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Com trabalhadores em greve, rede pública de Rio Branco adia mais uma vez início das aulas
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Por conta da greve dos trabalhadores da Educação municipal, o início das aulas da rede pública de Rio Branco, que abrange creches, pré-escolas, e o ensino do 1º ao 5º, voltou a ser adiado na capital. Segundo a prefeitura, a previsão é que o ano letivo de 2022 inicie no próximo dia 21.
A nova data foi divulgada em comunicado publicado nas redes sociais da prefeitura nessa terça-feira (15) direcionado aos profissionais da educação, pais e responsáveis pelas crianças matriculadas. O g1 entrou em contato com a secretária de Educação, Nabiha Bestene, mas não obteve sucesso até última atualização desta reportagem.
Essa é a segunda vez que a Educação da capital muda a data para início do ano letivo. As matrículas da rede foram feitas entre os dias 14 e 31 de janeiro.
Inicialmente, a previsão era de iniciar as aulas no dia 7 de março, mas, por conta do avanço dos casos de Covid-19 no estado na terceira onda da doença, a data foi adiada para o dia 14 de março. Agora, com a greve dos trabalhadores, a previsão foi passada para o próximo dia 21.
“A Secretária Municipal de Educação reconhece o motivo da greve dos servidores da educação, porém reafirma que sempre manteve o diálogo com a categoria por meio dos sindicatos (Sinproacre e Sinteac) atendendo, dentro das possibilidades, às reivindicações apresentadas. Portanto, convida a todos os profissionais a retornarem as suas atividades objetivando dar continuidade a preparação dos espaços escolares para o início do ano letivo de 2022”, disse a secretaria em nota.
Conforme a Seme, com relação à semana pedagógica prevista para correr entre 14 e 18 de março, a equipe de ensino de cada departamento deve orientar, ainda esta semana, os gestores com outros mecanismos para a realização do treinamento. A medida visa não prejudicar as atividades pedagógicas.
Formato híbrido
O coordenador do Departamento de Ensino Fundamental da Seme, Hélio Guedes Vasconcelos Silva informou que, seguindo decreto estadual vigente, as aulas devem iniciar em formato híbrido, ou seja, com parte dos alunos em sala e outros ainda de forma remota.
“Vai ser híbrido, porque ainda estamos sob vigência do decreto estadual 10.184, de novembro do ano passado. Então, tem que voltar com esse sistema, com rodízio e até 50% dos alunos ocupando as salas de aula”, informou Silva.
As aulas presenciais foram suspensas no dia 17 de março de 2020, na semana em que o Acre confirmou os três primeiros casos de Covid-19. A partir de então, os alunos tiveram acesso ao conteúdo escolar pela internet por videoaula, pelo rádio com audioaulas, pela televisão e também com o material impresso disponibilizado nas escolas.
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Servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado — Foto: Claudemir Lima/Arquivo pessoal
Greve dos trabalhadores
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feitos vários protestos pela cidade, inclusive, junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas. Nessa terça (15), eles foram para frente da Câmara de Vereadores em mais um ato para chamar atenção da prefeitura.
A categoria pede:
- Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR)
- Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior
- Piso de uma única parcela aos professores
- Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956
- E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial
- Convocação efetiva do concurso de 2018
O que diz a prefeitura
No site oficial, a prefeitura afirmou que desde o final do ano passado vem dialogando com todos os sindicatos sobre a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e que tem avançado nas tratativas com a Saúde e a Educação.
Em relação à educação, a gestão afirmou que negocia o pagamento do piso nacional da categoria em três parcelas. Segundo a prefeitura, o orçamento do município, estudado e aprovado pela Câmara Municipal de Rio Branco, em dezembro de 2021 era de 12%. Entretanto, houve um reajuste de 33,34% em janeiro de 2022 e, devido à previsão ter sido alterada após o fechamento do orçamento, ficou “inviável a gestão realizar o pagamento em uma única parcela”.
O secretário municipal de Gestão Administrativa e Tecnologia da Informação (Segati), Jonathan Santiago, explicou que o município possui um impedimento, que é a Lei de Responsabilidade Fiscal, e que ela deve ser seguida para que ninguém saia prejudicado.
“Os sindicatos entendem que o Tribunal de Contas deu um cheque em branco para a administração pública implementar o piso, independente do limite de gastos. Porém ele não disse que nós podemos indistintamente deixar de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Se nós implementarmos o piso e dermos o reajuste a todas as demais categorias, a gente tem que fazer medidas, as quais não queremos, que é a contenção para que o município se encaixe novamente na Lei de Responsabilidade Fiscal com o pagamento do piso. São medidas duras, que o município entende que o fracionamento ao longo de 2022 e a última parcela em janeiro de 2023 fica bom para todos, tanto para o âmbito municipal, para os gestores e sindicatos”, disse o secretário no site oficial.
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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