ACRE
Conselho de Segurança da ONU diz que a UNIFIL deve ser protegida após ataques israelenses | Israel ataca o Líbano Notícias
PUBLICADO
2 anos atrásem
O Conselho de Segurança insta todas as partes a respeitarem “a segurança do pessoal e das instalações da UNIFIL” no sul do Líbano.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) manifestou o seu apoio à Forças UNIFIL no sul do Líbano, após uma série de ataques israelitas à força de manutenção da paz da ONU.
Numa declaração na segunda-feira que não mencionou especificamente Israel, o conselho de 15 membros instou “todas as partes a respeitarem a segurança do pessoal e das instalações da UNIFIL”.
“Eles lembraram que as forças de manutenção da paz e as instalações da ONU nunca devem ser alvo de um ataque”, diz o comunicado. “Reiteraram o seu apoio à UNIFIL, sublinhando o seu papel no apoio à instabilidade regional.”
A declaração ocorre no momento em que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, intensifica sua retórica contra o Soldados da paz da ONUexortando-os a “atender ao pedido de Israel e a sair temporariamente do perigo”.
O governo israelita exigiu que a UNIFIL abandonasse as suas posições no Líbano, onde Israel intensificou as operações terrestres e uma campanha de bombardeamentos pesados que matou centenas de pessoas e deslocou um quarto da população do país.
“Esta reunião foi sobre o Conselho de Segurança se unir para fazer uma declaração com uma só voz de apoio à UNIFIL”, relatou Gabriel Elizondo da Al Jazeera a partir da sede da ONU em Nova Iorque.
As forças de manutenção da paz da ONU dizem que as forças israelitas atacaram as suas posições várias vezes durante a última semana, com dois feridos depois de Israel ter atacado a sede da UNIFIL duas vezes num período de 48 horas.
Tanques israelenses também quebrou os portões de uma posição da UNIFIL no fim de semana.
Esses ataques foram amplamente condenados, inclusive pelo secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que disse num post nas redes sociais no domingo que os ataques contra as forças de manutenção da paz da ONU eram uma violação do direito internacional e “podem constituir um crime de guerra”.
A força da ONU disse que permaneceria no local, apesar da pressão de Israel para abandonar as suas posições.
“Nós vamos ficar. Estamos no sul do Líbano sob mandato do Conselho de Segurança, por isso é importante manter uma presença internacional e manter a bandeira da ONU na área”, disse um porta-voz do grupo na segunda-feira.
A UNIFIL consiste em cerca de 10.000 forças de manutenção da paz de mais de 50 países, incluindo Indonésia, Índia e Irlanda.
No domingo, a ONU disse ter observado 1.557 incidentes através da Linha Azul, um ponto de demarcação entre o território libanês e israelense, com 93 por cento desse fogo vindo de Israel para o Líbano.
“Existem alguns países com algumas forças de manutenção da paz. Alguns na casa das centenas, alguns com mais de mil”, disse Elizondo da Al Jazeera sobre a UNIFIL.
“Portanto, eles estão observando isso de muito perto, porque há muitos países que têm alguns de seus cidadãos como parte desta implantação que estão agora em risco, e os riscos são elevados.”
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
Relacionado
ACRE
Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
Relacionado
ACRE
Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login