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‘Corpos queimados e carbonizados’ enquanto Israel atinge tendas no hospital central de Gaza | Notícias do conflito Israel-Palestina
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Um ataque aéreo israelita a tendas para palestinianos deslocados dentro de um complexo hospitalar em Gaza matou pelo menos quatro pessoas e feriu pelo menos 70, muitas delas em estado crítico. O genocídio de Israel no enclave sitiado continua pelo segundo ano.
O ataque ao Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, na cidade de Deir el-Balah, no centro de Gaza, na madrugada de segunda-feira, atingiu tendas onde muitos palestinos deslocados estavam abrigados.
Vídeos mostraram equipes de resgate lutando para salvar pessoas enquanto lutavam para conter um grande incêndio. O número de mortos deverá aumentar ainda mais.
“O que aconteceu foi que acordamos com fumaça, chamas, fogo e pedaços em chamas caindo sobre as tendas de todas as direções. As explosões nos aterrorizaram em nossas tendas e fora de onde moramos, atrás do Hospital Al-Aqsa”, disse Om Ahmad Radi, um sobrevivente no local, à Al Jazeera.
“Os caminhões de bombeiros não conseguiram chegar aqui. Havia tantos corpos queimados e carbonizados por todo o lugar. A quantidade de incêndios e explosões foi enorme. Assistimos a uma das noites mais horríveis e brutais.”
O Gabinete de Comunicação Social de Gaza disse que foi a sétima vez este ano que Israel atingiu o terreno do Hospital Al-Aqsa e a terceira nas últimas semanas, matando palestinianos que foram forçados a fugir das suas casas.
Hani Mahmoud, da Al Jazeera, reportando de Deir el-Balah, disse que “cerca de 20 a 30 tendas foram completamente destruídas e completamente incendiadas.
“Havia muitas pessoas dentro das tendas enquanto o fogo se espalhava, que não puderam ser salvas”, disse ele. “Estamos perante um grande número (de mortes) porque estas tendas estão próximas umas das outras, costas com costas e montadas num pequeno espaço dentro do pátio do hospital.”
O porta-voz do exército israelita, Avichay Adraee, confirmou que a força aérea israelita conduziu o ataque, alegando, sem provas, que o complexo hospitalar foi usado como “centro de comando e controlo” pelo grupo palestiniano Hamas para realizar ataques contra Israel.
As forças israelitas atacaram repetidamente instalações médicas em Gaza desde que o ataque começou, há mais de um ano, com o sector da saúde do enclave já sobrecarregado e as infra-estruturas destruídas.
Na semana passada, uma Comissão Internacional Independente de Inquérito (CoI) das Nações Unidas divulgou um relatório que encontrou Israel perpetrando “uma política concertada para destruir o sistema de saúde de Gaza”.

Entretanto, pelo menos mais 22 palestinianos foram confirmados como mortos e outros 80 feridos no domingo, quando tanques israelitas bombardearam uma escola que abrigava deslocados em Nuseirat, também no centro de Gaza.
O genocídio de Israel destruiu grandes áreas de Gaza e deslocou cerca de 90 por cento da sua população de 2,3 milhões de pessoas, muitas delas várias vezes.
No norte de Gaza, as forças aéreas e terrestres israelenses sitiaram Jabalia durante dias, alegando que os combatentes do Hamas se reagruparam ali. Durante o ano passado, as tropas israelitas regressaram repetidamente ao campo de refugiados em Jabalia, que data da guerra de 1948 que rodeou a criação de Israel.
O ataque a Jabalia segue ordens israelenses para evacuar totalmente o norte de Gaza, incluindo a Cidade de Gaza. Estima-se que 400 mil palestinos permaneçam no norte. A ONU afirma que nenhum alimento entrou no norte de Gaza desde 1º de outubro.
Os militares confirmaram que os hospitais também foram incluídos nas suas ordens de evacuação, acrescentando que não tinham definido um calendário e estavam a trabalhar com as autoridades locais para facilitar as transferências de pacientes.
Mas Fares Abu Hamza, funcionário do serviço de emergência do Ministério da Saúde de Gaza, disse à agência de notícias Associated Press que os corpos de um “grande número de mártires” permanecem não recolhidos nas ruas e sob os escombros no norte.
“Não conseguimos alcançá-los”, disse ele, afirmando que os cães comiam alguns restos mortais.
Israel continuou uma ofensiva brutal em Gaza após um ataque transfronteiriço perpetrado pelo Hamas em 7 de Outubro do ano passado, apesar de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU apelar a um cessar-fogo imediato.
Desde então, mais de 42.200 pessoas foram mortas, a maioria mulheres e crianças, e cerca de 98.400 ficaram feridas, segundo as autoridades de saúde locais.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), da Ufac, entregou notebooks e computadores para as coordenações e as secretarias dos programas de pós-graduação (PPGs) da instituição. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira, 28, no auditório da Pró-Reitoria de Graducação, campus-sede. Na ocasião, foram abordadas pautas como a liberação de mais de R$ 400 mil em recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
“A pesquisa e a pós-graduação foram a base que me consolidaram na gestão universitária. Queremos dialogar com os coordenadores para atender às demandas de pessoal, de espaço e de ajuste de fluxo”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Trataremos com a mesma atenção os mestrados acadêmicos, os mestrados profissionais e os programas em rede. Isso é uma condição mínima de trabalho para cada programa no seu dia a dia.”
Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti, a medida visa fortalecer a infraestrutura de apoio à produção científica e tecnológica regional. “São equipamentos novos, com boa configuração, que vão dar suporte aos coordenadores comandarem esses programas tão necessários para o desenvolvimento da pesquisa, da inovação e da pós-graduação em nossa região”, comentou.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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