NOSSAS REDES

ACRE

Como caiu o regime de al-Assad: Momentos-chave na queda do ‘tirano’ da Síria | Notícias da Guerra da Síria

PUBLICADO

em

As forças da oposição tomaram Damasco na manhã de domingo, encerrando o reinado de 50 anos da família al-Assad numa ofensiva surpresa que alcançou a capital em apenas 12 dias.

A ofensiva começou em 27 de novembro, quando as forças da oposição lideradas por Hayat Tahrir al-Sham (HTS)lançaram um ataque a partir da sua base na província de Idlib, no noroeste da Síria, e depois avançaram para sul para destituir Bashar al-Assad.

Veja como se desenrolaram os últimos dois dias de combates.

7 de dezembro: Aproximando-se da capital

Deraa desperta: No sábado, forças da oposição capturadas a maior parte da região de Deraa, no sul da Síria – o berço da revolta de 2011.

As pessoas também resolveram o problema por conta própria e juntaram-se à luta, marchando depois para norte com os combatentes, segundo o analista político e activista Nour Adeh.

Sweida segue o exemplo: Sweida foi libertada das forças do regime e sob o controle das facções drusas na manhã de sábado.

Aproximando-se de Damasco: Os grupos do sul seguiram para o norte enquanto os combatentes do noroeste fechado em Homsa próxima cidade na estrada para Damasco.

O regime estava a sentir o aperto ao observar os combatentes da oposição a aproximarem-se de todos os lados.

As suas forças estavam em colapso organizacional, de acordo com Sanad, a agência de investigação digital da Al Jazeera, com imagens surgindo de soldados abandonando as suas armas e uniformes enquanto muitos fugiam a pé das suas posições militares.

O povo se levanta: Este colapso do moral desencadeou manifestações generalizadas nas zonas rurais em redor de Damasco, onde os manifestantes rasgaram cartazes de al-Assad e atacaram posições militares.

8 de dezembro: as horas finais

Libertação de Homs: Desesperado para deter a oposição, o regime bombardeou a Ponte Rastan, mas forças da oposição capturaram Homs independentemente, nas primeiras horas do domingo.

Com isso, isolaram al-Assad dos seus redutos costeiros, onde estão localizadas duas bases militares russas.

A captura de Homs foi uma “sentença de morte… para a possibilidade restante de o exército sírio consolidar os seus poderes e tomar uma posição”, disse o professor da Universidade de Oklahoma, Joshua Landis, à Al Jazeera.

No caminho para Damasco: Com grupos armados de oposição aproximando-se de Damasco vindos de todas as direções, a cidade mergulhou no caos.

A sala de operações militares mobilizou a divisão do “Crescente Vermelho”, especialmente treinada para ataques urbanos, enquanto muitas forças governamentais foram instruídas a retirar-se para o Aeroporto Internacional de Damasco e para os centros de segurança no centro de Damasco, mas sem sucesso.

Primeiro, Mezzeh: Os combatentes da oposição afirmaram ter assumido o controlo da Base Aérea de Mezzeh, em Damasco, uma vitória estratégica e simbólica porque a base foi usada pelo governo para ataques com foguetes e ataques aéreos contra território controlado pela oposição durante a guerra.

Depois, Praça Umayyad: Em duas horas, novas imagens surgiram da Praça Umayyad, no coração de Damasco, mostrando cidadãos celebrando enquanto as forças da oposição entravam na capital sem oposição, com tiros comemorativos e cânticos sinalizando a queda de al-Assad.

‘A Síria está livre’: Às 6h do dia 8 de dezembro, os lutadores declarou Damasco libertadaconfirmando que Bashar al-Assad tinha fugido do país.

As pessoas rapidamente desmantelaram os símbolos do governo cruel da família al-Assad.

David Des Roches, professor associado do Centro de Estudos Estratégicos do Próximo Oriente e Sul da Ásia, atribuiu o sucesso da ofensiva à “falta de moral e liderança” no Exército Sírio “desmoralizado, mal liderado, mal equipado e totalmente corrupto”.

Prisioneiros emergem de Sednaya: Pouco depois dos combatentes da oposição libertou milhares de pessoas que estavam presos desde o início da revolta síria em 2011, ou antes.

Sednaya, fundada no início da década de 1980 ao norte de Damasco, tem sido um lugar onde a família al-Assad deteve opositores durante décadas. As organizações de direitos humanos descreveram-no como um “matadouro humano”.

//platform.twitter.com/widgets.js



Leia Mais: Aljazeera

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação-interno.jpg

O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS