NOSSAS REDES

ACRE

Como funciona o chip Blindsight da Neuralink?

PUBLICADO

em

A empresa de neurotecnologia Neuralink, fundada pelo famoso empresário Elon Musk, recebeu recentemente a autorização da FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA) para iniciar testes clínicos com seu mais novo chip cerebral, o Blindsight. A promessa (ousada) é de que essa tecnologia possa ajudar a devolver a visão a pessoas com deficiência visual – algo sem precedentes na história da ciência.

Neuralink
Imagem Neuralink Corp em Wikipédia

Esse feito representa um passo importante na interface cérebro-máquina. Porém, vem levantando questões sobre ética, impacto social, viabilidade e futuro da neurociência. Vamos debater o assunto no artigo a seguir, do Engenharia 360!

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

A breve história da Neuralink

A Neuralink foi fundada em 2016. O foco do seu trabalho é integrar a tecnologia de computação e Inteligência Artificial (IA) com o cérebro humano. Segundo Musk, a intenção é desenvolver dispositivos (interfaces cérebro-máquina) que possam ajudar no tratamento de doenças neurológicas e melhorar a qualidade de vida de pacientes com tais condições. Antes de avançar para testes em humanos, muitos testes já foram realizados em macacos, o que já gerou debates dentro e fora do meio científico.

O que os pesquisadores conseguiram registrar nesses testes foram atividades neurais enquanto os animais realizavam tarefas motoras simples. Mas a intenção, pelo que todos sabem, é validar a eficácia em humanos, permitindo que as pessoas controlem esses dispositivos eletrônicos com a mente. E principalmente, com o projeto Blindsight, a empresa almeja ir além, buscando restaurar a visão em pessoas que a perderam.

Neuralink
Imagem reprodução redes sociais via Itatiaia

Os primeiros testes em humanos

Receber a aprovação da FDA é um passo de extrema importância para a Neuralink, que já prevê acelerar o desenvolvimento de outras tecnologias que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas.

No entanto, Musk tem sido bem cauteloso ao comentar sobre as suas expectativas. Ele afirma que o Blindsight tem grande potencial, mas que, até o momento, a visão que ele proporciona é de uma resolução muito baixa, semelhante aos gráficos de jogos antigos, como o Atari. Ademais, parece que a tecnologia só funciona para aqueles que perderam os olhos e o nervo óptico, mas tendo ainda o córtex visual intacto – pelo menos isso se difere de outras soluções anteriores, que se concentravam em restaurar a visão a partir de danos nos olhos, ignorando a possibilidade de tratar condições mais severas de cegueira.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

É possível que essa tecnologia seja aprimorada e evolua, oferecendo às pessoas com deficiência visual em breve uma visão melhor e até além, com direito à percepção de raios infravermelhos, ultravioletas e até ondas de radar. Sem dúvidas, não há limites para até onde a ciência pode chegar!

No momento, a Neuralink está testando o primeiro implante em um paciente humano, um homem que ficou paralisado do pescoço para baixo após um acidente. Ele já recebeu o chip Telepathy, que é uma versão anterior do Blindsight. Em testes, o paciente conseguiu controlar um computador apenas com a sua mente. Os especialistas garantem que isso demonstra a viabilidade da tecnologia e seu poder transformador de vidas – pelo menos em pessoas com mobilidade reduzida.

A promessa de devolver a visão

Vamos voltar ao Blindsight, que logo deve ser testado em humanos. Esse chip seria implantado no cérebro por meio de cirurgia utilizando microfios extremamente finos – mais finos que um fio de cabelo -, mas com capacidade de registrar e transmitir sinais cerebrais para um aplicativo externo, que decodificaria as intenções do usuário. Dando tudo certo, o chip teria o papel de estimular o córtex visual em padrões que imitam a percepção visual normal.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Implicações sociais

Vale destacar que o sistema do Blindsight é alimentado por uma bateria carregada sem fio, o que deve facilitar as operações do implante sem a necessidade de fios visíveis ou desconfortáveis saindo da cabeça do usuário. E a proposta da Neuralink é que o mesmo conecte a atividade neuronal a uma câmera externa, simulando os padrões da própria visão humana. Assim sendo, milhões viriam a se beneficiar dessa inovação, abrindo as portas de uma nova era de evolução no mundo, com implicações que ainda nem podemos imaginar.

Neuralink
Imagem de DC Studio em Freepik

Implicações éticas

Para os cientistas, resta continuar as pesquisas para garantir que a implantação desses dispositivos nos cérebros humanos envolva o mínimo de riscos – incluindo infecções e rejeições. Vamos combinar que o histórico da Neuralink é cheio de experiências complicadas com os testes em animais; muitos chips acabaram apresentando falhas após a cirurgia, que ainda é bastante invasiva.

Sem contar que as pessoas têm medo sobre as reais intenções de se mexer com funções cognitivas e sensoriais. E o potencial para abuso dessa tecnologia? E se ela for usada sem o nosso consentimento, invadindo a nossa privacidade? É vital que a Neuralink e outras empresas que operam nesse espaço abordem essas questões de forma transparente e ética.

Veja Também: Por que a Tesla construiu túneis em Las Vegas? Descubra aqui!


Fontes: Olhar Digital, O Globo.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

Engenharia 360

Eduardo Mikail

Somos uma equipe de apaixonados por inovação, liderada pelo engenheiro Eduardo Mikail, e com “DNA” na Engenharia. Nosso objetivo é mostrar ao mundo a presença e beleza das engenharias em nossas vidas e toda transformação que podem promover na sociedade.



Leia Mais

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS