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Como o esquadrão de proteção do patrimônio cultural Carabinieri da Itália frustrou os invasores de tumbas | Itália
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2 anos atrásem
Angela Giuffrida in Naples
euOlhando para a abside semicircular com um afresco de um Cristo parcialmente identificável em um trono olhando para eles, os arqueólogos agachados no pequeno espaço nas profundezas de um edifício residencial em Nápoles ficaram sem palavras. Eles estavam entre as ruínas de uma igreja do século XI.
Os arqueólogos, porém, não puderam levar o crédito: a joia histórica, que acabara de ser apreendida pela polícia, foi desenterrada por tombaroli, ou invasores de tumbas, gangues ilícitas que durante décadas saquearam locais culturais italianos, alimentando por sua vez o mercado global de arte e antiguidades roubadas.
Os investigadores acreditam que o líder do grupo era um empresário local, atualmente sob investigação, dono de dois apartamentos no prédio acima. A sua adega foi transformada num local de escavação bem organizado, de onde os invasores de tumbas cavaram um labirinto de túneis que os levaram cerca de 8 metros até à antiga Nápoles, onde arte medieval desenterrada do coração da cidade do sul da Itália.
Mas por mais impressionante que fosse o seu trabalho – eles até instalaram pilares de concreto para evitar que a estrutura desabasse – oficiais da unidade de Nápoles do esquadrão italiano de proteção ao patrimônio cultural Carabinieri desmascararam a gangue e confiscaram a igreja após uma investigação secreta.
A força também recuperou 10 mil fragmentos de cerâmica romana e medieval das casas de alegados chefes de gangues e 453 artefactos intactos, incluindo vasos, lâmpadas de terracota e moedas. Especialistas estão avaliando se as relíquias vieram da igreja ou de outros locais saqueados.
Os chamados invasores de tumbas são uma parte fundamental do comércio ilícito de antiguidades, sendo o seu saque geralmente contrabandeado para o exterior para traficantes. As gangues geralmente trabalham marcando locais de escavação clandestinos perto de sítios arqueológicos conhecidos, que na região da Campânia, ao redor de Nápoles, podem incluir Pompéia, Herculano, Paestum ou áreas onde havia assentamentos romanos.
Assim, a descoberta de uma escavação clandestina no meio da cidade pegou o esquadrão especializado de surpresa.
“Quando pensamos em Pompeia, por exemplo, sabemos que uma escavação pode levar a uma domus rica onde podem ser encontrados objetos de prestígio”, diz Massimo Esposito, chefe da unidade do esquadrão em Nápoles. “Mas é raro encontrar um no coração de Nápoles.”
Acredita-se que o suposto líder do grupo teve a suspeita de que poderia haver algo embaixo de sua casa quando as obras de construção do metrô da cidade nas proximidades foram interrompidas e o local isolado após uma pequena parte dos restos de outra igreja, embora menos interessante historicamente. surgiu.
O grupo trabalhou durante vários meses, realizando suas atividades mais barulhentas durante o dia, mas não o suficiente para atrair reclamações dos moradores do prédio. Mal sabia a turma que suas idas e vindas estavam sendo observadas pela equipe de Esposito, com a equipe vigiando o prédio e grampeando o telefone de seu suposto líder. As suspeitas aumentaram especialmente depois de vê-lo carregando caixas cheias de materiais.
“Manter o ouvido atento é essencial”, diz Esposito. “Fomos informados sobre atividades de construção anômalas e intuímos que poderia ser uma escavação ilegal depois que os registros mostraram que não havia obras públicas ou privadas acontecendo dentro ou perto daquele edifício que justificasse tal atividade.”
Ainda não está claro se a intenção era vender o saque ou acumular uma coleção particular.
A equipa de protecção do património cultural dos Carabinieri foi criada em 1969 com a tarefa de proteger os bens culturais de valor inestimável da Itália. Desde então, mais de 3 milhões de obras de arte e relíquias roubadas foram recuperadas, incluindo aquelas que acabou em exposição em alguns dos maiores museus do mundo, como o Getty em Los Angeles.
Os ladrões de arte e relíquias na Campânia prosperaram especialmente na década de 1980, aproveitando um terremoto devastador no início daquela década para saquear igrejas de pinturas. A há muito perdida La Desposizione, uma obra-prima de 2 metros de altura pintada por Angelo Solimena em 1664 representando a crucificação, foi recentemente voltou para a Campânia só depois de ter sido avistado em exposição num museu da região de Marche.
Esposito encontrou-se com o Guardião no escritório de sua unidade localizado em Castel Sant’Elmo, uma fortaleza medieval com vista para Nápoles.
Ele foi cercado por relíquias recuperadas pela força na Campânia, incluindo uma ânfora de vinho e um sarcófago em forma de casa, que se acredita conter os restos mortais de uma criança, e vários outros objetos funerários que datam do século IV dC. Os artefactos são normalmente aí guardados até à conclusão dos processos judiciais, antes de serem devolvidos à sua origem ou confiados a museus.
Os invasores de tumbas ainda exercem um comércio decente, mas com a polícia constantemente em seu encalço, seu saque não é tão frutífero como costumava ser. Os dados dos últimos anos indicam uma diminuição gradual em crimes contra o património cultural. As leis relativas a crimes contra o património cultural foram reforçadas e o trabalho intensificou-se para devolver bens roubados do exterior. A unidade possui um banco de dados que lista mais de 1,3 milhão de bens roubados, que pode ser consultado pelas forças policiais no exterior.
O uso das redes sociais, especialmente na última década, também tornou mais fácil para o esquadrão identificar os ladrões. Um tesouro funerário, que se acredita ter pertencido a princesas etruscas e escavado ilegalmente em uma tumba subterrânea na Úmbria, foi encontrado recuperado em novembro depois que a polícia encontrou uma foto dos ladrões desajeitados posando no Facebook enquanto tentavam vendê-lo online.
“Apesar do risco, às vezes existe um elemento egoísta: eles querem se gabar dos belos itens que encontraram”, diz Esposito.
Tal como acontece com outras relíquias devolvidas, o plano a longo prazo para a igreja medieval em Nápoles é torná-la acessível ao público.
“Este é sempre o objetivo final”, diz Esposito. “A Itália é um museu ao ar livre, muito rico em património cultural. Isto torna o nosso trabalho muito árduo, mas também somos movidos pela paixão de garantir que a propriedade de Itália seja devolvida.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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