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Comunidade síria da Alemanha — fatos e números – DW – 10/12/2024
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Desde o início da guerra civil síria em 2011, milhões de sírios fugiram. A maioria deles permaneceu na Síria como pessoas deslocadas internamente (PDI) ou procurou refúgio em países vizinhos como a Turquia, o Líbano, a Jordânia, o Iraque e o Egipto.
Muitos deles refugiaram-se na Europa, particularmente na Alemanha.
Quantos sírios vivem na Alemanha?
De acordo com o Serviço Federal de Estatística alemão, cerca de 973.000 sírios viviam na Alemanha no final de 2023. Cerca de 712.000 deles receberam o estatuto de refugiado, o que inclui requerentes de asilo com pedidos pendentes e requerentes de asilo cujos pedidos foram rejeitados, mas que foram concedida protecção temporária por razões humanitárias.
Um número significativo de essas pessoas vieram para a Alemanha em 2015 quando mais de 320 mil sírios procuraram proteção. Embora muitos deles tenham agora uma autorização de residência permanente, poucos receberam uma ordem de permanência temporária. Isto significa que, embora possam permanecer temporariamente, a sua situação jurídica permanece incerta. Muitas vezes, este grupo tem apenas acesso limitado a oportunidades de trabalho e educação.
De acordo com o Serviço Federal de Estatística, os cidadãos sírios foram o maior grupo de cidadãos naturalizados ano passado. Seu número subiu para 75.500. Em média, viveram na Alemanha durante 6,8 anos antes de receberem um passaporte alemão. No final de 2023, mais de 160 mil sírios obtiveram a cidadania alemã.
Alemanha deixa de processar pedidos de asilo sírios pós-Assad
Alemanha para de processar pedidos de asilo sírios após derrubada de Assad
Em 2024, a Síria foi mais uma vez o país de origem mais comum para quem procura asilo na Alemanha. De acordo com o Serviço Federal de Estatística Alemão, quase 75.000 pedidos de asilo foram apresentados por sírios até Novembro, seguidos por 34.300 do Afeganistão e cerca de 29.600 da Turquia.
Contudo, a partir de 9 de Dezembro, um dia após a queda do regime de Assad na Síria, o Gabinete Federal para a Migração e os Refugiados (BAMF) emitiu um congelamento imediato dos pedidos de asilo de cidadãos sírios. Segundo a BAMF, isto aplica-se a 47.270 pedidos de asilo pendentes de sírios, incluindo cerca de 46.000 pedidos preliminares. A nova situação na Síria não tem atualmente impacto nos casos em curso.
Cerca de 236.000 pedidos de asilo foram apresentados na Alemanha até agora este ano. Isto não inclui os refugiados da Ucrânia, uma vez que lhes é concedido o estatuto de proteção temporária sem procedimento de asilo.
A maioria dos refugiados sírios na Alemanha são homens, enquanto apenas cerca de 41% são mulheres. No geral, os sírios na Alemanha tendem a ser mais jovens do que a população em geral: em média, têm cerca de 25 anos. Cerca de 37% são menores.
De acordo com as estatísticas do BAMF, mais de 60% dos que solicitaram asilo na Alemanha entre 2017 e 2023 eram casados. Muitos dos filhos de refugiados sírios nasceram na Alemanha. Entre 2019 (quando o inquérito começou) e 2024, este número ascendia a cerca de 56.200 crianças.
Mais de 60% dos sírios que solicitaram asilo na Alemanha desde 2015 são árabes. Cerca de um terço pertence à minoria curda. Uma clara maioria de mais de 90% são muçulmanos, menos de dois por cento são cristãos e cerca de um por cento são yazidis.
A frustração cresce no maior abrigo para refugiados da Alemanha
Onde na Alemanha vivem os sírios?
A maioria dos sírios vive nos estados federais da Renânia do Norte-Vestefália, Baviera e Baden-Württemberg, que são particularmente atraentes devido à densidade populacional – que se aplica em particular à Renânia do Norte-Vestefália – e porque oferecem melhores oportunidades de emprego. Grandes cidades como Berlim, Munique e Hamburgo também oferecem acesso a programas e redes de apoio. As regiões rurais tendem a ser menos populares porque oferecem menos oportunidades de integração e emprego.
Em comparação com outros grupos de refugiados, os refugiados sírios são geralmente considerados bem qualificados. Quase metade das pessoas que vieram para a Alemanha entre 2015 e 2017 tinham ensino médio ou superior. Entre os refugiados que chegaram mais tarde à Alemanha, o número era superior a um terço. No ano letivo de 2022/23, cerca de 186 mil alunos sírios frequentaram escolas públicas na Alemanha e outros 50 mil frequentaram escolas profissionais.
