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“Contra o tráfico de drogas, uma narrativa intransigente muitas vezes não produz resultados duradouros no terreno”

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euuma redução significativa ou mesmo eliminação da produção, consumo e tráfico de estupefacientes com base no princípio da “guerra às drogas” (expressão utilizada, particularmente nos Estados Unidos, para designar os esforços governamentais no combate ao tráfico e consumo de drogas) não só provou a sua incapacidade para atingir os seus próprios objectivos, mas também trouxe a sua quota-parte de consequências inesperadas. A primeira é a própria existência de um mercado ilegal global estimado em mais de 400 mil milhões de euros anualmente (entre 3,5 e 6 mil milhões em França), de acordo com a Global Financial Integrity (uma ONG localizada em Washington): um mercado resiliente face a todas as respostas policiais e judiciais, e responsável pelo aumento da violência.

A longo prazo, o modelo de proibição em vigor em quase todo o mundo deve ser questionado, porque não tem sido capaz de impedir o crescimento do mercado de drogas ilegais. Mas este questionamento é um debate que requer aceitação social.

No quadro actual, a repressão continua a fazer parte de uma resposta abrangente. Mesmo países com políticas públicas descritas como brandas, como Suíça, reconhecida pela solidez dos seus “quatro pilares” (prevenção, tratamento, redução de riscos e repressão)ou mesmo Portugal, famoso pela descriminalização do consumo pessoal, dedicam a parte mais importante dos seus programas à luta contra o tráfico.

Respostas públicas fracas

No entanto, medidas punitivas contra usuários de drogas provaram os seus limites para dissuadir o consumo e impedir o tratamento, se necessário, de consumidores que sofrem de dependência. Esta criminalização do consumo afecta apenas superficialmente a procura no mercado de drogas. Isto foi provado repetidamente em França (como indicado pela leitura dos relatórios de o Observatório Francês de Drogas e Tendências Aditivas ou a Agência de Drogas da União Europeia), apesar da inflação de medidas e posições tomadas por diferentes governos nos últimos cinco anos.

Um novo plano contra o tráfico de drogas pode certamente ser necessário, mas uma narrativa agressiva apoia a fraqueza das respostas públicas e mina a capacidade daqueles que estão no poder de fornecer soluções diferenciadas, abrangentes e eficazes. Tais soluções exigem a clarificação de quem seria alvo de sanções penais e a definição de prioridades nas responsabilidades na cadeia criminosa das drogas. O assédio aos traficantes de rua só leva a movimento geográfico do tráfego sem afetar os líderes das gangues e, acima de tudo, provoca uma reação violenta dos delinquentes.

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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