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Com um dos combustíveis mais caros do país, reunião discute implantação de gás natural veicular no Acre
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4 anos atrásem
Com um dos combustíveis mais caros do país, o processo de implantação do Gás Natural Veicular (GNV) começou a ser discutido no Acre.
No mês passado, a Federação das Indústrias do Estado do Acre se reuniu com sindicatos de taxistas, postos de combustíveis e das indústrias cerâmicas, além de empresa de transporte por aplicativo para iniciar tratativas. Após os primeiros levantamentos, uma audiência pública deve ser marcada.
O presidente da Fieac, José Adriano, falou sobre os benefícios que a implementação do GNV pode gerar ao estado tanto economicamente, dado o melhor custo-benefício desse combustível, como ecologicamente, em razão da redução na emissão de monóxidos de carbono.
“Recentemente, na Assembleia Legislativa foi aprovado a condição de fazermos uma audiência pública para conversar com a sociedade e com todos os setores interessados para a gente encaminhar proposta de viabilidade. Então, nós fizemos essa reunião, porque é importante saber de todos eles o que pensam, como estão vendo essa situação destes aumentos, como estão vendo como alternativa a possibilidade de trazer o GNV para o estado do Acre. Teremos ainda mais dois passos antes de audiência”, informou Adriano.
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Fieac e sindicatos se reuniram para iniciar tratativas — Foto: Arquivo
Ele explicou que a ideia é primeiro fazer um levantamento dos custos de implantação do sistema tanto para o consumidor final quanto para os postos de combustíveis e conversar com outros estados que já utilizam esse combustível para obter informações com relação a todos os procedimentos necessários.
“Estamos fazendo levantamento para encaminhar o estudo de viabilidade. É um processo que envolve muita gente. Falando de retorno, seria mais uma alternativa para viabilizar os empreendedores, principalmente dos que trabalham com transporte de pessoas, como motoristas de aplicativo, taxistas. Então, não estamos imaginando que de imediato seja algo viável para todo mundo, mas esperamos convencer pelo menos um posto em Rio Branco e um em Cruzeiro do Sul, dentro de um formato seguro, para que tenhamos isso como alternativa para a população”, disse.
Desafio aos revendedores
O Sindicato dos Postos de Combustíveis informou que apoia os debates sobre a implantação do GNV no Acre e que a iniciativa é importante aos consumidores por ser mais uma opção de aquisição de combustíveis. Já para os revendedores seria “um desafio”.
“Sendo aprovado a implantação do GNV por parte das autoridades competentes, será um desafio aos revendedores, pois será necessário fazer adequações nas instalações e investimentos para aquisição de equipamentos para os postos de combustíveis, bem como treinamentos a seus colaboradores para manuseios do GNV”, afirmou o presidente do sindicato, Delano Lina e Silva.
O sindicalista destacou que o GNV é considerado um combustível mais eficiente que a gasolina, o etanol e o diesel, mais econômico e proporciona maior autonomia ao veículo, além de ser menos poluente.
“É importante lembrar que os debates têm que de fato acontecer com todas as empresas dos diversos elos da cadeia do GNV, quer seja, a de produção ou importação, a distribuição, a revenda, os equipamentos de infraestrutura, as convertedoras e as certificadoras, pois somente assim será possível levar o GNV de forma segura e eficiente aos diversos setores da região do estado do Acre, em especial aos consumidores de combustíveis acreanos”, disse Silva.
Benefícios aos taxistas e motoristas de aplicativo
O presidente do Sindicato dos Taxistas, Telnízio Bonfim se disse animado com o início das tratativas sobre a implantação do combustível no estado. Segundo ele, os gastos com combustível chegam até 60% do que os trabalhadores ganham com o transporte de passageiros.
“Se formos ver em outros estados, o gás é bem mais barato, então para nós, taxistas e até motoristas de aplicativos, essa seria uma mão na roda, porque hoje nosso maior entrave é quando se fala em consumo do combustível, que é terrível. Aqui só temos gasolina e álcool e nenhum dos dois é barato, se esse gás conseguir chegar aqui com um preço viável seria excelente para nós e para o consumidor, uma vez que teríamos condições de trabalhar com uma tarifa mais em conta, onde a população pudesse ter mais acesso ao táxi, e o taxista teria um lucro maior”, afirmou.
Para o proprietário de uma empresa de transporte por aplicativo do Acre que tem cerca de 150 motoristas cadastrados, Rafael Henrique, esse seria um avanço importante para o estado, especialmente, para quem trabalha diretamente com o setor. Ele também participa das discussões sobre o tema.
“Já usei esse combustível quando trabalhei em outro estado e é uma economia muito grande. Dependendo do tamanho, uma recarga dá em torno de R$ 40 e poucos reais e o carro chega a roda mais de 200 quilômetros, que com gasolina seria mais de R$ 100 reais, ou seja, mais que dobro. Sabemos que a logística para cá é um complicador, e que, por isso, se der certo trazer o GNV para cá será com um custo maior que outros estados, mas acredito que mesmo assim seria uma boa economia”, disse.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.