Barreiras linguísticas e obstáculos no reconhecimento de qualificações profissionais
De acordo com a Agência Federal de Emprego, cerca de 226.600 sírios estão atualmente empregados em empregos com cobertura de segurança social (em maio de 2024). Cerca de 279.600 sírios estavam registados na Agência Federal de Emprego como “à procura de trabalho” no final de Novembro de 2024. Destes, 155.100 estão “desempregados”. Isso significa que eles estão atualmente no mercado de trabalho. A sua taxa de desemprego é de 37%.
Muitos trabalham nos setores da construção, da restauração e da prestação de cuidados, e há um interesse cada vez maior na continuação da educação e nas qualificações profissionais. Os maiores obstáculos ao emprego são as barreiras linguísticas e os problemas com o reconhecimento das qualificações profissionais sírias.
Sírios são inestimáveis para o sistema de saúde alemão
Os trabalhadores sírios desempenham um papel particularmente importante no setor da saúde, onde prestam serviços urgentemente necessários. Muitos deles conseguiram ingressar na profissão de enfermagem graças a programas de formação especializada.
Se estas pessoas decidirem ou forem forçadas a regressar aos seus países de origem após o fim da ditadura de Assad – como alguns políticos já defendem – a actual escassez de trabalhadores qualificados no sistema de saúde poderá piorar. O Ministério da Saúde alemão lamentou que já existam cerca de 200 mil vagas no setor de enfermagem.
Este artigo foi escrito originalmente em alemão.
De refugiado a prefeito – Ryyan Alshebl
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Exame Nacional de Acesso ENA/Profmat em 2026 — Universidade Federal do Acre
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13 de janeiro de 2026A Coordenação Institucional do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT/UFAC) divulga a lista de pedidos de matrícula deferidos pela Coordenação, no âmbito do Exame Nacional de Acesso 2026.
LISTA DE PEDIDO DE MATRÍCULA DEFERIDOS
1 ALEXANDRE SANTA CATARINA
2 CARLOS KEVEN DE MORAIS MAIA
3 FELIPE VALENTIM DA SILVA
4 LUCAS NASCIMENTO DA SILVA
5 CARLOS FERREIRA DE ALMEIDA
6 ISRAEL FARAZ DE SOUZA
7 MARCUS WILLIAM MACIEL OLIVEIRA
8 WESLEY BEZERRA
9 SÉRGIO MELO DE SOUZA BATALHA SALES
10 NARCIZO CORREIA DE AMORIM JÚNIOR
Informamos aos candidatos que as aulas terão início a partir do dia 6 de março de 2026, no Bloco dos Mestrados da Universidade Federal do Acre. O horário das aulas será informado oportunamente.
Esclarecemos, ainda, que os pedidos de matrícula serão encaminhados ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC, que poderá solicitar documentação complementar.
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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre
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12 de janeiro de 2026O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Ufac chega aos 20 anos com um legado consolidado na formação de profissionais da educação na Amazônia. Criado em 2005 e com sua primeira turma de mestrado iniciada em 2006, o PPGLI passou a ofertar curso de doutorado a partir de 2019. Em 2026, o programa contabiliza 330 mestres e doutores titulados, muitos deles com inserção em instituições de ensino e pesquisa na região.
Os dados mais recentes apontam que 41% dos egressos do PPGLI atuam como docentes na própria Ufac e no Instituto Federal do Acre (Ifac), enquanto 39,4% contribuem com a educação básica. Com conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no quadriênio 2017-2020, o PPGLI figura entre os melhores da região Norte.
“Ao longo dessas duas décadas, o programa de pós-graduação em Linguagem e Identidade destaca-se pela excelência acadêmica e pela forte relevância social”, disse a reitora Guida Aquino. “Sua trajetória tem contribuído de forma decisiva para a produção científica e cultural, especialmente no campo dos estudos sobre linguagens e identidades, fortalecendo o compromisso da Ufac com formação qualificada, pesquisa e transformação social.”
O coordenador do programa, Gerson Albuquerque, destacou que, apesar de recente no contexto da pós-graduação brasileira, o PPGLI promove uma transformação na educação superior da Amazônia acreana. “Nesses 20 anos, o PPGLI foi responsável não apenas pela formação de centenas de profissionais altamente qualificados, mas por inúmeras outras iniciativas e realizações que impactam diretamente a sociedade.”
Entre essas ações, Gerson citou a implementação de uma política linguística pioneira que possibilitou o ingresso e permanência de estudantes indígenas e de outras minorias linguísticas, além do protagonismo de pesquisadores indígenas em projetos voltados ao fortalecimento de suas culturas e línguas. “As ações do PPGLI transcenderam os limites acadêmicos, gerando impactos sociais, culturais e econômicos significativos”, opinou. “O programa contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente de sua riqueza linguística e cultural.”
Educação básica, pesquisa e projetos
Sobre a inserção dos egressos na educação básica, Gerson considerou que, embora a formação stricto sensu seja voltada prioritariamente ao ensino superior e à pesquisa, o alcance do PPGLI vai além. “Se analisarmos o perfil de nossos mestres e doutores, 72% atuam em instituições de ensino superior, técnico, tecnológico ou na educação básica. Isso atesta a importância do programa para a Amazônia e para a área de linguística e literatura, uma das que mais forma mestres e doutores no país.”
