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Coreia: Presidente afastado diz que vai lutar até o fim – 02/01/2025 – Mundo
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O presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, disse a apoiadores em carta divulgada nesta quinta-feira (2) que vai “lutar até o fim” após a Justiça do país aprovar um mandado de prisão contra ele.
Investigadores solicitaram a captura depois que Yoon, afastado pelo Parlamento em razão de uma tentativa de autogolpe, recusou-se a prestar depoimento sobre o decreto de lei marcial que desencadeou a crise.
O CIO (Escritório de Investigação de Corrupção para Autoridades de Alto Escalão) disse que as autoridades vão prender Yoon até a próxima segunda (6), mas não está claro se os agentes responsáveis por sua segurança, que já impediram o cumprimento de um mandado de busca, tentarão impedir a ação. O caso não tem precedentes e aprofunda a crise política pela qual atravessa a Coreia do Sul.
Na carta, Yoon se dirige aos apoiadores reunidos em frente à residência oficial. “Lutarei até o fim para proteger esse país junto de vocês”, escreveu. “Estou assistindo tudo ao vivo e vejo o trabalho duro que vocês estão fazendo.”
Com a aprovação do impeachment na Assembleia Nacional, em 14 de dezembro, o ministro das Finanças, Choi Sang-mok, assumiu o cargo de presidente interino. Yoon foi afastado do cargo, mas tecnicamente ainda é presidente da Coreia do Sul até o Tribunal Constitucional decidir se chancela ou revoga a medida do Parlamento.
Ao longo da semana, manifestantes contrários a Yoon organizaram protestos nas ruas da capital, Seul, contra o presidente afastado, pedindo sua prisão.
Yoon Kab-keun, advogado do presidente afastado, disse que o mandado é ilegal porque o CIO não teria autoridade, de acordo com a Constituição sul-coreana, para determinar a prisão.
Nesta quinta, o advogado disse que policiais poderiam ser presos pelo serviço de segurança presidencial se tentassem deter Yoon a mando do CIO. Segundo ele, a autoridade do órgão se limita ao controle de multidões e à manutenção da ordem pública.
O Tribunal Constitucional deve realizar a segunda audiência para julgar o impeachment nesta sexta (3). Se o tribunal confirmar o remoção de Yoon da Presidência, uma nova eleição será convocada para até 60 dias.
Caso sejam declarados culpados, Yoon e vários de seus colaboradores podem ser condenados à prisão perpétua ou mesmo pena de morte. Por ora, o presidente afastado está proibido de viajar ao exterior.
No começo de dezembro, Yoon anunciou em um discurso na televisão a imposição de uma lei marcial pela primeira vez no país desde a instauração da democracia, na década de 1980. Em seguida, ordenou o envio de soldados à Assembleia Nacional.
Lá Fora
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Um relatório divulgado pela Promotoria do país informou que Yoon disse ao chefe do comando de Defesa de Seul, Lee Jin-woo, que as forças militares poderiam disparar, caso necessário, para entrar no Parlamento.
“Eles [militares] ainda não entraram? O que estão fazendo? Arrombe a porta e tire-os [parlamentares] de lá, mesmo que seja atirando neles”, teria dito Yoon a Lee, de acordo com o documento.
Apesar da presença de militares, deputados da oposição conseguiram entrar no Parlamento e votar contra a lei. Após várias horas de tensão, com protestos nas ruas, o presidente recuou da medida.
O caos que se instaurou no país após o decreto causou preocupação quanto à estabilidade da região, especialmente no momento em que Donald Trump se prepara para voltar à Casa Branca. Em seu primeiro mandato, o republicano se encontrou com o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, em três ocasiões.
A relação entre as duas nações, tecnicamente em guerra desde o armistício que suspendeu a Guerra da Coreia na década de 1950, costuma ser alvo de atenção global e foi usada como justificativa para a lei marcial. Em meio a uma disputa com a oposição pelo orçamento, Yoon defendeu o decreto como uma forma de proteger o país da “ameaça das forças comunistas da Coreia do Norte”.
A crise política sul-coreana se aprofundou na sexta com o impeachment de Han Duck-soo, premiê que ocupava a chefia do Executivo de forma interina, apenas duas semanas após a destituição de Yoon.
O estopim para o novo capítulo da crise foi a recusa de Han em nomear os três juízes que preencheriam as vagas do Tribunal Constitucional necessárias para concluir o processo de destituição do antecessor. O líder interino argumentou que não havia consenso para a escolha, o que lhe rendeu acusações de “agir em prol da insurreição” iniciada por Yoon.
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O evento reuniu professores, estudantes e representantes da comunidade local. O objetivo da ação é expandir e democratizar o acesso à pós-graduação no interior do Estado, contribuindo para o desenvolvimento regional e promovendo a formação de recursos humanos qualificados, além de fortalecer a universidade para além da capital.
A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho, ressaltou que a oferta da turma nasceu de histórias, compromissos e valores ao longo do tempo. “Hoje não estamos apenas abrindo uma turma. Estamos abrindo caminhos, sonhos e futuros para o interior do Acre, porque quando o compromisso atravessa gerações, ele se transforma em legado. E o legado transforma vidas.”
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