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COP29: Parlamento Europeu condena violações no Azerbaijão – 24/10/2024 – Ambiente

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Giuliana Miranda

O Parlamento Europeu aprovou, na manhã desta quinta-feira (24), uma resolução condenando a violação de direitos humanos e a repressão contra ativistas, jornalistas e líderes da oposição no Azerbaijão, sede da próxima conferência do clima da ONU, que acontece de 11 a 22 de novembro.

Os eurodeputados afirmaram que “os abusos do Azerbaijão são incompatíveis com sua função de anfitrião da COP29“. Um dos maiores eventos do calendário das Nações Unidas, o encontro do clima deve reunir mais de 30 mil pessoas em Baku.

O documento —que recebeu 453 votos a favor, 31 contra e 89 abstenções— pede ainda que a União Europeia acabe com sua dependência do gás comprado no país.

O texto é recheado de críticas ao regime de Ilham Aliyev. O presidente está no poder desde 2003, quando foi eleito em um controverso pleito após a morte do pai, Heydar Aliyev, que liderou o país nos dez anos anteriores.

A resolução insta os líderes da União Europeia, em particular a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, “a utilizarem a COP29 como uma oportunidade para lembrar o Azerbaijão de suas obrigações internacionais e abordar de forma significativa o histórico de direitos humanos do país em suas interações com as autoridades azeris”.

Os eurodeputados pedem ainda que UE e seus Estados-membros “façam todo o possível para garantir que as conferências das Nações Unidas sobre mudanças climáticas não sejam realizadas em países com históricos ruins de direitos humanos”.

O aumento da repressão no Azerbaijão vem sendo denunciado por várias entidades independentes, que destacam a deterioração da defesa dos direitos humanos do país na reta final antes da COP29.

Comentando que a discussão no Parlamento Europeu acontece a menos de três semanas do início da conferência, o comissário europeu para os direitos Sociais, Nicolas Schmit, afirmou que o evento será “uma oportunidade de reverter a tendência preocupante do ano passado, de um espaço progressivamente diminuto para a sociedade civil, intensificação de repressão contra a mídia independente e vozes dissidentes e um número crescente de prisões arbitrárias”.

O comissário apelou ainda à liberação de todos os presos políticos. “Nossa posição é clara: o governo do Azerbaijão deve libertar todos aqueles que foram presos por exercer seus direitos fundamentais, incluindo jornalistas, defensores dos direitos humanos e ativistas políticos.”

Tanto no debate que antecedeu a votação quanto nas discussões ao longo da semana, muitos eurodeputados adotaram uma posição ainda mais dura, pedindo abertamente sanções contra autoridades azeris e mesmo a interrupção de um acordo para a compra de gás natural firmado com a UE. Esse entendimento foi acertado com Ursula von der Leyen em 2022, como parte da estratégia para diminuir a dependência energética da União Europeia em relação à Rússia

Os combustíveis fósseis são a principal fonte de receita do Azerbaijão, responsáveis por mais de 90% das exportações do país.

“O sistema do presidente Ilham Aliyev é baseado em receitas de gás e petróleo e na supressão do dissenso. A situação para os ativistas da oposição, jornalistas e defensores dos direitos humanos no Azerbaijão é catastrófica. Antes que a atenção internacional se volte para a conferência das Nações Unidas sobre mudança climática em Baku, a oposição e a sociedade civil estão sendo silenciadas”, disse o eurodeputado Sergey Lagodinsky, integrante do bloco Verdes/Aliança Livre Europeia.

A resolução aprovada pelo Parlamento Europeu também pede que qualquer futuro acordo entre o bloco europeu e o Azerbaijão esteja condicionado “à libertação de prisioneiros políticos, à implementação de reformas legais, à melhoria geral da situação dos direitos humanos no país, bem como à demonstração da genuína disposição de Baku para se engajar fielmente nas negociações de paz com a vizinha Armênia após a ofensiva do Azerbaijão em Nagorno-Karabakh em 2023”.

A região de Nagorno-Karabakh está dentro do Azerbaijão, mas historicamente foi habitada por uma maioria de pessoas de de etnia armênia. A área é alvo de disputa entre os dois países há várias décadas. Após uma ofensiva azeri que capturou parte do território em 2020, um cessar-fogo mediado pela Rússia encerrou temporariamente o conflito. Em 2023, contudo, o Azerbaijão voltou a atacar a região, levando à fuga de boa parte da comunidade armênia.

Os deputados europeus defenderam a normalização das relações entre os dois países e assinatura de um acordo de paz, havendo ainda a liberação de presos de guerra armênios.

Antes mesmo da votação, o governo do Azerbaijão já havia respondido de forma contundente à resolução dos deputados europeus, insinuando que o posicionamento era influenciado justamente pela influência da Armênia.

“Algumas das discussões no Parlamento Europeu nos lembram um teatro do absurdo ou um circo,” disse Hikmet Hajiyev, chefe de política externa do Azerbaijão, ao jornal digital Politico. “

O mundo já viu a prática vergonhosa de corrupção nesta instituição. Muitos daqueles que falam alto contra meu país estão na folha de pagamento do lobby armênio e da campanha de relações públicas e lobby do governo armênio”, disse ele, sem apresentar provas de suas acusações.

Hajiyev aconselhou as autoridades europeias a se preocuparem com os direitos humanos dentro da própria UE, criticando também o pedido de libertação dos prisioneiros.”As exigências para libertar criminosos de guerra armênios que mataram civis inocentes do Azerbaijão são equivalentes à libertação de criminosos de guerra nazistas.”



Leia Mais: Folha

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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