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Coppola é homenageado em Curitiba e fala com estudantes – 31/10/2024 – Ilustrada

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Catarina Scortecci

De passagem pelo Brasil para divulgar Megalópolis, o lendário cineasta Francis Ford Coppola está nesta quinta-feira (31) em Curitiba, onde recebeu no início da tarde a mais alta honraria do governo do Paraná, a Ordem do Pinheiro.

Ele ainda deu uma palestra no Teatro Guaíra, pela manhã, para uma plateia formada em parte por entusiasmados estudantes de cinema da Universidade Tuiuti do Paraná, que organizou o encontro em parceria com o governo estadual.

Na plateia estava a filha do urbanista Jaime Lerner, ex-governador do estado e ex-prefeito de Curitiba, morto em 2021, e que inspirou a construção do protagonista de “Megalópolis”, vivido pelo ator Adam Driver.

“A primeira coisa que vocês devem saber é que não precisam fazer tudo que te mandam fazer”, começou Coppola, ao se recusar a receber de imediato a homenagem que a universidade havia preparado a ele.

Ele entrou no palco do Guaíra atrasado, porque dedicou tempo para tirar fotos na estação-tubo de ônibus, uma das marcas da gestão Lerner, e preferiu pular a pompa para falar diretamente com os estudantes, que ao final puderam até fazer perguntas a ele, o que não estava previsto.

“Acredito que nós, da humanidade, somos uma única família. Uma família de gênios que consegue resolver todos os muitos problemas que aparecem no mundo atualmente. Uma coisa que me inspirou em Curitiba e no trabalho visionário de Jaime Lerner era como ele, ao olhar para um problema, encontrava dentro de si a sua solução, usando a criatividade”, disse Coppola à imprensa.

Coppola e Lerner se conheceram em 2003, quando o lendário cineasta passou três semanas em Curitiba e também deu uma aula aos alunos de cinema da Tuiuti. Na época, ele se hospedou no luxuoso hotel Bourbon, em uma região movimentada do centro da cidade, onde tentou passar incógnito.

A passagem de Coppola por Curitiba mais de 20 anos atrás rendeu histórias. Andou de ônibus, foi a estádio de futebol, fez amizades com comerciantes da região —o pedido por “two bananas” na quitanda próxima ao hotel está entre os relatos famosos registrados pela imprensa local.

Também se tornou cliente frequente de um tradicional restaurante italiano do bairro Batel, A Pamphylia, onde também fez a própria pizza. No cardápio do local, até hoje é oferecida a pizza de nome F. F. Coppola, com “mozzarella, molho de tomate fresco, azeite, manjericão e massa grossa”.

“Em 2003, ele estava fazendo uma pesquisa porque queria ter uma visão de futuro de cidade boa. Porque os filmes futuristas sempre colocam a cidade num lugar sombrio. E ele tinha ouvido falar de Curitiba, das soluções urbanas, e veio pesquisar”, diz Ilana Lerner à Folha.

“Ele e meu pai se identificaram muito. Os dois têm uma visão carinhosa para o mundo. E o Coppola foi muito legal, foi cozinhar na casa do meu pai, brincou com meus filhos no chão”, conta ela, que guardou duas versões de roteiro de “Megalópolis” enviados por Copolla a seu pai, em 2008. “Mas depois eles nem falavam mais deste projeto, que a gente não sabia se ia sair ou não.”

Segundo ela, o último encontro de Lerner e Coppola foi possivelmente entre 2017 e 2018, quando o urbanista viajava pelos Estados Unidos para o lançamento no país do livro “Acupuntura Urbana”. Lerner tomou café com Coppola na sede da Zoetrope, a produtora do cineasta que fica em San Francisco.

Ilana ainda não assistiu a “Megalópolis”, que estreia nesta quinta nos cinemas brasileiros, mas diz que está curiosa para ver se “este prefeito [personagem interpretado por Driver] é otimista também, como meu pai”.

“A cidade foi a vida do meu pai. Ele dizia que a cidade não é o problema, é a solução, e que a transformação urbana era possível em qualquer cidade. E dizia que o cidadão, o morador, era parte desta transformação urbana. Sempre respeitando a escala do homem. Talvez Coppola tenha sido atraído por isso. Eu espero ver isso no filme.”

Assim como em 2003, a palestra a estudantes nesta quinta ocorreu por iniciativa da professora Denize Araújo, coordenadora desde 1995 do curso de pós-graduação de cinema na Tuiuti.

“Em 2003, o Marden Machado me falou que o Coppola estava no hotel Bourbon. Aí deixei um recado para ele, convidando para ele falar meia hora com meus alunos. Pensei que ele evidentemente não ia responder. Mas ele respondeu e ainda disse: meia hora é pouco”, relembra. “Quando ele veio, eu avisei aos alunos assim: vamos fazer de conta que nós estamos acostumados a falar com grandes cineastas. Mas não deu certo. Ele entrou na sala e foi foto para tudo quanto é lado.”

“Em 2004, ele escreveu um email dizendo que adorou Curitiba e que um dia gostaria de voltar. Aí [dias atrás] o jornalista Marden Machado me deu a dica [de que o Copolla estaria no Brasil]. Eu peguei este email de 2004 e escrevi: estou respondendo seu email de 2004, é a sua chance”, conta ela, dando risada.

Inicialmente, a ideia era que Coppola falasse nesta quinta somente a estudantes da Tuiuti – assim como fez em 2003. Mas a “masterclass” depois se abriu ao público em geral, de forma gratuita. A Secretaria de Estado da Cultura, que ajudou na organização do evento, disse que as inscrições se esgotaram em meia hora.

Depois da palestra, Coppola almoçou com o vice-governador do Paraná, Darci Piana, no Palácio Iguaçu, onde o cineasta recebeu a Ordem do Pinheiro, a mais alta honraria do estado. A cerimônia foi rápida, e ao som do tema que Nino Rota escreveu para “O Poderoso Chefão”.

À tarde, Coppola deve ir ao Instituto Jaime Lerner e, à noite, o cineasta estará na estreia de “Megalópolis” no Cine Passeio, um charmoso espaço cultural.



Leia Mais: Folha

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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