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Crianças carentes autistas da Cidade de Deus ganham sala multissensorial; ajudar no tratamento

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Que presentão de Natal! Crianças carentes autistas da Cidade de Deus, no Rio, terão uma sala multissensorial para ajudar no tratamento, como as crianças ricas e de classe média têm.

A sala tem ambiente interativo, iluminação suave, além de sons e texturas variadas para estimulação sensorial e melhora nos resultados das crianças. Está tudo pronto e a inauguração será nesta sexta, dia 20 de dezembro.

“A gente, que tem uma condição melhor, já sofre com os planos de saúde e escolas, mas estas pessoas não têm acesso a nada, são crianças em idade escolar que nunca tiveram qualquer intervenção terapêutica”, contou André Melo, presidente da ONG Nóiz, em entrevista ao Só Notícia Boa.

A ideia

A sala multissensorial “é uma inovação nas favelas do Rio e é a primeira deste porte no Brasil”, contou André.

Ele teve a ideia de levar porque é pai de uma criança autista nível 3 de suporte e sabe bem o quanto um ambiente como este pode ajudar na evolução das crianças.

“Uma necessidade que há tempos foi identificada pela ONG, principalmente pela alta demanda, ocasionada pela falta de acesso às intervenções, muitas vezes colocada a prova pelas intermináveis filas do serviço público”, lembrou.

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Como conseguiu

Para conseguir viabilizar a sala, a ONG fez campanhas de arrecadação e contou com patrocinadores, que se sensibilizaram com o assunto, como o Grupo Águia Turismo, o Instituto Retornar e outros colaboradores, pessoa física.

Ela será chamada de Sala Multissensorial Rafael Dias, nome do filho de presidente.

“Ele ajudou no estímulo e na inspiração em tentar proporcionar uma vida melhor para estas famílias”, contou André Melo.

Casos de autismo

Atualmente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que haja dois milhões brasileiros autistas, o que significa afirmar que 1% da população estaria no espectro.

Um estudo do CDC, Centro de Controle e Prevenção de Doenças – agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos – publicado 2021, mostrava que 1 em cada 44 crianças aos 8 anos de idade era diagnosticada com autismo.

Apesar de não haver um levantamento sobre a quantidade de crianças diagnosticadas com o espectro na Cidade de Deus, lá não é diferente de outros lugares do mundo.

O atendimento na nova sala

Por isso a ONG Nóiz resolveu criar a sala multissensorial, para receber as crianças atípicas da comunidade e pessoas com outros transtornos além do autismo.

O atendimento no local será feito por profissionais especializados.

“Vamos recrutar os profissionais para atender, no início, 3 vezes por semana, 5 crianças por dia. A ideia é começar a receber essas crianças na segunda quinzena de janeiro. Mas, ficará aberta caso haja necessidade de uso”.

A ONG fica localizada na região no Karatê, no território chamado Rocinha 2, no Rio de Janeiro.

Veja mais fotos da sala multissensorial da Cidade de Deus:

A sala tem ambiente interativo, iluminação suave, sons e texturas variadas para estimulação sensorial das crianças autistas. – Foto: divulgação

André Melo na sala multissensorial da Cidade de Deus. - Foto: divulgação

André Melo na sala multissensorial da Cidade de Deus. – Foto: divulgação

A sala será inaugurada nesta sexta, 20 de dezembro. - Foto: divulgação

A sala para crianças carentes autistas será inaugurada nesta sexta, 20 de dezembro. – Foto: divulgação



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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