativos de relacionamento, por exemplo, também representam símbolos dessa transformação. Enquanto os vibradores ampliaram a exploração do próprio corpo, desestigmatizaram a sexualidade e, nas relações heterossexuais, proporcionaram a muitas mulheres a possibilidade de encontrar uma fonte de prazer que elas não estavam conseguindo alcançar com seu parceiro ou, eventualmente, parceiros, os aplicativos trouxeram a comodidade de estabelecer conexões diversificadas e exploratórias, rompendo barreiras geográficas e sociais e ampliando o cardápio de possibilidades que antes limitavam os relacionamentos.

Até para aqueles homens que costumam enxergar as mulheres mais como objetos sexuais do que companheiras para partilhar a vida, os avanços tecnológicos também estão trazendo novas possibilidades. Produtos como bonecas sexuais e realidade virtual têm oferecido alternativas para satisfazer fantasias sem envolvimento emocional com outras pessoas.

Entretanto, assim como a Coca-Cola Zero, nem tudo são borbulhas de prazer. Se, de um lado, essas tecnologias permitem a possibilidade de satisfazer fantasias sem objetificar diretamente mulheres reais, por outro lado, elas podem contribuir para perpetuar uma visão reducionista de seu papel na sociedade.

Contudo, independentemente da escolha da bebida e do brinquedinho, é importante reconhecer que o prazer está cada vez mais difícil de ser reprimido, pois sua busca constitui uma parte essencial do que somos.


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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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