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Com 1,36 metro, Rio Acre tem pior nível dos últimos 10 anos para o dia 8 de setembro em Rio Branco
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As águas do Rio Acre continuam em baixa e o nível marcou 1,36 metro nesta quinta-feira (8) em Rio Branco. Segundo a Defesa Civil Municipal, essa é a pior cota dos últimos 10 anos para o dia 8 de setembro. Essa também é a pior marca deste ano.
O manancial está a 6 centímetros da menor cota histórica, registrada em 17 de setembro de 2016, que foi de 1,30 metro. O que preocupa ainda mais, segundo o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, coronel Cláudio Falcão, é que no dia 8 daquele ano, o nível do rio estava maior do que nesta quinta.
Conforme os dados divulgados pelo órgão, no ano passado, no dia 8 de setembro, o manancial estava com 1,48 metro. Em 2020, o volume de água estava ainda maior, com cota de 1,68 metro.
Nível do rio no dia 8 de setembro dos últimos 10 anos
| Ano | Mês/setembro |
| 2012 | 1,93 m |
| 2013 | 1,91 m |
| 2014 | 2,27 m |
| 2015 | 2,76 m |
| 2016 | 1,48 m |
| 2017 | 1,62 m |
| 2018 | 2,25 m |
| 2019 | 2,06 m |
| 2020 | 1,68 m |
| 2021 | 1,48 m |
“Infelizmente as perspectivas não são boas, porque não temos previsão de chuva que realmente faça diferença no nível do rio, apesar de poder ter até uma oscilação. Nas últimas 48h ele tem decrescido 3 centímetros por dia, então se não parar de decrescer desse ritmo, daqui a dois dias a gente vai alcançar a série histórica. Pode ser que não aconteça, é uma previsão, mas o que nos indica é isso, infelizmente”, disse o coordenador.
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Rio Acre em 8 de setembro de 2022; medindo 1,36 metro — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica
Queimadas e fumaça
As queimadas intensas têm provocado uma cortina de fumaça que encobre o céu do Acre e demais estados nos últimos dias. Em apenas sete dias de setembro, as queimadas no estado acreano superaram a marca de todo o mês de agosto.
Conforme os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de 1 a 7 de setembro, os satélites registraram 2.784 pontos de fogo na floresta do Acre, sendo que nos 31 dias de agosto foram 2.638 focos.
De janeiro até essa quarta-feira (7), o estado já contabiliza 5.872 focos de queimadas, total que representa 24,6% a mais do que o registrado no mesmo período do ano anterior.
O resultado de toda essa queimada é a fumaça que se espalha pelo Brasil e atinge países vizinhos, conforme se pode vê no mapa divulgado pelo Inpe.
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Fumaça de queimadas na Amazônia se espalha pelo Brasil — Foto: Reprodução/Inpe
O professor e pesquisador da Universidade Federal do Acre (Ufac), Foster Brown, explica que a fumaça causada pelas queimadas é prejudicial tanto a curto, quanto a médio e longo prazo, podendo causar, inclusive câncer e problemas cardíacos.
Sobre as queimadas, o governo informou ao g1 que está com campanhas na mídia e dirigidas aos produtores para combater as chamas. “As brigadas de bombeiros foram reforçadas para atender aos chamados com mais agilidade e na outra ponta, também reforçamos as equipes médicas para enfrentar a alta de casos de doenças respiratórias”, informou em nota. O governo também afirma que “a grande maioria dos focos de queimadas que produzem a baixa qualidade do ar está nos estados vizinhos de Rondônia e Amazonas”.
No entanto, o pesquisador da Ufac explica que existe, pelo menos, três fontes de fumaça: uma é a local, outra é a regional que compreende alguns quilômetros especificamente ao redor das cidades e a que vem a longa distância.
Qualidade do ar
O professor informou ainda que desde o ano passado, a Organização Mundial de Saúde baixou de 25 para 15 a concentração de material particulado por metro cúbico (µg/m³) em um período de 24 horas.
Nos últimos dias, em Rio Branco, essa média tem ficado entre 100 e até 200 µg/m³, segundo sensores que monitoram a qualidade do ar, por meio do sistema Purple Air. Ou seja, a poluição tem atingido níveis 13 vezes maior do que o recomendado como aceitável.
“Sempre tem material particulado fino no ar e no ano passado, a OMS baixou de 25 para 15 o máximo permitido de concentração desse material. Então, usamos isso como referência e quando está acima disso é uma preocupação. E os valores que estamos encontrando agora são 100 e as vezes 200”, alertou o pesquisador.
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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.
A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.
O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.
“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.
O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.
A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”
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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.
A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.
Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.
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Curso de Ciências Contáveis realiza evento sobre IA e deepfakes — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026O curso e o Centro Acadêmico de Ciências Contábeis, da Ufac, promoveram o evento de extensão Inteligência Artificial (IA), Regulação de Deepfakes e Formação Cidadã, em 9 e 10 de julho, no bloco do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas. Nesse período, estudantes, professores e interessados no assunto realizaram troca de experiências, além de debates sobre temas atuais para cidadania e o exercício profissional.
A programação contou com palestra de Virgilio Viana, a qual proporcionou aos participantes reflexões sobre os desafios e as oportunidades decorrentes das transformações tecnológicas na sociedade contemporânea. Também ocorreram três oficinas: O Perfil Profissional para a Gestão Pública, ministrada por Esteferson Rocha; Cartão de Crédito: Aliado ou Vilão?, ministrada por Gilvanete Pereira; e Inteligência Emocional, ministrada por Jordeane Oliveira
Os professores Marconde Silva e Oleides Oliveira organizaram o evento, que, segundo eles, reafirmou o compromisso do curso de Ciências Contábeis com a promoção de ações de extensão que integram ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo o diálogo entre a universidade e a sociedade.
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