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Consultas públicas buscam proteger investidores de cripto – 19/01/2025 – Mercado
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Matheus dos Santos
Em novembro, o Banco Central abriu três consultas públicas sobre criptoativos com o objetivo de trazer maior segurança aos investidores do setor. A medida era aguardada por empresas de cripto, que esperam atrair o público com uma maior regulamentação.
A ferramenta é utilizada para pedir opiniões sobre temas pertinentes e fundamentar regras e normas. Para Julia Rosin, líder de políticas públicas da Bitso Brasil, uma fintech de cripto, “as consultas são processos que ajudam a construir uma regulamentação mais horizontal entre o regulador e o mercado”.
Entre as consultas públicas, a 109 é considerada a principal. Ela define algumas exigências para as empresas que querem atuar com criptoativos.
A consulta sugere que as instituições deverão oferecer contas de pagamento para os seus clientes, em proposta que reforça a segregação patrimonial. O dispositivo impede empresas de usarem recursos dos investidores para suas próprias operações, o que os protege em caso de crise da instituição.
A segregação patrimonial para o setor cripto foi aprovada no início de novembro pela Câmara dos Deputados. A proposta está no Senado.
A norma também sugere que empresas de criptomoedas se dividam em três modalidades: intermediárias, custodiantes e corretoras. Cada uma delas irá precisar de um valor de capital mínimo.
Para serem autorizadas pelo Banco Central, as intermediárias, que atuam na compra, venda e troca de criptomoedas, precisarão de um capital mínimo de R$ 1 milhão; as custodiantes, responsáveis por realizar a proteção do setor, de R$ 2 milhões; e as corretoras, que realizam simultaneamente atividades previstas para intermediárias e custodiantes, R$ 3 milhões.
De acordo com Cristiano Correa, professor de finanças e mercado financeiro do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), as definições tem o objetivo de resguardar os investidores. “Assim como aconteceu com as bets, o propósito é filtrar aqueles que têm condição operacional e de capital, de exercer a atividade com ativos, dos que não”, diz.
A segunda consulta, 110, define as etapas de autorização para prestadoras de serviços de ativos virtuais.
Na proposta, é exigido que as empresas tenham origem lícita de recursos, infraestrutura compatível com o negócio, reputação ilibada e capacidade técnica dos administradores, entre outros.
“Quem se aproveitava da zona cinzenta e de lacunas regulatórias terá que se adequar. O mesmo aconteceu nos mercados financeiro e mobiliário”, diz Julia, da Bitso.
No final de novembro (29), o Banco Central lançou uma terceira consulta, a 111. Ela define que as empresas que comercializam criptomoedas internacionais se adequem as regras do mercado de câmbio tradicional.
Segundo o órgão, as empresas poderão atuar em transferências internacionais que envolvam ativos virtuais, operações com ativos virtuais pareados a moedas estrangeiras, como o dólar, e troca de criptomoedas pareadas ao real (como BRZ) por cliente estrangeiro.
O Banco Central também defende proibir a transferência de criptomoedas pareadas a moedas estrangeiras para uma carteira autocustodiada, isto é, gerida pelo investidor e sem intermédio de uma corretora. A medida tem sido acusada de limitar a liberdade dos clientes.
De acordo com Erik Oioli, advogado sócio do VBSO Advogados e especialista em mercado de capitais, as regras buscam disciplinar o setor.
“Hoje, não existe uma regulamentação e o prestador de serviço pode atuar livremente. A curto prazo, a norma que proíbe a transferência para carteira de autocustódia, por exemplo, pode afetar a circulação de stablecoins (criptomoedas pareadas a outros ativos, como o dólar). Mas no médio e longo prazo, pode atrair grandes investidores, inseguros com a falta de normas”, diz.
As consultas públicas 109 e 110 ficarão abertas até 7 de fevereiro de 2025 para contribuições do público e do setor, enquanto a 111 ficará até 28 de fevereiro. Após este prazo, o órgão regulador irá compilar e analisar as sugestões, definindo o que considera pertinente.
Feita esta deliberação, uma regra será publicada, com período de seis meses para entrar em vigor. Neste intervalo, as empresas poderão se adaptar às novas determinações.
Propostas devem trazer mais confiança aos investidores, dizem especialistas
Segundo especialistas, uma maior regulação deve atrair novos clientes, aumentando o volume de transações.
Para Correa, os problemas recorrentes do setor estão concentrados nas corretoras, chamadas de exchanges, cuja função é intermediar as negociações entre vendedores e compradores de ativos digitais. As normas devem sanar isso, diz.
“A preocupação do Banco Central é pertinente e deve trazer maior sustentabilidade para o mercado de cripto. Esses ativos já são desacreditados e relacionados a crimes. Como evitar isso? Desenvolvendo regras e punindo empresas que não as cumpram”, afirma.
Para Erik Oioli, do VBSO Advogados, apesar da longevidade do mercado, que completa 16 anos em 2024, ainda há insegurança até mesmo entre aqueles que integram o mercado.
“Surge uma curiosidade em épocas de máximas históricas, como do Bitcoin, mas ainda há uma insegurança por não conhecer, saber como funciona e pela falta de uma chancela do Estado. A norma pode até demandar custos de adaptação de quem opera, mas é o preço para que o mercado ganhe mais espaço”.
Folha Mercado
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O mercado de criptoativos no Brasil tem crescido. Em setembro, segundo dados da Receita Federal, o setor movimentou R$ 115,8 bilhões. O número foi puxado por transações diretas de pessoas jurídicas sem uso de exchanges (R$ 97 bilhões). Em 2024, o setor ultrapassou os R$ 389 bilhões.
O número pode ser mais alto, porque pessoas com menos de R$ 5.000 em criptos, segundo a legislação, não são obrigadas a informá-las ao órgão.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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