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COP30: Cientistas, empresários e políticos lançam apoio – 13/12/2024 – Ambiente
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2 anos atrásem
Everton Lopes Batista
Um grupo de 138 nomes de destaque em diversas áreas no Brasil se reuniu para formar o Todos Pela COP30, movimento que pretende traçar planos para apoiar e amplificar o potencial do evento no combate às mudanças climáticas.
A 30ª conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mudanças climáticas, que reunirá líderes mundiais, pesquisadores, ONGs e sociedade civil, está marcada para ocorrer de 10 a 21 de novembro de 2025 em Belém.
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Os nomes que assinam o manifesto do coletivo vão da ciência ao entretenimento, como o climatologista Carlos Nobre, reconhecido internacionalmente por suas pesquisas na área, e o apresentador de TV e empresário Luciano Huck, que tem investimentos na área ambiental.
No coletivo, composto por 47 mulheres e 91 homens, estão ainda o economista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central; Candido Bracher, ex-presidente do Itaú Unibanco e colunista da Folha, e o engenheiro agrônomo Guto Quintella, que já ocupou o cargo de diretor global da Vale.
Políticos como o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), a vice-governadora do estado, Hana Ghassan (MDB), e a deputada federal Tabata Amaral (PSB) também fazem parte do grupo.
Em carta publicada pelo movimento em anúncios na imprensa, o grupo diz enxergar na COP30 uma oportunidade para o Brasil exibir ao mundo sua natureza e mostrar que sabe ser responsável por ela.
Segundo Quintella, a origem do movimento data de mais de um ano, quando um pequeno grupo apoiou o Governo do Pará para formalizar uma estratégia ambiental com 13 compromissos. Entre as ações estão a restauração de 100 mil hectares de florestas —20 mil deles antes da COP30— e o desenvolvimento de um plano de adaptação climática para todos os municípios.
Medidas como a implantação da rastreabilidade do rebanho bovino, mirando uma pecuária sustentável, e a ampliação das brigadas de combate a queimadas e desmatamento também estão contempladas.
“Quando esse grupo publicou [a estratégia], resolveu escrever uma carta para justificar o gesto em apoio à COP30 e convidou outras pessoas a aderirem. Em dois dias, sem nenhum esforço, muitos nomes relevantes aderiram”, afirma Quintella.
“O grupo reúne setores importantes do Brasil, empresários preocupados com o meio ambiente e cientistas, que levam ao coletivo os riscos sobre o que está acontecendo com o clima e o que precisa ser feito. É um grupo capaz de discutir a relevância da COP30, que deve ser a [cúpula] mais importante de todas até agora”, diz o cientista Carlos Nobre.
Na visão do especialista, o cenário climático não é animador, e os dados de altas temperaturas pedem urgência das ações.
“Em 2023 e 2024, tivemos o maior número de eventos climáticos extremos da história. A ciência já alertava para essa situação. Agora, nós precisamos estar muito mais preparados para esses eventos”, diz.
Para ele, a COP30 deve ter como um de seus principais focos a busca por melhores planos para a adaptação da humanidade diante de condições climáticas mais adversas, causadas pela aceleração da emissão de gases de efeito estufa.
Segundo Quintella, o movimento agora deve identificar as melhores formas de cooperar e se estruturar para alcançar os objetivos previamente desenhados.
“Por ora, o que une a todos é a preocupação com a questão ambiental e o desejo de cooperar para que a COP30 se torne um marco relevante no caminho para a superação do desafio do aquecimento global”, conclui.
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Ufac celebra o Dia do Servidor Público no campus Floresta — Universidade Federal do Acre
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28 de outubro de 2026A Ufac realizou a comemoração do Dia do Servidor Público no campus Floresta. O evento ocorreu nessa terça-feira, 27, reunindo professores, técnico-administrativos, integrantes da administração superior e de sindicatos. A programação contou com a cerimônia de entrega das portarias para a nova diretoria da universidade em Cruzeiro do Sul (AC) e a entrega de crachás aos servidores.
O reitor Josimar Ferreira entregou as portarias que designam o professor Hugo Mota Ferreira Leite como diretor-geral do campus e o servidor técnico-administrativo Anselmo de Jesus Damasceno como diretor de Administração, Manutenção e Infraestrutura.
Ele também fez a entrega simbólica de crachás a quatro servidores, sendo que cada um contabiliza 20 anos de trabalho na Ufac: os técnicos em assuntos educacionais Alexon de Lima Moura Barros e Fernanda Cristina Jucá de Lima; os professores Francisco Ricardo Negri e Maria Aldecy Rodrigues de Lima.
Além disso, houve uma apresentação institucional ministrada pelo coordenador da área de saúde dos Serviços Social do Transporte (Sest) e Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) de Cruzeiro do Sul, Francisco da Silva Souza, destacando os benefícios da parceria firmada com a universidade. Para celebrar a data, a administração realizou, ainda, sorteios comemorativos conduzidos pelo reitor.
Também compuseram a mesa de solenidade a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Antonio Amaro; o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Miranda; o pró-reitor de Administração, Tony Eli da Silva Roca; a vice-diretora do CEL, no exercício da direção, Francisca Adma de Oliveira Martins; o diretor do CMulti, Antonio William Flores de Melo; o coordenador de Gestão de Recursos Humanos, Jason de Oliveira Gomes; a representante da Adufac, Suerda Mara Monteiro Vital; e o representante do Sintest, Bruno César Mota Brandão.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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