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Como foi o Globo de Ouro, com bom humor e câmera invasiva – 06/01/2025 – Ilustrada

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Leonardo Sanchez

O Globo de Ouro deste domingo (5) não pôs um sorriso apenas nos rostos dos brasileiros, com o troféu de Fernanda Torres pela atuação em “Ainda Estou Aqui”, como também arrancou boas risadas do resto do mundo com o surpreendente achado que foi sua apresentadora, a comediante Nikki Glaser.

Nos últimos anos, os únicos monólogos de abertura tão engraçados e cuidadosamente ofensivos assim foram os da dupla dinâmica e imbatível formada por Tina Fey e Amy Poehler, em quatro edições diferentes. Algumas piadas passaram do ponto, mas é parte do show –o difícil é achar um equilíbrio entre o divertido e o ácido, o que Glaser fez.

“Eu acho que realmente consegui. Eu estou numa sala cheia de produtores, no hotel Beverly Hilton, e dessa vez estou vestindo todas as minhas roupas. Acho que valeu a pena”, disse a anfitriã bem no comecinho, fazendo troça dos casos de assédio sexual que mancharam Hollywood a partir do MeToo.

“Vocês são tão poderosos, podem fazer o que quiserem, menos dizer a um país em quem votar. Talvez na próxima. Se houver próxima. Estou com medo”, disse ela, rindo junto com a sala de estrelas influentes e liberais ao lembrar amargamente da reeleição de Donald Trump.

Problemas técnicos atrapalharam, tanto na transmissão, quanto dentro do salão do hotel, com teleprompters sem sincronia e uma câmera que não acompanhou o indicado que deveria ser o destaque da vez, enquanto os nomes de melhor ator em série de drama eram anunciados.

Próximas demais dos convidados, as lentes queriam dar um senso maior de intimidade para quem acompanhava de casa, mas atrapalharam a movimentação e, aparentemente, constrangeram os convidados, como Seth Rogen disse, sem cerimônia, ao apresentar um prêmio.

E se Glaser se mostrou à vontade em suas aparições, as piadinhas redigidas para os apresentadores das categorias, os atores que anunciam quem venceu o quê, foram irregulares. Algumas dinâmicas, como a de Demi Moore e Margaret Qualley, estavam muito bem azeitadas, enquanto outras penaram para aliviar o peso da infinita lista de categorias.

Moore, aliás, fez um dos discursos mais fortes e aplaudidos da noite. Restabelecida numa indústria que a usou e depois a julgou pela aparência, ela deixou claro que deu a volta por cima nesta que é a grande atuação de sua carreira, “A Substância“.

“Há alguns anos um produtor me disse que eu era uma ‘atriz pipoca’, e isso me corroeu”, disse ela ao agradecer o troféu de atriz em filme de comédia ou musical. “Quando eu estava nesse ponto baixo da carreira, esse roteiro maluco chegou na minha mesa, e o universo me disse que eu não havia chegado ao fim.”

Zoe Saldaña, melhor atriz coadjuvante pelo filme “Emilia Pérez”, e Tadanobu Asano, melhor ator coadjuvante pela série “Xógum: A Gloriosa Saga do Japão”, deram outros dos discursos mais autênticos da noite. E, claro, Fernanda Torres, ao dedicar sua vitória à mãe, o tesouro nacional que é Fernanda Montenegro.

Quanto à reputação do prêmio, continua sendo tragicamente cômico observar a repentina normalidade dos figurões de Hollywood em relação ao Globo de Ouro, cancelado por uma série de acusações de compra de votos e racismo.

O passado foi esquecido, a edição do ano passado sinalizou e a deste, confirmou, apesar de a associação, agora reformulada, ter encontrado caminhos para continuar mimando seus votantes. São festas, lembrancinhas e conversas exclusivas com artistas que indiscutivelmente reposicionam a corrida dos melhores do ano conforme o poderio financeiro de cada filme ou série.

Nenhuma menção às denúncias do passado foi feita durante a festa, que seguiu com estrelas levemente alcoolizadas e dispostas a esquecer as mágoas.

“Uma das premiações mais prestigiosas dos Estados Unidos”, dizia o teleprompter de Catherine O’Hara, antes de a atriz apresentar uma das categorias. “Não há premiação melhor em Hollywood do que o Globo de Ouro”, disse Rogen em seguida, de forma exageradamente entusiasmada —para reforçar a mensagem ou, quem sabe, como um lembrete necessário.



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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

A professora do campus Floresta, Maria Cristina de Souza, que também é curadora do Herbário em Cruzeiro do Sul, esteve, de 9 a 15 de abril, no Museu de História Natural de Paris, representando a Ufac. Ela conduziu, em francês, conferência sobre a diversidade e a riqueza da região do Alto Juruá e realizou visita técnica, atualizando amostras das coleções de palmeiras (Arecaceae) do gênero Geonoma. As atividades tiveram apoio dos pesquisadores Marc Jeanson, Florent Martos e Marc Pignal.

 



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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.

O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.

A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.

“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.

 



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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



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