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Cop 29: Líderes discursarão na cúpula após relatório constatar que promessas climáticas não foram cumpridas – atualizações ao vivo | Cop29

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Matthew Taylor

Ajit Niranjan

Muhammad Yunus, principal conselheiro do governo interino do Bangladesh, atacou o “consumo ilimitado” e apelou a uma nova cultura sem desperdício, combustíveis fósseis ou lucro pessoal.

“A nossa civilização corre um grande risco à medida que continuamos a promover valores autodestrutivos”, disse Yunus, economista e galardoado com o Nobel. “Escolhemos um estilo de vida que vai contra o meio ambiente. Justificamos isto com um quadro económico que é considerado tão natural como o sistema planetário.”

Yunus tornou-se o chefe interino do governo interino de Bangladesh em agosto, depois que a primeira-ministra do país, Sheikh Hasina, fugiu para o exterior diante de distúrbios violentos contra o seu governo.

Yunus apelou a uma contracultura baseada em valores diferentes, mas disse que o estilo de vida seria escolhido pelos jovens, em vez de lhes ser imposto.

“Isso pode ser feito”, disse Yunus. “Tudo o que precisamos fazer é aceitar um novo estilo de vida consistente com a segurança do planeta e de todos os que nele vivem.”

Damian Carrington

Damian Carrington

A justiça foi o tema de um forte discurso de Gaston Browne, primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, cujas ilhas suportam o peso dos furacões sobrecarregados pelo clima.

“Para nações como a minha, (as alterações climáticas) já não são um aviso, mas uma realidade diária e devastadora. Não podemos esperar mais por promessas vazias.” Ele diz que as nações ricas devem entregar o acordo financeiro de um trilhão de dólares que é a questão chave no Cop29.

“Para aqueles que têm a maior responsabilidade, digo isto: o momento da responsabilidade moral é agora – a justiça exige que as promessas sejam cumpridas.” Ele apela a subvenções e não a empréstimos, o que poderia agravar os níveis de dívida.

Browne também diz que o seu país apoia a iniciativa de Vanuatu no Tribunal Internacional de Justiça pedindo um parecer sobre as obrigações legais que todos os estados têm em relação às alterações climáticas. “Se as promessas voluntárias permanecerem quebradas, o direito internacional será o nosso caminho para a justiça.”

Giorgia Meloni, Primeira-Ministra de Itália, discursa agora no evento dos líderes, relata o meu colega Damião Carrington, tendo “chegado atrasado e um pouco sem fôlego”.

Meloni salienta que a população mundial será de 8,5 mil milhões de pessoas em 2030 e o PIB global será muito mais elevado, o que trará mais procura de energia. Além das energias renováveis, ela diz que “o gás, os biocombustíveis, o hidrogénio e a captura e armazenamento de carbono” têm todos um papel, embora os cientistas estejam certos de que todos os combustíveis fósseis devem ser eliminados gradualmente.

Ela também cita a fusão nuclear como um potencial “gamechanger”, embora a piada de que a fusão está sempre a 40 anos de distância não mostra muitos sinais de envelhecer. É muito improvável que a energia em grande escala proveniente da fusão nuclear chegue a tempo de impedir o aquecimento global que já está a destruir comunidades em todo o mundo.

Depois de um discurso bastante técnico, Meloni termina com uma nota pessoal: “Sou mãe e, como mãe, nada me dá mais satisfação do que quando trabalho por políticas que permitirão à minha filha e à sua geração viver num mundo melhor .”

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, ajusta o microfone enquanto fala durante uma sessão plenária na COP29 em Baku, Azerbaijão. (Foto AP / Sergei Grits) Fotografia: Sergei Grits/AP

Meu colega Damian Carrington tem mais da cimeira de líderes de hoje em Cop29 – e a notícia de que um dos poucos líderes mundiais do G7 que compareceu perdeu o seu lugar para falar.

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, perdeu sua vaga na cúpula de líderes, parte da Cop29. Meloni e Keir Starmer do Reino Unido são os únicos líderes do G7 presentes.

Entretanto, o Príncipe Herdeiro do Kuwait, Sabah Khaled Al-Hamad Al-Sabah, compromete-se a reduzir as emissões de carbono do seu país em 80% até 2040, o que parece muito impressionante, mas é muito improvável que inclua a substancial produção de petróleo e gás do estado.

