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Com municípios do Acre, Mapa do Turismo Brasileiro tem atualizações nas nomenclaturas

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Maria Fernanda Arival

O Mapa do Turismo Brasileiro passou por uma atualização nas categorias das cidades que o integram, ferramenta do Ministério do Turismo (MTur). No Acre, sete municípios estão incluídos no mapa e foram classificados nas novas categorias: “municípios turísticos”, “municípios com oferta turística complementar” e “municípios de apoio ao turismo”.

Antes da nova classificação, as cidades eram agrupadas nas letras A, B, C, D e E. O novo formato, que entrou em vigor na quinta-feira, 6, segue as diretrizes da Nova Lei Geral do Turismo e do Plano Nacional sobre o setor para 2024-2027.

Anteriormente nas categorias A e B do mapa, as cidades que concentram os maiores fluxos de visitantes e contam com os principais atrativos turísticos agora se encontram na classificação “municípios turísticos”. 

Rio Branco está entre as cidades classificadas como “municípios turísticos”. Foto: Marcos Rocha/Sete

Já os “municípios com oferta turística complementar”, que anteriormente faziam parte das categorias C e D, possuem serviços ou atrativos que complementam a oferta turística da região. De acordo com o MTur, os “municípios de apoio ao turismo”, antes classificados na categoria E, não recebem grande fluxo de turistas, mas se beneficiam da atividade fornecendo mão de obra, serviços ou produtos relacionados ao setor.

O secretário de Turismo e Empreendedorismo do Acre (Sete), Marcelo Messias, destaca a importância da ferramenta para o setor no estado e enfatiza que o governo tem trabalhado no Programa de Regionalização do setor para incentivar e auxiliar as prefeituras a se integrarem ao Mapa.

“A política do Mapa garante que os municípios que aderirem tenham acesso a recursos e investimentos do governo federal e do governo do Acre no setor. Com a nova política nacional de turismo, houve algumas alterações nas nomenclaturas do mapa, o que proporciona aos municípios novas perspectivas de atuação”, explica.

Marcelo Messias destaca a importância da ferramenta para o setor no Acre. Foto: Bruno Moraes/Sete

O diretor de Turismo da Sete, Jackson Viana, explica que, antes da atualização, Rio Branco estava na categoria A e Cruzeiro do Sul na categoria B. Com a mudança, ambos os municípios passaram a ser classificados como turísticos. “As mudanças visam melhorar a relação entre a política de turismo e os municípios e, com certeza, alinham-se à nova realidade das ações e investimentos que temos realizado, consolidando o trabalho em uma rede: União, Estado e municípios”, afirma.

No Acre, sete municípios fazem parte do Mapa do Turismo Brasileiro. São eles: Assis Brasil, Epitaciolândia, Xapuri, Tarauacá, Rodrigues Alves, classificados como “municípios com oferta turística complementar”, e Cruzeiro do Sul e Rio Branco classificados como “municípios turísticos”.

Cruzeiro do Sul está entre as cidades inseridas no mapa. Foto: Diego Silva/Secom

Como participar do Mapa

A participação na ferramenta é aberta a todos os municípios brasileiros que atendam aos critérios estabelecidos. De acordo com o governo federal, o mapa faz parte do Programa de Regionalização do Turismo e define a área de atuação do MTur no desenvolvimento das políticas públicas.

Para integrar o Mapa, o município deve atender aos seguintes requisitos:

  • Possuir uma secretaria ou departamento de Turismo;
  • Ter uma Lei Orçamentária específica;
  • Contar com prestadores de serviços turísticos cadastrados no Cadastur;
  • Manter um Conselho Municipal de Turismo ativo;
  • Assinar um termo de compromisso;
  • Preencher a aba de atividades turísticas no sistema.

Os municípios interessados em se integrar a uma região turística no Mapa do Turismo Brasileiro devem realizar o cadastro por meio do sistema eletrônico. Acesse o site www.sistema.mapa.turismo.gov.br para se cadastrar.




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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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