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conduta de policial militar do Bope que causou acidente que matou mulher
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7 anos atrásem
A promotora de Justiça, Maria Fátima Ribeiro Teixeira, quer saber o que de fato aconteceu naquela tarde do último sábado que teve como consequência a morte da secretária Silvinha Pereira e deixando José da Silva e Silva gravemente ferido
O Ministério Público do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Especializada do Controle Externo da Atividade Policial, conduzida pela promotora de Justiça, Maria Fátima Ribeiro Teixeira, determinou a abertura de investigação criminal para apurar a conduta do policial militar do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Alan Melo Martins.
A representante do Ministério Público quer saber o que levou o agente de segurança pública a ser o autor de um grave acidente que vitimou Silvinha Pereira da Silva e deixou com ferimentos graves José da Silva e Silva no último sábado em uma rotatória da Dias Martins.
Maria de Fátima Ribeiro diz na portaria publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público que considera “a necessidade de prevenção de qualquer abuso de autoridade ou omissão por parte dos policiais (…) que deve se pautar pelo respeito aos direitos humanos e obediência ao princípio constitucional da legalidade”.
Ela também acrescenta que a investigação tem o objetivo de esclarecer os fatos à sociedade, uma vez que o caso envolve um agente público, como agravante a isso, da Segurança Pública, sendo este incumbido de zelar pela paz social e não promover o caos.
“Considerando haver necessidade serem realizadas diligências, levantamentos de informações e documentos visando o completo esclarecimento dos fatos”, explica a promotora.
O militar do Bope, Alan Melo Martins, já responde na Justiça acreana em um processo por participação na ação policial que, em maio de 2018, uma bala perdida ceifou a vida da pequena Maria Cauane, de 11 anos, no Preventório, em Rio Branco. A prisão dele chegou a ser solicitada pelos promotores Teotônio Rodrigues Soares Júnior e Washington Nilton Medeiros Moreira, mas foi negada pelo Judiciário. Como o processo corre em segredo de Justiça, não se sabe qual a participação dele na ação. Os promotores vão pedir a quebra do segredo de Justiça com o objetivo de apresentar à sociedade sobre o que ocorreu naquele maio de 2018.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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