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Commonwealth reconhece que ‘agora é a hora’ de discutir o legado da escravidão
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No final de uma cimeira tempestuosa sobre o legado da escravatura e do império, onde o rei Carlos III esteve notavelmente presente, os 56 estados membros da Commonwealth concordaram que “chegou a hora” discutir “justiça restaurativa” quanto ao passado colonial britânico, sábado, 26 de outubro, das Ilhas Samoa.
Os países da Commonwealth debateram longamente durante negociações amargas e tensas, antes de chegarem a um compromisso sobre um dos aspectos mais sensíveis do seu passado comum. Numa declaração final, consultada pela Agence France-Presse (AFP), declaram comummente que tomaram nota dos apelos à “justiça restaurativa” para o“odioso” comércio transatlântico e concordou que “chegou a hora de uma conversa útil, sincera e respeitosa” sobre o assunto.
A Commonwealth de 56 nações consistia originalmente no Reino Unido e nas suas antigas colónias, mas posteriormente expandiu-se com países como o Togo e o Gabão – antigas colónias francesas.
Muitas nações de África, das Caraíbas e do Pacífico querem que a Grã-Bretanha e outras potências europeias paguem compensações financeiras pela escravatura ou pelo menos façam reparações políticas.
“Linguagem de divisão”, segundo Carlos III
Ao longo de quatro séculos, estima-se que entre 10 e 15 milhões de escravos foram trazidos à força de África para as Américas, segundo historiadores, embora o número exato de vítimas humanas permaneça desconhecido.
Durante a cimeira, Londres tentou evitar apoiar explicitamente as negociações, ao mesmo tempo que tentava provar que as nações da Commonwealth podem trabalhar em conjunto e de forma eficaz.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, até agora rejeitou publicamente os pedidos de reparações e os seus assessores descartaram um pedido de desculpas na cimeira. “Tenho que ser muito claro: nos dois dias que estamos aqui, nenhuma das discussões foi sobre dinheiro”declarou este último sábado, após a reunião. “Nossa posição é muito, muito clara sobre esse assunto”acrescentou, sublinhando que as negociações foram “muito positivo”.
A família real britânica, que beneficiou do comércio de escravos durante séculos, foi convidada a pedir desculpas. Mas o monarca absteve-se de o fazer na sexta-feira, pedindo aos participantes na cimeira que “rejeitar a linguagem da divisão”.
“Nenhum de nós pode mudar o passado. Mas podemos comprometer-nos, de todo o coração, a aprender com isso e a encontrar formas criativas de corrigir as desigualdades que persistem.”disse o rei Carlos. Ele partiu para Londres no sábado, com a rainha Camila, antes da adoção da declaração final da cúpula.
Lidando com “o legado da escravidão com honestidade”
Na sexta-feira, o primeiro-ministro das Bahamas, Philip Davis, disse à AFP que era hora de a Commonwealth pedir «justiça» pelo período brutal de escravidão sofrido por muitos países do grupo. “Os horrores da escravatura deixaram uma ferida profunda e geracional nas nossas comunidades” et “nossa história está profundamente interligada, o que traz consigo a responsabilidade de enfrentar o passado com honestidade”ele disse.
“As exigências de reparações não se limitam a compensações financeiras. Trata-se de reconhecer o impacto duradouro de séculos de exploração e de garantir que o legado da escravatura seja tratado com honestidade e integridade.”também insistiu Philip Davis.
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Joshua Setipa, do Lesoto, um dos três candidatos que disputam o cargo de secretário-geral da Commonwealth, disse à AFP que as reparações poderiam incluir formas alternativas de pagamento, como o financiamento da luta contra as alterações climáticas.
Para Kingsley Abbott, diretor do Instituto de Estudos da Commonwealth da Universidade de Londres, incluir uma menção à justiça restaurativa seria um “progresso significativo” para a Comunidade.
Uma declaração sobre os oceanos adotada
Na cimeira, os líderes da Commonwealth também encontraram um terreno comum sobre a questão das alterações climáticas, adoptando uma declaração sobre os oceanos que reconhece as fronteiras marítimas nacionais, mesmo quando o nível do mar continua a subir. Os Estados-Membros também concordaram em proteger pelo menos 30% dos oceanos e restaurar pelo menos 30% dos ecossistemas marinhos degradados até 2030.
A Commonwealth também anunciou a nomeação da Ministra dos Negócios Estrangeiros do Gana, Shirley Ayorkor Botchwey, como Secretária-Geral. Ex-legisladora, liderou a diplomacia do Gana durante os últimos sete anos, durante o mandato de dois anos do seu país no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que terminou em Dezembro de 2023.
Este último apoiou o desenvolvimento de um acordo de comércio livre entre os estados membros da Commonwealth e afirmou que era a favor de reparações históricas.
O mundo com AFP
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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