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Coreia do Norte se prepara para enviar mais tropas para a guerra na Ucrânia, diz Coreia do Sul | Ucrânia
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Justin McCurry in Tokyo
A Coreia do Norte está se preparando para enviar mais soldados para lutar na guerra na Ucrânia, oficiais militares em Coréia do Sul disse, apesar dos relatos de pesadas baixas entre as tropas do estado comunista que já foram enviadas para o campo de batalha.
A alegação de que Pyongyang poderia estar a planear aumentar o seu apoio ao Kremlin veio como Donald Trump sugeriu que ele tentaria reacender seu relacionamento com Kim Jong-undescrevendo o líder norte-coreano como um “cara inteligente” em entrevista à Fox News.
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS) disse num comunicado na sexta-feira que quatro meses depois de o Norte ter enviado cerca de 11 mil soldados para o Ucrânia conflito – um número significativo dos quais foi morto ou ferido – o regime “é suspeito de acelerar medidas de acompanhamento e preparação para um envio adicional de tropas”.
O JCS não deu detalhes sobre quais medidas de acompanhamento Pyongyang poderia estar considerando.
A Coreia do Norte começou a enviar tropas para a guerra na Ucrânia no outono passado, meses depois de Kim e Vladimir Putin terem acordado um pacto de defesa mútua destinado a fortalecer a sua aliança contra o que os líderes chamaram de “hegemonia ocidental” liderada pelos EUA.
Em troca de fornecer botas no terreno, bem como armas e munições, pensa-se que a Coreia do Norte espera obter acesso à sofisticada tecnologia russa de mísseis e satélites.
Numa entrevista na quinta-feira, Trump disse que planeava ressuscitar as tentativas de envolver Kim, com quem se encontrou três vezes durante o seu primeiro mandato na Casa Branca.
Quando questionado se iria “procurar” Kim novamente, Trump respondeu: “Eu irei, sim. Ele gostou de mim. Trump acrescentou que Barack Obama se referiu à Coreia do Norte como a “maior ameaça” quando se encontraram durante a transição presidencial no final de 2016.
“(Obama) disse que a Coreia do Norte é a maior ameaça e eu resolvi esse problema”, disse Trump, de acordo com um relato da entrevista feito pela agência de notícias Yonhap. “E eu me dava bem com ele. Ele não é um fanático religioso. Acontece que ele é um cara inteligente. Kim Jong-un é um cara inteligente.”
Durante a sua primeira cimeira, em Singapura, em junho de 2018 – a primeira entre um líder dos EUA e da Coreia do Norte – Trump e Kim assinaram um acordo comprometendo-se a “desnuclearização completa da península coreana”, com Trump saudando a reunião como um sucesso.
Mas a sua segunda cimeira, em Hanói, em Fevereiro de 2019, terminou em fracasso quando os dois discordaram sobre o que os EUA deveriam oferecer à Coreia do Norte em termos de alívio das sanções em troca do desmantelamento do seu arsenal nuclear.
Eles se encontraram novamente no zona desmilitarizada – a fronteira fortemente armada que separa a Coreia do Norte e a Coreia do Sul – em Junho de 2019, e concordou em estabelecer conversações a nível de trabalho. Mas as negociações nucleares entre os EUA e a Coreia do Norte não se realizam desde finais de 2019, e Pyongyang realizou numerosos testes de mísseis balísticos. No entanto, não testa uma arma nuclear desde 2017.
O envolvimento da Coreia do Norte no conflito com a Ucrânia é amplamente considerado um desastre. Suas tropas não têm experiência de combate e lutam em território desconhecido. E no início deste mês, as forças ucranianas capturou dois soldados norte-coreanosum dos quais disse que não foi informado de que estava sendo enviado para lutar na guerra, acreditando que, em vez disso, estava participando de um exercício de treinamento.
Autoridades do governo ucraniano afirmam que a Coreia do Norte enviou cerca de 11.000 soldados para a região russa de Kursk. Autoridades de inteligência na Coreia do Sul dizem que 270 deles foram mortos e cerca de 2.700 feridos.
A Coreia do Norte não reconheceu publicamente o seu papel na guerra, mas em Outubro Putin não negou que soldados norte-coreanos estivessem na Rússia, enquanto o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Norte, Kim Jong-gyu, disse que qualquer destacamento desse tipo estaria em linha com a política internacional. lei.
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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre
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6 de março de 2026A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).
A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.
Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.
Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável.
Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas. No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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