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Combatendo a Rússia à distância: dentro de uma escola ucraniana de drones | Guerra Rússia-Ucrânia
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2 anos atrásem
Kyiv, Ucrânia – Andrey Pronin não sabe quantos drones ele derrubou.
“Perdi a conta depois de 100”, disse o instrutor camuflado de 44 anos à Al Jazeera enquanto observava três cadetes de sua escola de vôo de drones pilotar sua aeronave movimentada sobre uma campina murcha nos arredores de Kiev.
Sentados a uma mesa de plástico repleta de ferramentas e baterias, os cadetes com seus joysticks e óculos de câmera pareciam geeks e inofensivos.
Durante o exercício de sábado de manhã, cada um deles se revezou no comando de um drone cuja câmera permite a visualização do voo em primeira pessoa.
Vez após vez, os cadetes aprenderam como manobrar seus drones, pilotando-os através de dois laços presos no solo molhado.
Os drones muitas vezes caíam rapidamente depois de tocar em um laço ou arbusto, perdendo uma hélice de plástico vermelho ou uma perna que precisava ser encontrada na grama molhada e recolocada.
Mas centenas de horas desses exercícios transformam lentamente um drone numa extensão do corpo do seu piloto – e servem-no na linha da frente.
‘Queremos viver para que nossos filhos não tenham medo’
Alguns dos cadetes são jovens demais para serem recrutados.
“Ainda tenho 10 anos”, disse Kemal, um jovem de 15 anos de origem mista ucraniana-turca, à Al Jazeera, referindo-se à idade de recrutamento de 25 anos.
O seu objetivo imediato é “preparar-se para as corridas” entre os cadetes de escolas semelhantes de pilotagem de drones em Kiev. Outros cadetes que não são elegíveis para recrutamento querem transmitir tudo o que aprendem.
“Queremos viver para que os nossos filhos não tenham medo, não se escondam em abrigos antiaéreos, porque onde tenho ensinado o tempo todo? Em abrigos antiaéreos”, disse Viktoria, uma professora que ensinará vôos com drones para seus alunos do ensino médio como parte de uma nova aula obrigatória, à Al Jazeera.
As mulheres ucranianas estão imunes ao recrutamento, mas muitas optar por servir no exército ou em unidades voluntárias.

Sobrevivência!’
Viktoria estava sentada ao lado de seis homens em uma sala de aula escura no último andar de um prédio comercial monótono no sudeste de Kiev, ouvindo partes teóricas do curso. Pronin estava projetando slides na parede para explicar coisas como frequências usadas para pilotar o drone e obter feedback de vídeo.
Quatro dos homens eram militares da ativa enviados por suas unidades militares para dominar uma nova habilidade. Taciturnos e concentrados, recusaram ser entrevistados ou fotografados – e apenas um deles deixou escapar “sobrevivência!” quando questionado sobre sua motivação.
Essa é a palavra-chave para qualquer aspirante a piloto ou engenheiro de drone, especialmente durante Crise de recrutamento na Ucrânia quando milhares de homens em idade de lutar são detidos à força e enviados para campos de recrutamento – ou subornados para saírem.
“Vamos ser realistas. Se você for levado por oficiais de recrutamento, você paga 8 mil hryvnias (um pouco menos de US$ 200) e eles o deixam ir”, disse Pronin. “Esse é o preço do nosso curso de treinamento.”
Além disso, o curso de formação de 16 dias, certificado pelo Ministério da Defesa, oferecido por Pronin e pelo seu parceiro Roman, que omitiu o seu apelido por razões de segurança, é um caminho para se juntar ao que, em muitos aspectos, é a mais recente elite militar.