O professor também destacou a trajetória de 15 egressos que hoje se destacam em instituições de ensino, projetos de extensão e pesquisa, tanto no Brasil quanto no exterior. Para ele, esses exemplos ilustram a diversidade de atuações do corpo formado pelo programa, que inclui professores indígenas, pesquisadores em literatura comparada, especialistas em língua brasileira de sinais (Libras), artistas da palavra, autores de livros, lideranças educacionais e docentes em universidades peruanas.
A produção científica do PPGLI também foi ressaltada pelo coordenador, que apontou os avanços no quadriênio 2021-2024 como reflexo de um projeto acadêmico articulado com os desafios amazônicos. “Promovemos ações de ensino, pesquisa e extensão com foco na diversidade étnica, linguística e cultural. Nossas parcerias internacionais ampliam o alcance do programa sem perder o vínculo com as realidades locais, especialmente as regiões de fronteira com Peru e Bolívia.”
Entre os destaques estão as políticas afirmativas, a produção de material didático bilíngue para escolas indígenas, a inserção em redes de pesquisa e eventos científicos, a publicação de livros e dossiês temáticos e a atuação dos docentes e discentes em comunidades ribeirinhas e florestais.
Para os próximos anos, o desafio, segundo Gerson, é manter e ampliar essas ações. “Nosso foco está no aprimoramento das estratégias de educação inclusiva e no fortalecimento do impacto social do Programa”, afirmou. Para marcar a data, o PPGLI irá realizar um seminário comemorativo no início de fevereiro de 2026, além de uma série de homenagens e atividades acadêmico-culturais ao longo do ano.
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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
12 de janeiro de 2026A Ufac realizou a solenidade de lançamento da nova versão do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que passa a operar na versão 5.0.3. A atualização oferece interface mais moderna, melhorias de desempenho, maior segurança e avanços significativos na gestão de documentos eletrônicos. O evento ocorreu nesta segunda-feira, 12, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação.
A reitora Guida Aquino destacou a importância da modernização para a eficiência institucional. Ela lembrou que a primeira implantação do SEI ocorreu em 2020, antes mesmo do início da pandemia, permitindo à universidade manter suas atividades administrativas durante o período de restrições sanitárias. “Esse sistema coroou um momento importante da nossa história. Agora, com a versão 5.0, damos mais um passo na economia de papel, na praticidade e na sustentabilidade. Não tenho dúvida de que teremos mais celeridade e eficiência no nosso dia a dia.”
Ela também pontuou que a universidade está entre as primeiras do país a operar com a versão mais atual do sistema e reforçou o compromisso da gestão em concluir o mandato com entregas concretas. “Trabalharei até o último dia para garantir que a Ufac continue avançando. Não fiz da Reitoria trampolim político. Fizemos obras, sim, mas também implementamos políticas. Digitalizamos assentamentos, reorganizamos processos, criamos oportunidades para estudantes e servidores. E tudo isso se comunica diretamente com o que estamos lançando hoje.”
Guida reforçou que a credibilidade institucional conquistada ao longo dos anos é resultado de um esforço coletivo. “Tudo o que fiz na Reitoria foi com compromisso com esta universidade. E farei até o último dia. Continuamos avançando porque a Ufac merece.”
Mudanças e gestão documental
Responsável técnico pela atualização, o diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), Jerbisclei de Souza Silva, explicou que a nova versão exigiu mudanças profundas na infraestrutura de servidores e bancos de dados, devido ao crescimento exponencial de documentos armazenados.
“São milhões de arquivos em PDF e externos que exigem processamento, armazenamento e desempenho. A atualização envolveu um trabalho complexo e minucioso da nossa equipe, que fez tudo com o máximo cuidado para garantir segurança e estabilidade”, explicou. Ele ressaltou ainda que o novo SEI já conta com recursos de inteligência artificial e apresentou melhora perceptível na velocidade de navegação.

O coordenador de Documentos Eletrônicos e gestor do SEI, Márcio Pontes, reforçou que a nova versão transforma o sistema em uma ferramenta de gestão documental mais ampla, com funcionalidades como classificação, eliminação e descrição de documentos conforme tabela de temporalidade. “Passamos a ter um controle mais efetivo sobre o ciclo de vida dos documentos. Isso representa um avanço muito importante para a universidade.” Ele informou ainda que nesta quinta-feira, 15, será realizada uma live, às 10h, no canal UfacTV no YouTube, para apresentar todas as novidades do sistema e tirar dúvidas dos usuários.
A coordenação do SEI passou a funcionar em novo endereço: saiu do pavimento superior e agora está localizada no térreo do prédio do Nurca/Arquivo Central, com acesso facilitado ao público. Os canais de atendimento seguem ativos pelo WhatsApp (68) 99257-9587 e e-mail sei@ufac.br.
Também participaram da solenidade o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; e a pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino.
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