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Confissões de um colunista de fofocas: temos uma má reputação, mas nossas histórias obscenas sobre os ricos e famosos desempenham um papel na sociedade | Celebridade

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Ros Reines

UMNo início da minha carreira como colunista de fofocas de tablóides, liguei para o escritório de Lachlan Murdoch para perguntar se ele ainda estava noivo de Kate Harbin. Os dois se conheceram em Princeton, mas ouvi dizer que o relacionamento não estava progredindo. Antecipando um “sem comentários”, comecei a mapear minha história e fiquei surpreso ao pegar o telefone para o próprio Lachlan Murdoch, infalivelmente educado. O jovem de 24 anos confirmou que o noivado estava cancelado.

Aturdido, tentei urgentemente definir a etiqueta certa para a ligação antes de me solidarizar desajeitadamente com ele e investigar o que havia de errado. Talvez fosse a distância?

Parecia sujo fazer perguntas tão pessoais a alguém tão jovem, até mesmo filho de Rupert Murdoch, também conhecido como Dirty Digger – dono de alguns dos títulos mais excitantes do mundo.

Essa é a vida de um fofoqueiro profissional, cujo terreno deve cruzar as fronteiras pessoais. Eu acabaria me tornando bastante ágil ao entrar em lugares onde não era bem-vindo.

A fofoca costuma ter uma má reputação, mas sempre abordei ela da mesma forma que faria com qualquer outra notícia – buscando comentários dos envolvidos. Acredito que também tem um papel valioso a desempenhar na nossa sociedade. Provavelmente vem acontecendo desde o início da civilização. A fofoca é inata à natureza humana. Esses hieróglifos egípcios? Talvez eles estivessem uma das primeiras colunas de fofocas do mundo. Contos obscenos são a prova de que não importa o quão rico, famoso e talentoso você seja, você não estará imune aos mesmos transtornos emocionais que todos nós. É um ótimo nivelador.

Mas quando se trata de índices de aprovação pública, os colunistas de fofocas estão cutucando o fundo de uma pilha de carreiras menos desejáveis. Muitas vezes chamados de “muckrakers”, damos má fama aos coletores de lixo (eles pelo menos realizam um serviço público visível enquanto se agarram atleticamente à traseira de um caminhão como acrobatas). Escrever uma coluna de fofoca requer apenas uma certa quantidade de areia e camadas térmicas de pele grossa.

Nas duas décadas seguintes, em Sydney, meu nome tornou-se sinônimo de fofoca. Todo domingo, eu reunia um exército de nomes em negrito em minha coluna (se as pessoas não fossem conhecidas do público, eu tinha pouco interesse em escrever sobre elas – demorava muito para explicar sua relevância).

A essência da minha fábrica de fofocas era o mau comportamento de ricos e famosos, bem como compromissos de celebridades, casamentos e brigas públicas. Em 1998, quando o noivado de James Packer e Kate Fischer foi cancelado, eu estava do lado de fora da casa deles em Bondi, tentando entrevistar Kate pelo interfone.

Mais tarde, quando ele se casou com Jodhi Meares, em outubro de 1999, assumi minha posição sob a chuva torrencial na entrada de automóveis de Packer em Bellevue Hill, tentando ver quem estava chegando através dos vidros embaçados do carro. Foi uma vida glamorosa.

Gastei parte do meu tempo tentando persuadir as pessoas a me contarem tudo, prometendo lidar com suas histórias de maneira sensível. Mas então um banner de jornal seria a minha ruína: por exemplo, A amante do bilionário conta tudo.

Aprendi a nunca atender o telefone aos domingos. Era melhor que as pessoas tivessem tempo para se refrescar.

Ao longo da minha carreira, vários empresários importantes tentaram me demitir do emprego; um deles se ofereceu para limpar meu apartamento, se eu não escrevesse sobre sua ligação com uma certa mulher. Nesse caso, ambos eram solteiros, então eram um alvo justo – tentei estabelecer como regra não dar a notícia de uma infidelidade conjugal a um marido ou esposa sem noção.

