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Conselheiros criticam aumento da tarifa de ônibus de SP – 27/12/2024 – Cotidiano

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Tulio Kruse

Integrantes do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito da cidade de São Paulo divulgaram, nesta sexta-feira (27), uma carta em que criticam o aumento da tarifa de ônibus na capital, anunciado pela prefeitura na véspera. O preço da passagem deve subir de R$ 4,40 para R$ 5, um aumento de 13,6%, a partir do dia 6 de janeiro.

O principal argumento contra o reajuste é a ausência de detalhes sobre melhorias no serviço, como investimento na compra de novos veículos e aumento na quantidade de viagens. Segundo os conselheiros, a justificativa da SPTrans (empresa que gerencia o transporte municipal de ônibus) para o aumento foi apenas econômico, sem nenhuma garantia de melhora na qualidade.

“A proposta apresentada pela SPTrans traz apenas aumento de tarifa, sem nenhum benefício ou melhora no sistema para a população”, diz o texto. “Como representantes da sociedade, manifestamos nossa oposição ao aumento da tarifa de ônibus, em qualquer valor, sem que antes seja apresentado um estudo adequado e detalhado que aborde a solução aos problemas do transporte da cidade.”

O texto é assinado por 11 conselheiros, todos representantes da sociedade civil no órgão. O conselho tem 63 cadeiras, repartidas igualmente entre representantes da prefeitura, das empresas de transporte e da sociedade.

Os autores da carta cobram a apresentação de planos de investimento que tratem da eletrificação da frota de ônibus, estudo sobre capacidade e demanda das linhas, da receita com concessões de terminais e pontos de ônibus, entre outros pontos

Os conselheiros alertam para o risco de perda de passageiros devido à alta no preço, caso ele não seja acompanhado de investimento. Além disso, listam problemas causados pela queda de investimento no sistema de ônibus, como “a retirada de 2.000 ônibus de circulação e a redução de 20% das viagens” em relação ao ano de 2020.

Parte da crítica se deve ao fato de o aumento ocorrer após a gestão Ricardo Nunes (MDB) na prefeitura pagar um valor recorde em subsídio às empresas de ônibus. Em 2024, a municipalidade repassou R$ 6,7 bilhões às viações como compensação tarifária. O valor é 14,5% a mais do que o registrado no ano anterior –o maior aumento desde o fim da pandemia, quando as restrições sociais esvaziaram o transporte público.

Os repasses representaram 58,7% do custo total do sistema neste ano, que foi de R$ 11,4 bilhões. O restante –R$ 4,6 bilhões– foi arrecadado via passagens pagas pelos usuários. O montante pago pelos passageiros é o mais baixo desde 2021, quando teve início a retomada do pós-pandemia.

“Hoje, nós achamos que as condições da própria população e da qualidade do transporte não condizem com o aumento”, diz o conselheiro Hector Batista, representante da União Estadual dos Estudantes no conselho. “Temos ônibus de 2012 que ainda poderão ser utilizados, temos um fluxo baixo de veículos mesmo em horários com demanda considerável.”

Para Rafael Drummond, consultor em planejamento urbano e ex-conselheiro de transportes da cidade, a maneira como o reajuste foi anunciado reforça que a decisão foi estritamente política. Ele ressaltou que, na apresentação que fez ao conselho, a SPTrans não explicou a decisão de fazer o reajuste apenas agora após uma defasagem de quatro anos, nem explicou como o reajuste vai sanar os problemas da empresa.

“Eles apresentaram apenas os números da inflação para dizer que a tarifa está defasada, o que já sabemos, mas não demonstram como que, com esse aumento, a saúde do sistema vai se recuperar”, disse Drummond.

O especialista em mobilidade Rafael Calabria disse que a prefeitura não explicou os cálculos usados para definir o reajuste.

“A SPTrans apresentou duas possibilidades de aumento de tarifa [posteriormente, anunciou a decisão pelo aumento a R$ 5], mas não explicou como chegou nos valores”, ele afirmou. “Ela colocou que os valores da inflação acumulados no período chegariam a R$ 6,80, mas a proposta da prefeitura seria entre R$ 5,20 e R$ 5. Em nenhum momento foi explicado o motivo dessa diferença.”

