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Com um dos combustíveis mais caros do país, reunião discute implantação de gás natural veicular no Acre

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Com um dos combustíveis mais caros do país, o processo de implantação do Gás Natural Veicular (GNV) começou a ser discutido no Acre.

No mês passado, a Federação das Indústrias do Estado do Acre se reuniu com sindicatos de taxistas, postos de combustíveis e das indústrias cerâmicas, além de empresa de transporte por aplicativo para iniciar tratativas. Após os primeiros levantamentos, uma audiência pública deve ser marcada.

O presidente da Fieac, José Adriano, falou sobre os benefícios que a implementação do GNV pode gerar ao estado tanto economicamente, dado o melhor custo-benefício desse combustível, como ecologicamente, em razão da redução na emissão de monóxidos de carbono.

“Recentemente, na Assembleia Legislativa foi aprovado a condição de fazermos uma audiência pública para conversar com a sociedade e com todos os setores interessados para a gente encaminhar proposta de viabilidade. Então, nós fizemos essa reunião, porque é importante saber de todos eles o que pensam, como estão vendo essa situação destes aumentos, como estão vendo como alternativa a possibilidade de trazer o GNV para o estado do Acre. Teremos ainda mais dois passos antes de audiência”, informou Adriano.

Fieac e sindicatos se reuniram para iniciar tratativas — Foto: Arquivo

Fieac e sindicatos se reuniram para iniciar tratativas — Foto: Arquivo

Ele explicou que a ideia é primeiro fazer um levantamento dos custos de implantação do sistema tanto para o consumidor final quanto para os postos de combustíveis e conversar com outros estados que já utilizam esse combustível para obter informações com relação a todos os procedimentos necessários.

“Estamos fazendo levantamento para encaminhar o estudo de viabilidade. É um processo que envolve muita gente. Falando de retorno, seria mais uma alternativa para viabilizar os empreendedores, principalmente dos que trabalham com transporte de pessoas, como motoristas de aplicativo, taxistas. Então, não estamos imaginando que de imediato seja algo viável para todo mundo, mas esperamos convencer pelo menos um posto em Rio Branco e um em Cruzeiro do Sul, dentro de um formato seguro, para que tenhamos isso como alternativa para a população”, disse.

Desafio aos revendedores

O Sindicato dos Postos de Combustíveis informou que apoia os debates sobre a implantação do GNV no Acre e que a iniciativa é importante aos consumidores por ser mais uma opção de aquisição de combustíveis. Já para os revendedores seria “um desafio”.

“Sendo aprovado a implantação do GNV por parte das autoridades competentes, será um desafio aos revendedores, pois será necessário fazer adequações nas instalações e investimentos para aquisição de equipamentos para os postos de combustíveis, bem como treinamentos a seus colaboradores para manuseios do GNV”, afirmou o presidente do sindicato, Delano Lina e Silva.

O sindicalista destacou que o GNV é considerado um combustível mais eficiente que a gasolina, o etanol e o diesel, mais econômico e proporciona maior autonomia ao veículo, além de ser menos poluente.

“É importante lembrar que os debates têm que de fato acontecer com todas as empresas dos diversos elos da cadeia do GNV, quer seja, a de produção ou importação, a distribuição, a revenda, os equipamentos de infraestrutura, as convertedoras e as certificadoras, pois somente assim será possível levar o GNV de forma segura e eficiente aos diversos setores da região do estado do Acre, em especial aos consumidores de combustíveis acreanos”, disse Silva.

Benefícios aos taxistas e motoristas de aplicativo

O presidente do Sindicato dos Taxistas, Telnízio Bonfim se disse animado com o início das tratativas sobre a implantação do combustível no estado. Segundo ele, os gastos com combustível chegam até 60% do que os trabalhadores ganham com o transporte de passageiros.

“Se formos ver em outros estados, o gás é bem mais barato, então para nós, taxistas e até motoristas de aplicativos, essa seria uma mão na roda, porque hoje nosso maior entrave é quando se fala em consumo do combustível, que é terrível. Aqui só temos gasolina e álcool e nenhum dos dois é barato, se esse gás conseguir chegar aqui com um preço viável seria excelente para nós e para o consumidor, uma vez que teríamos condições de trabalhar com uma tarifa mais em conta, onde a população pudesse ter mais acesso ao táxi, e o taxista teria um lucro maior”, afirmou.

Para o proprietário de uma empresa de transporte por aplicativo do Acre que tem cerca de 150 motoristas cadastrados, Rafael Henrique, esse seria um avanço importante para o estado, especialmente, para quem trabalha diretamente com o setor. Ele também participa das discussões sobre o tema.

“Já usei esse combustível quando trabalhei em outro estado e é uma economia muito grande. Dependendo do tamanho, uma recarga dá em torno de R$ 40 e poucos reais e o carro chega a roda mais de 200 quilômetros, que com gasolina seria mais de R$ 100 reais, ou seja, mais que dobro. Sabemos que a logística para cá é um complicador, e que, por isso, se der certo trazer o GNV para cá será com um custo maior que outros estados, mas acredito que mesmo assim seria uma boa economia”, disse.

Com informações de G1Acre

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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

A professora do campus Floresta, Maria Cristina de Souza, que também é curadora do Herbário em Cruzeiro do Sul, esteve, de 9 a 15 de abril, no Museu de História Natural de Paris, representando a Ufac. Ela conduziu, em francês, conferência sobre a diversidade e a riqueza da região do Alto Juruá e realizou visita técnica, atualizando amostras das coleções de palmeiras (Arecaceae) do gênero Geonoma. As atividades tiveram apoio dos pesquisadores Marc Jeanson, Florent Martos e Marc Pignal.

 



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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.

O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.

A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.

“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.

 



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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



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