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Com Kamala ou com Trump, coroa dos EUA seguirá oca – 19/10/2024 – Ross Douthat

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Com o próximo presidente dos Estados Unidos ainda indefinido, surgem incertezas sobre como a nova administração lidará com a situação agravante na Ucrânia. À medida que o aliado americano perde terreno para a Rússia, há questionamentos sobre a viabilidade de continuar buscando uma vitória completa.

Isso ocorre enquanto o país liderado por Joe Biden enfrenta dificuldades para ajustar sua estratégia e potencialmente buscar uma abordagem voltada para a paz, diante dos desafios contínuos no conflito.

Alguém poderia argumentar que a situação no Oriente Médio mudou repentinamente para os EUA: após as últimas semanas de guerra e assassinatos direcionados, a posição do aliado mais próximo do país parece subitamente mais segura, enquanto os inimigos dos americanos parecem mais fracos e vulneráveis.

Israel está desferindo golpe após golpe no Hezbollah e no mais amplo “eixo de resistência” do Irã, enquanto a resposta iraniana sugere limites significativos em suas capacidades. O equilíbrio regional de poder parece menos favorável para os rivais revisionistas dos EUA do que há apenas um mês.

Olhando mais profundamente, no entanto, tanto a deterioração estratégica no Leste Europeu quanto a melhoria estratégica no Oriente Médio têm algo importante em comum. Em ambos os casos, o governo dos EUA se viu preso em um papel de apoio, incapaz de decidir uma política clara de interesse próprio, enquanto uma potência regional que depende oficialmente dos americanos dita a agenda.

Na Ucrânia, isso está indo mal porque o governo em Kiev superestimou suas próprias capacidades para recuperar território na contraofensiva do ano passado. No Oriente Médio, agora está indo melhor para os interesses dos EUA porque a inteligência israelense e o Exército do país têm demonstrado uma capacidade notável de perturbar, degradar e destruir seus inimigos.

Em nenhum dos casos, no entanto, o país mais poderoso do mundo parece ter um controle real sobre a situação, um plano que está executando ou um meio claro de estabelecer e alcançar seus objetivos.

Ou como o The Wall Street Journal relatou recentemente, “a administração Biden cada vez mais se assemelha a um espectador, com pouca visão sobre o que seu aliado mais próximo do Oriente Médio está planejando —e menos influência sobre suas decisões”.

Porque as ações de Israel têm funcionado é fácil para seus amigos sugerirem que a diminuição da influência dos EUA é basicamente algo bom: os israelenses sabem o que estão fazendo. Tirem os preocupados da administração Biden do caminho.

Mas do ponto de vista dos interesses dos EUA, a marginalização da Casa Branca é um grande alerta vermelho, mesmo que você concorde com cada escolha que o governo de Binyamin Netanyahu tenha feito ultimamente (e, obviamente, um alerta ainda maior se você não concordar).

Por um lado, não há garantia de que as escolhas de Israel continuarão a dar certo. A restauração da dissuasão de hoje pode se tornar o excesso ou o atoleiro de amanhã.

Por outro lado, os EUA têm responsabilidades globais, não apenas regionais, e uma guerra em expansão no Oriente Médio pode ser ruim para a posição do país na Ásia e no Leste Europeu, independentemente de seu resultado para os participantes imediatos.

Se os EUA não conseguirem exercer uma influência real sobre os países que armam e apoiam, uma Pax Americana enfraquecida acabará sendo refém de interesses demais que não são dos americanos.

Cenários em que grandes potências acabam sendo lideradas por seus aliados e clientes não são historicamente incomuns. Mas é difícil escapar da impressão de que as dificuldades atuais dos EUA estão ligadas a um problema muito específico: o vácuo no cerne desta Presidência, o lento desvanecimento de Biden da execução normal de suas funções, a incerteza geral sobre quem está realmente tomando decisões na política externa do país.

O site americano Axios documentou o desaparecimento de Biden da vida pública, observando que ele “não agendou eventos públicos em 43 dos 75 dias desde que abandonou sua candidatura à reeleição”.

Se você acha que ele está apenas evitando responsabilidades de campanha enquanto se envolve totalmente na política externa, é provável que isso não seja toda a história. A ausência do presidente pode indicar que há mais acontecendo por trás dos panos.

Mesmo que a política externa dos EUA passe pelos próximos meses sem verdadeiros desastres, apenas os desafios que os americanos enfrentam já deixam claro que Biden deveria ter renunciado à Presidência quando suspendeu sua campanha.

Isso teria esclarecido onde a responsabilidade recai, dando à vice-presidente Kamala Harris algumas vantagens políticas, bem como poder formal, e fornecendo aos eleitores mais informações, a partir de alguns meses de sua liderança, para fazer sua escolha para 2024.

Agora é tarde demais para isso: uma transferência de poder apenas semanas antes da eleição seria caótica e desesperada demais para ser razoavelmente tentada. E sim, uma vez que chegarmos à transferência, nem Kamala nem Donald Trump são sucessores exatamente tranquilizadores.

A coroa do império americano permanecerá um tanto oca, não importa quem acabe usando-a. Mas Biden em seus últimos dias permanece um caso singular, um tipo distinto de perigo —pois nunca antes os EUA enfrentaram tantos desafios estratégicos globais com um presidente que não está realmente presente.


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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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