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Como é que um escândalo de “espionagem bancária” atraiu os políticos em Itália? | Notícias explicativas
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Primeiro-ministro italiano Giorgia Meloni está no centro de um “escândalo de espionagem” no qual um funcionário de uma agência bancária do maior banco da Itália é acusado de ter acessado ilegalmente e “espionado” milhares de contas privadas.
Um funcionário do Banca Intesa Sanpaolo foi acusado de obter acesso não autorizado a mais de 3.500 contas pertencentes a políticos, empresários, celebridades e atletas, violando leis de privacidade e ameaçando a segurança nacional.
O bancário Vincenzo Coviello, 52 anos, disse que foi motivado pela “curiosidade” e que estava frustrado na carreira. Ele disse às autoridades que não mantinha um registo da actividade bancária a que tinha acesso – que revela o paradeiro do cliente e outros dados sensíveis – e negou partilhar a informação com ninguém.
Meloni, no entanto, transformou o incidente num escândalo nacional, dizendo que “grupos de pressão” que procuravam expulsá-la do cargo e interferir na democracia estavam realmente por trás das acções de Coviello.
Então o que realmente aconteceu?
Como as contas foram acessadas e a quem elas pertenciam?
Coviello, funcionário de uma agência em Bisceglie, na região de Apúlia, no sul da Itália, iniciou sua suposta atividade de espionagem em fevereiro de 2022. Durante mais de dois anos, ele acessou ilegalmente contas pessoais de clientes 6.976 vezes, de acordo com uma investigação policial.
Seus alvos supostamente incluíam Meloni; sua irmã Arianna, coordenadora do secretariado do partido do governo, Irmãos da Itália; e a ex-sócia do primeiro-ministro, Andrea Giambruno.
A longa lista de políticos cujas contas foram acessadas também inclui o ministro da Defesa, Guido Crosetto, o ministro dos Assuntos Europeus, Raffaele Fitto, a ministra do Turismo, Daniela Santanche, e o presidente do Senado, Ignazio La Russa.
Coviello é acusado de espionar também os assuntos financeiros dos herdeiros do falecido empresário italiano e ex-primeiro-ministro Sílvio Berlusconi bem como o empresário Lapo Elkann, o ex-jogador de futebol Francesco Totti e o cantor Al Bano.
Que tipo de informação foi acessada e o que foi feito com ela?
A posição de Coviello no banco deu-lhe acesso às informações dos clientes, incluindo horários e locais de saques em dinheiro, pagamentos online e com cartão e transferências bancárias.
As informações obtidas são sensíveis e podem ser utilizadas para obter conhecimento do paradeiro, contactos, negócios, propriedades e dívidas de uma pessoa.
Este tipo de informação poderia ter sido descarregada, guardada e vendida a concorrentes empresariais, adversários políticos ou a um vasto conjunto de fraudadores que procuram chantagear ou intimidar de outra forma políticos e celebridades. A dark web é um dos caminhos que os investigadores ainda procuram para descobrir se alguma das informações foi, de fato, vendida.
No entanto, Coviello negou ter guardado e partilhado a informação, argumentando, em vez disso, que agiu dominado por uma “compulsão psicológica” para a qual procurou ajuda profissional.
Ainda não está claro se a informação foi vendida ou divulgada de outra forma.
Existe uma investigação policial?
Os promotores de Bari abriram uma investigação. O escriturário foi acusado de violar as leis de privacidade e ameaçar a segurança nacional com cúmplices não identificados.
Roberto Rossi, promotor de Bari, disse que Coviello provavelmente agiu com outra pessoa que o encarregou de acessar os arquivos.
No entanto, o escrivão sustenta que agiu sozinho. A polícia Carabinieri italiana está a vasculhar as suas finanças para determinar se recebeu algum pagamento.
Coviello foi demitido do cargo em agosto, depois que o Banca Intesa Sanpaolo lançou uma ação disciplinar interna que revelou evidências de sua suposta atividade ilícita.
Por que Meloni diz que isso faz parte de um plano maior para expulsá-la do cargo?
Meloni acusa que a espionagem foi uma tentativa de minar o seu governo, mas a investigação em curso não produziu até agora qualquer prova que apoiasse a sua afirmação.
“Os grupos de pressão não aceitam ter alguém no governo que não se curve à pressão e que não possa ser chantageado, por isso talvez tentem livrar-se deles por outros meios”, disse ela ao boletim de notícias TG5. “Mas temo que eles não consigam se livrar de mim.”
A líder do partido de direita Irmãos da Itália disse que os políticos cujas contas foram acessadas eram quase todos do seu lado do espectro político.
Não está claro se este foi o caso. A mídia italiana informou que as consultas de pesquisa operadas pelo funcionário pareciam ser aleatórias e tinham como alvo contas de pessoas de todo o espectro político.
Este não é o primeiro incidente que Meloni afirma ser parte de uma conspiração mais ampla para destituí-la.
Este ano, descobriu-se que Antonio Laudati, um magistrado, e Pasquale Striano – um oficial da polícia financeira, a Guardia di Finanza, que é uma agência italiana de aplicação da lei que responde ao ministro da economia e das finanças – acederam a ficheiros do Anti -Direcção de Investigação da Máfia sobre a primeira-ministra e membros do seu governo sem autorização prévia.
Os motivos da mudança de Laudati e Striano estão sendo investigados.
O ministro do Interior, Matteo Piantedosi, disse que estes incidentes levantaram “fortes suspeitas de uma tentativa de alterar o curso da democracia”, mas nenhum conspiração desse tipo foi descoberta até agora.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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