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Concurso dos Blocos Carnavalescos celebra a cultura, tradição e história do Acre no Carnaval da Família

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Felipe Souza

O Carnaval da Família, realizado este ano por meio de uma parceria entre o governo do Acre, a Prefeitura de Rio Branco e a Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agrícola do Acre (Acisa), é uma das maiores manifestações culturais da cidade e atrai foliões de todas as idades. Entre as atrações mais aguardadas, destaca-se o Concurso dos Blocos Carnavalescos com Bateria, que, nesta terça-feira, 4, trouxe apresentações que devem ficar marcadas na história da capital.

Bloco 6 é D+ se consagra campeão da competição. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Em um evento repleto de energia e criatividade, os quatro blocos competidores — Sambase, Unidos do Fuxico, Sem Limite e 6 é D+ — levaram à avenida temas que mesclam cultura local, história e nostalgia.

Após a votação dos jurados, a vitória da noite ficou com o 6 é D+, que brilhou em sua performance e obteve a marca de 59,2 pontos, garantindo o prêmio em dinheiro no valor de R$ 6.375 e o troféu de 1º lugar. Com a conquista, o grupo se consagra hexacampeão.

Com a vitória, o bloco se tornou hexacampeão. Foto: Ingrid Kelly/Secom

6 é D+ relembra história do Carnaval

Fundado no bairro Seis de Agosto, o 6 é D+ trouxe à competição um samba-enredo que fez um importante resgate da história do Carnaval em Rio Branco. O bloco falou sobre as origens da festa, sua evolução e o papel fundamental do samba na cultura local. Mais do que uma homenagem, a história contada propôs uma reflexão sobre a memória coletiva, mostrando a evolução da celebração e como ela se mantém viva nas gerações atuais.

De acordo com o presidente do 6 é D+, Frank Costa, a apresentação do grupo deu voz à comunidade dentro da passarela. Além disso, pontuou que sonha com mais títulos no futuro, pois cada um que já foi conquistado havia sido sonhado pelos membros.

“Representa bastante coisa, porque é muito trabalho, ralação, choro, renúncia. Mas o importante é trazer a cultura para a comunidade e é isso que acontece sempre na 6 é D+. Eu tenho o título como consequência do trabalho. O maior prêmio é você idealizar um projeto e trazer para a avenida”, declarou Frank Costa.

Rei Momo Josemir Nogueira retornou ao concurso após mais de 20 anos afastado das passarelas. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Sem Limite e a nostalgia da infância

O Sem Limite optou por um enredo nostálgico, que levou a plateia a uma viagem no tempo. Criado em 2013 e reunindo comunidades dos bairros José Augusto, Ipase e Bosque, o enredo apresentado resgatou as brincadeiras de infância e os momentos simples de alegria que marcaram gerações. A ideia foi relembrar como o Carnaval, além de ser uma festa, também é uma oportunidade para reviver memórias e reforçar os laços afetivos com o passado.

Bloco Sem Limites relembrou as brincadeiras da infância. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Segundo o líder do Sem Limite, Altino Vieira, todas as pessoas que fazem parte do bloco são responsáveis pelo lugar no pódio e destacou, ainda, a alegria de relembrar as brincadeiras de infância.

“Em primeiro lugar, eu quero agradecer a Deus. Em segundo, agradecer a diretoria do bloco Sem Limites. Foi uma diretoria que se responsabilizou e trabalhou muito. A gente está muito alegre pela segunda colocação. Foi legal também trazer esse resgate das brincadeiras de infância para a avenida. A infância da gente era uma coisa maravilhosa”, afirmou Altino.

Carro alegórico com brinquedos infantis. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Com um samba-enredo repleto de lembranças dos momentos da infância, o Sem Limite trouxe um toque de leveza ao desfile, conquistando 57,5 pontos e garantindo o 2º lugar no concurso, levando o prêmio no valor de R$ 5.375.

Sambase e a Revolução Acreana

O Sambase, criado em 1978 no bairro da Base, levou para a avenida uma apresentação cheia de história, com um samba-enredo que homenageou a Revolução Acreana. O bloco exaltou a luta do povo acreano pela independência, lembrando a importância da resistência e da identidade do estado. Dessa forma, trouxe à tona a força de uma população que lutou por seu espaço na história do Brasil.

Bloco apresentou um samba-enredo sobre a Revolução Acreana. Foto: Diego Gurgel/Secom

O presidente Isliano Ferreira, mais conhecido como “Sandrinho da Base”, afirmou que a chuva atrapalhou a apresentação, mas que estarão de volta em 2026 para tentar novamente a primeira colocação no pódio.

“Nosso bloco foi o primeiro bloco a desfilar, mas a chuva estava muito forte e atrapalhou. Os carros alegóricos tinham iluminação para poder apresentar e deu uma perjudicada, infelizmente. Todo mundo estava empolgado, mas na hora que o trio estava na avenida, tivemos que improvisar. Mas ano que vem, estaremos prontos para competir de novo”, ressaltou Isliano.

Sambistas se apresentaram em meio a chuva. Foto: Diego Gurgel/Secom

A apresentação do Sambase foi mais do que uma performance; foi uma aula de história, repleta de orgulho da determinação da população acreana em fazer parte da nação brasileira. Assim, conquistou o 3º lugar na competição, com 56,8 pontos, e levou R$ 4.375 para casa.

Desclassificação

O Unidos do Fuxico, originado no bairro Quinze, encantou quem acompanhava a apresentação com seu enredo inspirado nas lendas tradicionais do Acre, transmitidas de geração em geração. Com fantasias vibrantes, músicas envolventes e cerca de 300 sambistas, o bloco buscou levar os espectadores a um mundo onde a cultura e o folclore se misturam para criar um Carnaval de sensações e curiosidades.

Apesar disso, o bloco foi eliminado do concurso por descumprir regras previstas no regulamento, segundo a organização. De acordo com os jurados, o grupo desfilou com propaganda política partidária, algo que era proibido no item 6.1 do edital.

Samba-enredo do Unidos do Fuxico foi inspirado nas lendas tradicionais acreanas. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Celebração cultural

O Concurso dos Blocos Carnavalescos com Bateria foi uma verdadeira celebração da cultura e identidade acreana. Cada bloco trouxe um enredo com um olhar único sobre as tradições, a história e as memórias afetivas. O Carnaval, além de ser um evento de diversão, reafirma a importância de manter vivas as raízes culturais do estado.

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Leia Mais: Agência do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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