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Comícios de Trump nos EUA deixam para trás dívidas não pagas, repetidas vezes | Notícias da eleição de 2024 nos EUA
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2 anos atrásem
Nos Estados Unidos, o candidato presidencial republicano Donald Trump enfrenta uma pilha crescente de pagamentos perdidos em comícios e projetos de lei durante a sua atual candidatura à presidência, em campanhas anteriores e no setor privado.
Isto acontece apenas algumas semanas antes das eleições gerais de 2024, onde ele enfrentará a candidata presidencial democrata e vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, que mantém uma liderança apertada em várias pesquisas importantes. UM Pesquisa marista divulgado na quarta-feira mostra que ela está à frente do ex-presidente dos EUA por cinco pontos, quatro pontos de uma Enquete da Morning Consult e quatro pontos de um Economista/YouGov enquete.
Harris acaba de ultrapassar US$ 1 bilhão em arrecadação de fundos e, nos últimos três meses, arrecadou quase o dobro da campanha de Trump. A equipa de Trump está a registar um declínio no número de pequenos doadores, com contribuições de 200 dólares ou menos a representarem agora menos de um terço das doações. Neste ponto do ciclo eleitoral de 2020, essas contribuições representavam quase metade de todas as doações, de acordo com uma análise da Associated Press e da Open Secrets, uma organização sem fins lucrativos com sede em Washington, DC.
Os desafios financeiros da campanha de Trump só são sublinhados pela lista crescente de partidos a quem ele e as entidades que representa devem dinheiro.
Embora campanhas de todo o espectro político tenham ocasionalmente falhado pagamentos, incluindo a campanha presidencial do senador Bernie Sanders em 2016, o incumprimento dos prazos de pagamento por parte de Trump destaca-se devido ao seu padrão de longo prazo.
Custos não pagos em comícios
Trump deve às cidades de todo o país os custos associados à realização de um comício, incluindo custos de segurança, despesas de segurança pública, alocação de recursos e, em alguns casos, aluguer de instalações.
Uma das contas que ele deve é à cidade de Prescott Valley, no Arizona. Autoridades municipais disseram à Al Jazeera que a campanha de Trump não pagou todos os custos de seu comício local em 2022. A cidade disse que ainda lhe devem US$ 25.737,32.
Um porta-voz da cidade disse à Al Jazeera que eles pediram à campanha que pagasse adiantado pelo comício mais recente realizado no início deste mês.
Este está longe de ser o único projeto de lei pendente que o candidato republicano deve neste estado indeciso do Arizona. A cidade de Mesa faturou a campanha para um comício em outubro de 2018. Seu advogado entrou em contato alguns meses depois, em dezembro, para o pagamento de US$ 64.477,56, mas sem sucesso.
“Acreditamos que a campanha Trump 2020 deveria reembolsar a nossa cidade pelos dólares dos contribuintes e faturamos a campanha em conformidade”, disse um porta-voz da cidade de Mesa à Al Jazeera.
“Assim que soubemos do evento noturno no Aeroporto Gateway (em 2018), decidimos implementar todas as medidas necessárias para proteger a área ao redor do aeroporto e manter todos seguros. Isso incluiu a instalação de infraestrutura de estacionamento temporário para mais de 12 mil pessoas, a instalação de barricadas, a instalação de iluminação temporária e a contratação de uma empresa de reboque. A fatura que enviamos para a campanha reflete isso”, disse o porta-voz à Al Jazeera.
A cidade afirma que a campanha não é legalmente obrigada a pagar esta fatura.
O prefeito de Mesa, John Giles, um republicano, está entre os vários membros do Partido Republicano que cruzaram as linhas partidárias neste ciclo eleitoral para apoiar o candidato democrata Harris, incluindo a ex-deputada norte-americana do Wyoming, Liz Cheney.
A cidade de El Paso, Texas, diz que a campanha de Trump ainda lhe deve 569.204,63 dólares por um comício de 2019, grande parte dos quais deverá ir para o departamento de polícia da cidade, de acordo com faturas obtidas pela Al Jazeera. Em 2020, a cidade contratou um escritório de advocacia para enviar avisos sobre esses pagamentos atrasados, mas os seus esforços para pressionar a campanha ainda não tiveram sucesso.