Em nota, a gestão Nunes disse que a nova tarifa corresponde ao menor valor entre as opções apresentadas por técnicos da SPTrans (São Paulo Transportes) em reunião do CMTT (Conselho Municipal de Trânsito e Transporte) na manhã desta quinta para discutir o reajuste da passagem. Se fosse atualizada pela inflação no período, a tarifa seria de R$ 5,84, segundo a gestão.



Leia Mais: Folha

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critérios e avaliação em 2025

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critérios e avaliação em 2025

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As melhores seguradoras do Brasil se destacam pela capacidade de cumprir obrigações, atender aos clientes e oferecer soluções adequadas aos riscos das empresas. No entanto, não existe uma única resposta universal. A escolha depende de critérios técnicos, regulatórios e operacionais que variam conforme a necessidade do contratante.

Como identificar as melhores seguradoras do Brasil

As melhores seguradoras devem atender a requisitos objetivos. Primeiro, precisam estar autorizadas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Em seguida, devem demonstrar capacidade financeira para cumprir as indenizações.

Além disso, indicadores como o volume de prêmios, o índice de sinistralidade e o nível de reclamações ajudam a avaliar o desempenho.

Critérios técnicos de avaliação

Para selecionar uma seguradora, a empresa deve considerar critérios específicos:

  • Solidez financeira: capacidade de pagamento de sinistros;
  • Especialização: atuação em ramos como garantia ou engenharia;
  • Estrutura operacional: atendimento e gestão de sinistros;
  • Conformidade regulatória: adequação às normas da SUSEP.

Além disso, a aderência ao tipo de risco é determinante. Por exemplo, empresas que contratam seguro empresarial precisam avaliar se a seguradora compreende o setor em que atuam.

Segmentos relevantes no mercado brasileiro

O mercado de seguros no Brasil se divide em diferentes segmentos. Cada um atende necessidades específicas:

  • Seguros patrimoniais e operacionais;
  • Seguros de responsabilidade civil;
  • Seguros de garantia;
  • Seguros de engenharia.

Nesse contexto, o seguro-garantia se destaca em contratos públicos e privados. Ele assegura o cumprimento de obrigações contratuais.

Por outro lado, o seguro de risco de engenharia cobre danos ocorridos durante a execução das obras. Assim, ele atende empresas que atuam em construção e infraestrutura.

Ranking e indicadores do setor

Os rankings variam conforme o critério utilizado. Alguns consideram o volume de prêmios, enquanto outros analisam a satisfação do cliente ou a solvência.

Por isso, a empresa deve evitar decisões baseadas apenas no posicionamento no ranking. Em vez disso, deve analisar dados consistentes e compatíveis com sua necessidade.

Além disso, relatórios da SUSEP e de entidades do setor oferecem informações confiáveis sobre desempenho e participação de mercado.

Como escolher a seguradora adequada

Para escolher entre as melhores seguradoras do Brasil, a empresa deve seguir um processo estruturado.

Primeiro, identificar os riscos que se deseja cobrir. Em seguida, comparar coberturas disponíveis. Depois, avaliar as condições contratuais, os limites e as exclusões.

Além disso, a análise deve incluir suporte técnico e capacidade de atendimento. Isso garante que a seguradora responda adequadamente em caso de sinistro.

Portanto, a escolha não depende apenas do custo, mas da capacidade de resposta e da aderência ao risco.

Papel das seguradoras na gestão de riscos empresariais

As melhores seguradoras do Brasil atuam como parte da estratégia de gestão de riscos das empresas. Elas oferecem cobertura e transferem os impactos financeiros decorrentes de eventos inesperados.

Além disso, ao contratar seguros adequados, a empresa reduz a exposição a perdas que podem afetar sua operação. Por isso, a escolha da seguradora influencia diretamente a continuidade do negócio.

Consequentemente, avaliar a capacidade técnica e financeira da seguradora torna-se um passo necessário para garantir proteção efetiva e previsibilidade operacional.

Como escolher entre as melhores seguradoras com foco em risco e cobertura

As melhores seguradoras do Brasil se definem pela capacidade de atender às necessidades específicas de cada empresa. Ao considerar critérios técnicos e regulatórios, é possível estruturar uma proteção alinhada aos riscos e garantir maior estabilidade operacional.




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