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Conselho da Agência Internacional de Energia Atómica adopta resolução crítica contra o Irão

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Rafael Grossi, Diretor Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), durante sua coletiva de imprensa após a reunião do Conselho de Governadores da AIEA em Viena, Áustria, em 20 de novembro de 2024.

Pela segunda vez este ano, o Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), reunido em Viena, votado na noite de quinta-feira, 21 de novembrouma resolução exigindo que a República Islâmica do Irão melhore “urgentemente” a sua cooperação com a agência no seu programa nuclear. Apresentada pelo Reino Unido, França e Alemanha (E3), em coordenação com os Estados Unidos, esta resolução solicita à AIEA que “relatório abrangente” sobre as actividades nucleares do Irão.

Exige também o regresso de Teerão aos limites previstos no acordo de Viena de 2015 sobre a energia nuclear iraniana. (JCPOA para Plano de Acção Global Conjunto – “plano de acção global conjunto”), particularmente no que diz respeito ao enriquecimento de urânio, bem como à aceitação de medidas de vigilância reforçadas por parte dos inspectores da ONU. Esta iniciativa visa aumentar a pressão sobre o Irão num contexto de escalada das tensões militares entre Teerão e Israel, incentivando ao mesmo tempo a República Islâmica a lançar novas negociações sobre o seu controverso programa nuclear.

De acordo com Londres, Paris e Berlim, o Irão já possui urânio altamente enriquecido suficiente para produzir “quatro armas nucleares” e seu comportamento constitui um “ameaça à segurança internacional e ao sistema global de não proliferação”. A resolução foi aprovada por 19 dos 35 membros do Conselho. A Rússia, a China e o Burkina Faso votaram contra, enquanto 12 países se abstiveram.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Atritos entre os Estados Unidos e a Europa sobre a energia nuclear iraniana

Pouco depois da votação, as autoridades iranianas reagiram. Numa declaração conjunta, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Organização de Energia Atómica do Irão anunciaram a activação de novas centrifugadoras avançadas para enriquecimento de urânio. Falando aos jornalistas, Mohsen Naziri-Asl, embaixador do Irão nas Nações Unidas em Viena e na AIEA, considerou a adopção desta resolução um «lamentável»dizendo que chega num momento em que “boas promessas foram feitas” durante a recente visita do Diretor Geral da AIEA, Rafael Grossi, a Teerã.

Intensificar a pressão diplomática

Durante esta viagem, de 13 a 15 de novembro, este último observou que o Irão tinha tomado medidas preliminares para impedir o aumento das suas reservas de urânio enriquecido a 60%. Ele saudou esta medida como um passo «concreto»enquanto alerta contra “escalada desnecessária de tensões” falando sobre o projeto de resolução. Mencionou também o aumento significativo das reservas iranianas de urânio enriquecido a 60%, que ascendem agora a 182,3 kg, em comparação com 17,6 kg no relatório anterior, de Agosto.

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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