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Como funciona o chip Blindsight da Neuralink?
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A empresa de neurotecnologia Neuralink, fundada pelo famoso empresário Elon Musk, recebeu recentemente a autorização da FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA) para iniciar testes clínicos com seu mais novo chip cerebral, o Blindsight. A promessa (ousada) é de que essa tecnologia possa ajudar a devolver a visão a pessoas com deficiência visual – algo sem precedentes na história da ciência.

Esse feito representa um passo importante na interface cérebro-máquina. Porém, vem levantando questões sobre ética, impacto social, viabilidade e futuro da neurociência. Vamos debater o assunto no artigo a seguir, do Engenharia 360!
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A breve história da Neuralink
A Neuralink foi fundada em 2016. O foco do seu trabalho é integrar a tecnologia de computação e Inteligência Artificial (IA) com o cérebro humano. Segundo Musk, a intenção é desenvolver dispositivos (interfaces cérebro-máquina) que possam ajudar no tratamento de doenças neurológicas e melhorar a qualidade de vida de pacientes com tais condições. Antes de avançar para testes em humanos, muitos testes já foram realizados em macacos, o que já gerou debates dentro e fora do meio científico.
O que os pesquisadores conseguiram registrar nesses testes foram atividades neurais enquanto os animais realizavam tarefas motoras simples. Mas a intenção, pelo que todos sabem, é validar a eficácia em humanos, permitindo que as pessoas controlem esses dispositivos eletrônicos com a mente. E principalmente, com o projeto Blindsight, a empresa almeja ir além, buscando restaurar a visão em pessoas que a perderam.

Os primeiros testes em humanos
Receber a aprovação da FDA é um passo de extrema importância para a Neuralink, que já prevê acelerar o desenvolvimento de outras tecnologias que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas.
No entanto, Musk tem sido bem cauteloso ao comentar sobre as suas expectativas. Ele afirma que o Blindsight tem grande potencial, mas que, até o momento, a visão que ele proporciona é de uma resolução muito baixa, semelhante aos gráficos de jogos antigos, como o Atari. Ademais, parece que a tecnologia só funciona para aqueles que perderam os olhos e o nervo óptico, mas tendo ainda o córtex visual intacto – pelo menos isso se difere de outras soluções anteriores, que se concentravam em restaurar a visão a partir de danos nos olhos, ignorando a possibilidade de tratar condições mais severas de cegueira.
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É possível que essa tecnologia seja aprimorada e evolua, oferecendo às pessoas com deficiência visual em breve uma visão melhor e até além, com direito à percepção de raios infravermelhos, ultravioletas e até ondas de radar. Sem dúvidas, não há limites para até onde a ciência pode chegar!
No momento, a Neuralink está testando o primeiro implante em um paciente humano, um homem que ficou paralisado do pescoço para baixo após um acidente. Ele já recebeu o chip Telepathy, que é uma versão anterior do Blindsight. Em testes, o paciente conseguiu controlar um computador apenas com a sua mente. Os especialistas garantem que isso demonstra a viabilidade da tecnologia e seu poder transformador de vidas – pelo menos em pessoas com mobilidade reduzida.
A promessa de devolver a visão
Vamos voltar ao Blindsight, que logo deve ser testado em humanos. Esse chip seria implantado no cérebro por meio de cirurgia utilizando microfios extremamente finos – mais finos que um fio de cabelo -, mas com capacidade de registrar e transmitir sinais cerebrais para um aplicativo externo, que decodificaria as intenções do usuário. Dando tudo certo, o chip teria o papel de estimular o córtex visual em padrões que imitam a percepção visual normal.
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Implicações sociais
Vale destacar que o sistema do Blindsight é alimentado por uma bateria carregada sem fio, o que deve facilitar as operações do implante sem a necessidade de fios visíveis ou desconfortáveis saindo da cabeça do usuário. E a proposta da Neuralink é que o mesmo conecte a atividade neuronal a uma câmera externa, simulando os padrões da própria visão humana. Assim sendo, milhões viriam a se beneficiar dessa inovação, abrindo as portas de uma nova era de evolução no mundo, com implicações que ainda nem podemos imaginar.

Implicações éticas
Para os cientistas, resta continuar as pesquisas para garantir que a implantação desses dispositivos nos cérebros humanos envolva o mínimo de riscos – incluindo infecções e rejeições. Vamos combinar que o histórico da Neuralink é cheio de experiências complicadas com os testes em animais; muitos chips acabaram apresentando falhas após a cirurgia, que ainda é bastante invasiva.
Sem contar que as pessoas têm medo sobre as reais intenções de se mexer com funções cognitivas e sensoriais. E o potencial para abuso dessa tecnologia? E se ela for usada sem o nosso consentimento, invadindo a nossa privacidade? É vital que a Neuralink e outras empresas que operam nesse espaço abordem essas questões de forma transparente e ética.
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Fontes: Olhar Digital, O Globo.
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Eduardo Mikail
Somos uma equipe de apaixonados por inovação, liderada pelo engenheiro Eduardo Mikail, e com “DNA” na Engenharia. Nosso objetivo é mostrar ao mundo a presença e beleza das engenharias em nossas vidas e toda transformação que podem promover na sociedade.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), da Ufac, entregou notebooks e computadores para as coordenações e as secretarias dos programas de pós-graduação (PPGs) da instituição. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira, 28, no auditório da Pró-Reitoria de Graducação, campus-sede. Na ocasião, foram abordadas pautas como a liberação de mais de R$ 400 mil em recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
“A pesquisa e a pós-graduação foram a base que me consolidaram na gestão universitária. Queremos dialogar com os coordenadores para atender às demandas de pessoal, de espaço e de ajuste de fluxo”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Trataremos com a mesma atenção os mestrados acadêmicos, os mestrados profissionais e os programas em rede. Isso é uma condição mínima de trabalho para cada programa no seu dia a dia.”
Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti, a medida visa fortalecer a infraestrutura de apoio à produção científica e tecnológica regional. “São equipamentos novos, com boa configuração, que vão dar suporte aos coordenadores comandarem esses programas tão necessários para o desenvolvimento da pesquisa, da inovação e da pós-graduação em nossa região”, comentou.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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