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Comitê da ONU insta Peru a compensar mulheres esterilizadas à força, chamando isso de ‘crime contra a humanidade’ | Peru

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Agence France-Presse in Lima

Um comitê instou o Peru a compensar mulheres que foram esterilizadas à força na década de 1990determinando que a política estatal poderia constituir um “crime contra a humanidade”.

A esterilização forçada fazia parte de um programa implementado pelo então presidente do Peru, Alberto Fujimori durante os últimos quatro anos antes de deixar o cargo em 2000, após uma década no poder.

O comité das Nações Unidas para a eliminação da discriminação contra as mulheres afirmou que centenas de milhares de pessoas foram afectadas. O comité de 23 membros divulgou a sua conclusão depois de analisar uma queixa conjunta apresentada por cinco vítimas que foram esterilizadas à força entre 1996 e 1997. “As vítimas alegaram que as esterilizações forçadas a que foram submetidas tiveram consequências graves e permanentes para a sua saúde física e mental”, afirmou. disse em um comunicado.

Os especialistas denunciaram o fracasso do Peru em investigar adequadamente as violações e compensar as vítimas, instando o país a implementar um “programa abrangente de reparação para as vítimas”.

Afirmou que “a esterilização forçada generalizada ou sistemática pode constituir um crime contra a humanidade”.

As mulheres, que apresentaram o seu caso ao comité em 2020, descreveram “um padrão consistente de serem coagidas, pressionadas ou enganadas para se submeterem a esterilizações em clínicas sem infraestrutura adequada ou pessoal treinado”, disse Leticia Bonifaz, membro do comité, no comunicado.

Ela chamou isso de “ataque sistemático e generalizado contra mulheres rurais e indígenas”, realizado sem sua total compreensão ou consentimento.

O comitê descreveu o caso de uma vítima de Pichgas, no centro do Peru, que disse ter sido parada na rua por médicos em outubro de 1996.

A mulher, que se dizia analfabeta e nunca assinava nada, foi colocada para dormir e quando acordou as enfermeiras lhe disseram: “Você não vai ter filhos agora, nós curamos você”, diz o comunicado.

“Ela sentiu fortes dores no abdômen, mas recebeu alta imediatamente e teve que voltar para casa sem nenhum cuidado pós-operatório”, disse.

“Quando o marido dela descobriu que ela havia sido esterilizada, ele a abandonou.” O comitê determinou que o programa constituía “violência baseada no sexo contra as mulheres”.

Os seus pareceres e recomendações não são aplicáveis.

Embora o Peru tenha argumentado que o programa de esterilização fazia parte de uma política mais ampla de saúde reprodutiva, com procedimentos realizados tanto em homens como em mulheres, os especialistas observaram que 25 mil homens foram esterilizados à força, em comparação com mais de 300 mil mulheres.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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