Golpeie o dinheiro da Ucrânia
As guerras de Washington no Afeganistão e no Iraque e a guerra entre o Azerbaijão e a Arménia pela região de Nagorno-Karabakh mostraram quão importante drones pesados como Predators e Bayraktars entraram no campo de batalha. Mas a guerra Rússia-Ucrânia tornou-se o primeiro conflito militar do mundo a ser dominado por drones leves com visão em primeira pessoa (FPV).
Os cadetes de Pronin trazem garrafas plásticas de água compradas e pesadas em supermercados a caminho dos treinos, para que possam praticar vôo com o peso extra. Essas garrafas de plástico podem ser substituídas por um explosivo levado para uma trincheira russa ou por um tanque com escotilha aberta, com uma relação preço-qualidade chocante.
Drones FPV que custam menos de US$ 1.000 têm destruiu dois terços dos tanques russos que custou milhões, disse um funcionário da OTAN em abril.
A maioria dos drones FPV são movidos a hélice e semelhantes a helicópteros e podem transportar qualquer coisa, desde detectores de calor e câmeras de visão noturna até alimentos, água e suprimentos médicos.
Os drones maiores e mais avançados podem realizar tarefas comparáveis aos drones Predator ou Bayraktar.
Um deles é o Vampire, um drone pesado de fabricação ucraniana equipado com uma metralhadora que persegue militares russos à noite. Os russos a chamam de “Baba Yaga”, em homenagem a uma bruxa comedora de crianças do folclore eslavo.
Drones FPV de asa fixa mais caros são mais eficientes em termos energéticos do que quadrocópteros e podem voar mais longe. Os grandes ataques atacam centros de comando, depósitos de combustível, campos de aviação e instalações militares russos.
Os drones modernos são totalmente capazes de substituir atiradores cujo alcance de alguns quilômetros é insignificante em comparação com o que um atirador experiente com um drone pode fazer.
“Atiradores de elite matarão com drones”, disse Roman.
A desvantagem é que mesmo que os pilotos de drones se escondam numa trincheira, numa cave ou num bunker bem camuflado, ainda assim são procurados por drones inimigos que procuram sinais da sua presença, como antenas salientes.
“Isso é perigoso. Este é o alvo número um”, disse Pronin.
Enquanto isso, o lado russo é surpreendentemente rápido em imitar qualquer truque tático ou tecnológico inventado pelos desenvolvedores ucranianos de drones.
“Temos um salto. Eles deram um salto”, disse Pronin. “E aí eles começam a ampliar tudo porque lá tudo é governamental. Eles têm orçamentos irreais.”
Os fabricantes de armas estatais ucranianos muitas vezes ficam para trás – e é aí que os voluntários intervêm.

‘Orquestra’ de fabricantes de drones
Eles produzem centenas de milhares de drones por mês – em prédios de apartamentos, porões, antigos armazéns e fábricas – e arrecadam dinheiro online ou através do boca a boca.
Eles usam chips e peças de reposição chineses e taiwaneses e apresentam recursos baratos, como asas feitas de plástico impresso em 3D ou até mesmo de papelão.
Eles dependem cada vez mais de produtos eletrônicos fabricados na Ucrânia e podem produzir drones sem uma única peça fabricada na China, embora Pronin tenha dito: “Se a China estiver fechada para nós, seria doloroso”.
Beneficiam de pouco apoio governamental e dizem aos doadores que a melhor contribuição financeira não é o número de drones que compram, mas o número de cadetes que pagam para treinar.
Os desenvolvedores de drones estão em constante contato com a linha de frente – e modificam novos modelos em movimento usando novo firmware, antenas maiores ou mudando para frequências de rádio que os russos ainda não conseguem bloquear.
A natureza em constante mudança da guerra com drones reflete-se no curso da escola, que “era absolutamente diferente há um ano”, disse Roman.
A escola treinou centenas de homens e mulheres para pilotar e montar drones, e a sua prioridade é ensiná-los a trabalhar em equipa “como numa orquestra”, disse Pronin.
Dezenas de escolas semelhantes operam em toda a Ucrânia, treinando milhares de pessoas.
Depois de conhecerem instrutores militares ocidentais e treinarem cadetes estrangeiros, Pronin e Roman perceberam que a experiência de guerra com drones na Ucrânia é a mais avançada do mundo – e a sua escola pode oferecer algo que outras não podem.
Ambos são antigos professores da região oriental do Donbass. Eles também trabalharam em um banco antes de se tornarem pilotos de drones, depois que separatistas apoiados pela Rússia na região se rebelaram contra Kiev em 2014.
Ambos disseram que aprendem constantemente voando e, sim, derrubando novos drones, monitorando publicações, assistindo vídeos, participando de fóruns e até entrando furtivamente em grupos fechados do Telegram para militares russos.
Eles já oferecem cursos em inglês – e pensam em permitir uma experiência exclusiva para um estrangeiro que fica confortavelmente sentado em sua casa enquanto pilota um drone de combate.
Eles também estão confiantes de que, uma vez terminada a guerra, a sua escola não deixará de existir.
“Não estamos visando a guerra. Nosso objetivo é a paz”, disse Pronin. “Os drones tornaram-se parte da vida diária, assim como os celulares.”
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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10 horas atrásem
20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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