“A cidade continua a buscar o pagamento dessas despesas vencidas, de modo que os contribuintes municipais não continuam a arcar com os custos”, disse um porta-voz de El Paso à Al Jazeera.
A cidade de St Cloud, Minnesota, disse à Al Jazeera algo semelhante. A campanha de Trump não conseguiu pagar uma fatura pendente com vencimento no início deste mês. O saldo, que totaliza US$ 208.935,17, cobre o pagamento de horas extras para socorristas e a realocação da construção de estradas para acomodar sua carreata para um comício na cidade em julho passado.
A cidade do Líbano, Ohio, confirmou à Al Jazeera que uma fatura pendente de 2018 ainda não foi paga. Embora a manifestação tenha ocorrido quando Trump estava na Casa Branca, a cidade ainda não recebeu o pagamento de US$ 16.191.
A cidade de Spokane, Washington, disse à Al Jazeera que a campanha de Trump lhe deve 65.124,69 dólares por um comício em 2016. A fatura não paga cobre um total de 955 horas extras para membros da força policial da cidade. Spokane acrescentou que duas outras campanhas do ciclo presidencial de 2016 têm faturas pendentes, incluindo a campanha de Hillary Clinton, que deve 2.793,28 dólares, e a campanha de Sanders, que deve 33.318,73 dólares.
Dado o historial de Trump, várias jurisdições exigem agora que a sua campanha pague antecipadamente pelos serviços, incluindo Asheville, na Carolina do Norte, e Tucson, no Arizona, onde a sua campanha ainda deve mais de 81 mil dólares por um comício em 2016.
Um porta-voz de Grand Rapids, Michigan, disse à Al Jazeera que a campanha de Trump deve à cidade US$ 32.771,45 por seu comício em julho. O saldo – com vencimento até 23 de outubro – inclui pagamento de horas extras para socorristas. A cidade acrescentou que a campanha pagou saldos pendentes para outros eventos de campanha ali realizados.
Décadas atrasadas
Tudo isso acontece no momento em que o ex-presidente Trump acumula contas legais para vários processos judiciais que ele e sua campanha enfrentam, incluindo supostamente um pagamento de US$ 2 milhões a Rudy Giuliani. O ex-prefeito de Nova York e ex-advogado pessoal de Trump é um de seus maiores defensores em vários processos judiciais em que Trump alegou falsamente interferência eleitoral. O advogado já exonerado enfrenta seus próprios honorários advocatícios e é obrigado a pagar US$ 148 milhões em danos a dois funcionários eleitorais da Geórgia.
Em dezembro de 2023, Giuliani entrou com pedido de recuperação judicial. Em julho, um juiz de falências de Nova Iorque negou o pedido.
Giuliani não respondeu ao pedido de comentários da Al Jazeera.
Trump usou fundos de campanha para pagar mais de US$ 100 milhões em honorários advocatícios, mesmo enquanto continua a acumular penalidades em sua lista crescente de processos judiciais perdidos.
Trump tem um longo histórico de não pagamento de faturas pendentes antes mesmo de entrar na política. Em 2016, uma investigação do USA Today encontrou 3.500 ações judiciais contra ele ao longo de três décadas, relacionadas a contas não pagas e disputas de compensação.
Cerca de duas dúzias de ações judiciais alegam que as empresas do ex-presidente não pagaram horas extras ou salário mínimo aos trabalhadores, semelhantes às queixas de cidades com as quais a Al Jazeera falou nas suas reportagens que mostram que o pagamento indevido de Trump cobre em grande parte o pagamento de horas extras.
Em 2020, Trump ainda devia a empreiteiros, não pagos há décadas, envolvidos na construção e manutenção do Hotel Taj Mahal em Atlantic City, inaugurado em 1990. Trump devia 70 milhões de dólares a mais de 250 empreiteiros, muitos dos quais contrataram trabalhadores dos seus própria para realizar serviços que vão desde a instalação de encanamentos até guarda-corpos. O hotel fechou em 2016.
A campanha de Trump não respondeu ao pedido de comentários da Al Jazeera.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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