ACRE
Conheça Manuel Montenegro, embaixador do Brasil no Azerbaijão, filho de acreano de Cruzeiro do Sul
PUBLICADO
1 ano atrásem
Da Redação
Durante visita nesta sexta-feira, 15, ao estande do consórcio de Governadores da Amazônia Legal, onde foi recebido pela vice-governadora Mailza Assis, o embaixador do Brasil no Azerbaijão, Manuel Montenegro, contou um pouco da sua experiência e história com a Amazônia e sobretudo com o Acre.
“Meu completo é Manuel Adalberto Carlos Montenegro Lopes da Cruz e fiquei conhecido no Itamaraty como Montenegro. Meu pai era da família Lopes da Cruz e residia em Cruzeiro do Sul. O nome dele era Adalberto Cruz, ele foi secretário do Planejamento e da Agricultura nos anos 70. Eu nasci fora do Estado. Mas meu pai me ensinou sobre todas a importância da Amazônia para o Brasil e para o mundo, alem das belezas”, conta.

O embaixador conta que seu pai ficaria muito feliz de ver que “a Amazônia é o começo do novo mundo”, como ele sempre dizia. “As pessoas na época achava meio visionário, pois naquela época, já apontava a saída para o Pacífico como prioridade há quase 50 anos. Mas ele estava correto em todos os seus posicionamentos e nos ensinou muito”.
Manuel Montenegro enfatizou que os jovens precisam seguir sua identidade. Não esquecer suas raizes. “O jovem precisa saber de onde vem, e como chegou a seu lugar particular no mundo. Cultivar laços familiares. A segunda coisa a ser levada em consideração é o estudo. O jovem precisa saber que por meio do estudo, se pode pensar num futuro melhor. Meu pai me ensinou a olhar para dentro de mim mesmo e amar a minha história e a servir a outros de alguma maneira”, completa.
“Hoje eu tenho um grande orgulho em ver a concretização do que meu pai trabalhou tanto para projetar. O Acre do futuro que chegou. Uma alegria ver acreanos em posições centrais de decisão em escala mundial”, finalizou.

Sobre o Embaixador Manuel Montenegro
Nascido em fevereiro de 1959, Manuel Montenegro é bacharel (1979) e mestre (1989) em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e mestre (1999) em Ciência Política pela George Washington University de Washington, D.C. Diplomata de carreira egresso do Instituto Rio-Branco (1987), apresentou tese ao Curso de Altos Estudos (2006) do Instituto sobre a estratégia do Brasil para as Cúpulas Mundiais da ONU sobre Sociedade da Informação. Lecionou na Universidade de Brasília no começo das décadas de 1990 e 2000 e presidiu a banca de inglês do concurso de admissão ao Instituto Rio-Branco (1999-2006). Co-presidiu o comitê técnico do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis (MTCR – 2007-2011). Casado, tem cinco filhos.
Sobre o país do Azerbaijão
Azerbaijão é um país localizado na região do Cáucaso. Independente desde 1991, possui 10 milhões de habitantes e uma economia centrada na exploração de recursos naturais, como exploração e exportação de Petróleo e gás. É uma nação e ex-república soviética, é cercado pelo Mar Cáspio. Sua capital, Baku, é famosa pelo centro medieval fortificado. Pertenceu à União Soviética.
Visualizações: 5
Relacionado
ACRE
Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
6 de março de 2026A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).
A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.
Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.
Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável.
Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas. No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.
Relacionado
ACRE
Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
![]()
Relacionado
ACRE
Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE3 dias agoProfessora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
CONDENAÇÃO3 dias agoEmpresas terão de indenizar pescadores prejudicados pela construção de hidrelétrica no Rio Madeira
JUSTIÇA3 dias agoSexta Turma mantém condenação por estupro de vulnerável apesar de pedido do MP pela absolvição
JUSTIÇA3 dias agoPagamento retroativo a servidores transpostos do extinto território de Rondônia é tema de repetitivo
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login