O Cardeal Pietro Parolin, representando o Vaticano, concentra-se no financiamento de trilhões de dólares para os países em desenvolvimento, que é a questão chave em Baku. Ele diz que estes países não devem ser endividados ainda mais com empréstimos para a acção climática: “A dívida ecológica e a dívida ambiental são duas faces da mesma moeda.”

Petr Fiala, primeiro-ministro da Chéquia, basicamente faz um discurso de vendas para a indústria de energia nuclear do seu país. “Acredito firmemente que a energia nuclear é necessária para cumprir as metas de sustentabilidade.” Ele afirma que a Chéquia tem 50 anos de experiência e está “pronta para ajudar qualquer país que pretenda utilizá-la no futuro”. A energia nuclear é “limpa e muito segura”, diz ele. Os críticos dizem que é muito mais caro do que a energia renovável e muito mais lento para construir.

Damian Carrington

Damian Carrington

O primeiro líder nacional a falar em Cop29 na quarta-feira estava Shina Ansari Hamedani, vice-presidente do Irão, e o seu discurso foi uma mistura inebriante de política climática e geopolítica. O seu ponto principal foi que as sanções internacionais “ilegais e unilaterais” contra o Irão impedem-no de aceder ao financiamento para construir uma economia verde. Nisto incluiu a energia nuclear, cujo desenvolvimento é uma razão fundamental para as sanções.

Ela também chamou as sanções de “injustificadas e irracionais”, antes de também condenar a guerra em Gaza, chamando Israel de “regime sionista ocupante”. O seu último ponto foi mais suave ao apelar à acção global: “O nosso ambiente partilhado é um vínculo comum”.

O Irão é fortemente dependente do petróleo para obter receitas e é muito vulnerável aos impactos climáticos, incluindo secas e ondas de calor húmidas mortais.

A vice-presidente do Irã, Shina Ansari, fala durante uma sessão plenária na Cúpula do Clima da ONU COP29, em Baku, Azerbaijão. (Foto AP / Sergei Grits) Fotografia: Sergei Grits/AP

Como estamos esperando que as coisas aconteçam em Baku hoje, esta é uma atualização útil sobre todas as coisas sobre Policial, da minha colega Fiona Harvey

Damian Carrington

Damian Carrington

É o terceiro dia da Cop29 aqui em Baku e mais líderes globais subirão ao palco, incluindo a italiana Giorgia Meloni e o paquistanês Shehbaz Sharif. O objectivo é estimular os negociadores para um acordo forte, expondo os impactos severos da crise climática e a “terrível verdade” trazida pela Pedro Sánchez, da Espanha e por Mohamed Muizzu, das Maldivas, fez exatamente isso.

O presidente do país anfitrião, o Azerbaijão, Ilham Aliyev, adotou uma abordagem diferente e disse que o petróleo e o gás do seu país eram um “presente de Deus”.

Mas todos os países enfrentam hoje um relatório desastroso sobre a acção climática na publicação do relatório do Orçamento Global de Carbono deste ano. Esse conclui que as emissões provenientes de combustíveis fósseisa causa esmagadora do aquecimento global, atingirá outro recorde em 2024.

Isto constitui um forte contraste com o acordo da última cimeira, Cop28, para “transição para longe dos combustíveis fósseis”, que foi aclamado como um marco pela simples mas surpreendente razão de que nenhum acordo de cimeira anterior tinha mencionado combustíveis fósseis. É também um forte contraste com a realidade de que as emissões devem diminuir 43% até 2030 para termos alguma hipótese de manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5ºC e limitar a carnificina climática.

“Os impactos das alterações climáticas estão a tornar-se cada vez mais dramáticos, mas ainda não vemos nenhum sinal de que a queima de combustíveis fósseis tenha atingido o pico”, afirma o professor Pierre Friedlingstein, da Universidade de Exeter, que liderou o relatório.

Assim, os negociadores têm muito trabalho para garantir que a próxima ronda de compromissos climáticos nacionais, prevista para Fevereiro, proporcione uma mudança radical. Terça-feira viu um momento positivo quando o O Reino Unido anunciou um forte compromissocomprometendo-se a reduzir as emissões em 81% até 2035, uma medida que foi amplamente bem recebida em Baku.

Quarta-feira também verá eventos apoiados pelo Cop29 Presidência no avanço do esforço para triplicar a energia nuclear e enfrentar os desafios dos pequenos estados insulares em desenvolvimento, que enfrentam a extinção literal devido à elevação dos mares.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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