Parecia que todos tinham meu número e meu telefone tocava com muita gente, principalmente de números privados. Eles queriam permanecer anônimos ao abandonarem seus amigos e amantes. Meu receptor estava quase pingando um vitríolo que nem mesmo os lenços mais estéreis conseguiam limpar.

Uma vez fui acordado às 4 da manhã por uma mulher que estava na cama com seu novo amante e queria anunciar que eles eram oficialmente um casal. Meu telefone nunca estava desligado, mas depois dessa ligação ele ficou silencioso enquanto eu dormia.

Outras vezes meu carrinho era encurralado no supermercado por pessoas com petiscos gostosos que queriam me contar. Pedaços de papel sujos foram passados ​​para a palma da minha mão. Fui proibido de secar o cabelo em dois salões de cabeleireiro diferentes porque minha presença deixava seus clientes desconfortáveis. Achei isso injusto, pois geralmente passava meu tempo lá atualizando minhas leituras.

Embora nunca tenha sido processado por difamação, houve várias histórias que me arrependi de ter escrito ao longo dos anos. Amizades e confiança que foram quebradas. Mas cedi à pressão de entregar as mercadorias todos os domingos.

A única coisa pior do que ser colunista de fofocas era ser um péssimo colunista de fofocas e escrever uma coluna chata. Foi quando as pessoas começaram a murmurar que eu tinha amolecido.

Minha motivação era apenas permanecer no trabalho e sustentar minha família como mãe solteira. O momento mais assustador da semana não foi enfrentar meu inimigo no tapete vermelho, mas participar das conferências editoriais semanais do jornal e não ter nada com que contribuir. Se um colunista rival me vencesse em uma grande matéria, eu quase me tornaria um pária social em minha própria redação.

Tudo chegou ao fim nos últimos meses de 2015, quando fui demitido. Por um tempo fiquei em estado de choque, mas estranhamente livre de não ter mais que me intrometer nos assuntos de outras pessoas. Mudei meu número de telefone e distribuí muitos dos trajes de coquetel que usei em eventos de primeira linha, como armaduras para disfarçar a pessoa real por baixo. Comecei a procurar uma nova carreira.

Desde então, houve uma mudança sutil no culto ao colunista de fofocas. As páginas e colunas de fofoca desapareceram gradualmente das publicações não apenas na Austrália, mas em todo o mundo.

Isto não significa que o nosso apetite por histórias obscenas sobre a vida privada e as transgressões de pessoas importantes diminuiu, apenas essa informação está disponível para nós agora 24 horas por dia, 7 dias por semana, com sites de notícias inteiros dedicados a histórias de fofoca. Algumas celebridades gostam de controlar sua própria narrativa através das redes sociais com um fluxo constante de vídeos e fotos. Manter-se sob os olhos do público os torna mais valiosos como talento. A fama é viciante.

Até mesmo as queridas páginas sociais praticamente desapareceram e foram substituídas pelo Instagram com hashtags e capturas de vídeos. Acompanhamos influenciadores superestrelas através das lentes de suas câmeras até lançamentos de produtos, desfiles de moda e festas de primeira linha.

Agora, em certos círculos, os colunistas de fofocas podem parecer tão desatualizados quanto os lendários Hedda Hopper e Louella Parsonsque já governou Hollywood.

Não estou triste por estar chegando ao fim. Minha própria coluna escrita foi uma entrada para um mundo completamente diferente, repleto de fragrâncias caras e grandes orçamentos, onde o champanhe francês sempre fluía, mas não tanto as conversas: nesses eventos brilhantes, todos estavam sempre olhando por cima dos ombros uns dos outros para ver quem tinham acabado de chegar e o que eles estavam quase vestindo.

Depois de quase 20 anos, eu estava ficando cansado. É hora de sair e seguir em frente em um ritmo mais suave.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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