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Cruzeiro do Sul é primeira cidade do Norte a ganhar Centro de Referência da Mulher Brasileira, em solenidade com presença de ministra e vice-governadora

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Tácita Muniz

Em mais um passo importante para a proteção de mulheres no Acre, a vice-governadora Mailza Assis, ao lado da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, entregou o Centro de Referência da Mulher Brasileira, no bairro Formoso, em Cruzeiro do Sul, na manhã desta quarta-feira, 22. É a primeira unidade no estado e também na Região Norte.

Centro de Referência da Mulher Brasileira vai atender todas as mulheres do Juruá. Foto: Marcos Santos/Secom

Com investimento superior a R$ 2,2 milhões, a estrutura é uma das principais ferramentas do governo federal para proteger mulheres vítimas de violência no Brasil.

Mailza Assis destacou que a presença da ministra fortalece os dados entre os poderes na luta contra o feminicídio: “Agradecemos essa visita e esperamos a ampliação de políticas que tragam essa segurança para as mulheres acreanas. Este espaço aqui, construído em Cruzeiro do Sul, vai ser levado a outros municípios, e já está sendo construído em Epitaciolândia, além da construção da Casa da Mulher Brasileira, em Rio Branco”, informou.

A estrutura física acolhedora e segura tem o objetivo de receber as mulheres e meninas vítimas de violência. Além disso, a inauguração do prédio representa um avanço e conquista para implementação de políticas públicas voltadas para mulheres. Também foi entregue um veículo proveniente de emenda parlamentar de Mailza Assis quando senadora.

Com recursos estaduais e federais, o custo da construção foi de R$ 1,9 milhão; de equipamento, R$ 60 mil e da caminhonete, R$ 295 mil. A gestão estadual destacou que esses avanços só são possíveis devido à união com o presidente Lula, a bancada federal e o Poder Legislativo.

As mulheres somam mais da metade da população do estado, que também ostenta um percentual significativo de pessoas do gênero à frente de sua gestão e dos serviços públicos.

Prédio teve investimento de mais de R$ 2,2 milhões, com recursos federais e estaduais. Foto: Marcos Santos/Secom

O combate ao feminicídio tem sido uma das principais bandeiras na gestão de Gladson Cameli. A união entre Secretaria de Segurança Pública, Ministério Público e Tribunal de Justiça, além da sociedade civil organizada, tem gerado impactos positivos, como a redução de 43% dos casos de feminicídio entre 2018 a 2024.

Caminhonete para atender as demandas de Cruzeiro do Sul foi fruto de emenda parlamentar de quando Mailza Assis era senadora. Foto: Marcos Santos/Secom

“Buscamos o feminicídio zero e esse é o instrumento mais forte que temos no momento, na repressão, na proteção da mulher, e também na valorização, na busca de conseguir trazer para a mulher a profissionalização, a garantia dos direitos, para que ela consiga ter independência, ter os seus direitos garantidos e sair do ciclo de violência, voltando-se para a sociedade muito mais empoderada e digna de uma vida sem violência no lar. Essa é a busca que nós pretendemos”, enfatizou a vice-governadora.

O centro é um dos eixos do Programa Mulher Viver sem Violência, retomado pelo Ministério das Mulheres em março de 2023. O foco está no atendimento multidisciplinar e humanizado às mulheres, com apoio psicossocial e jurídico.

Além de acolher, a unidade é responsável por criar oportunidades para a reconstrução de vidas por meio do ensino de profissões que possam garantir a independência dessas mulheres.

Ao lado da vice, Mailza Assis, a ministra visitou as instalações do centro de referência. Foto: Marcos Santos/Secom

A ministra Cida Gonçalves enfatizou que a luta pela redução da violência contra a mulher é prioridade para o presidente Lula. Uma batalha que só é possível com a união de todos os esforços.

“Temos os serviços da Casa da Mulher Brasileira, que vão ser feitos nas capitais, e nos municípios estaremos fazendo os Centros de Referência da Mulher Brasileira. O primeiro a ser inaugurado, um dos primeiros, é aqui no município de Cruzeiro do Sul. [Quero] parabenizar o prefeito, o governo do Estado; esta é uma parceria que faz parte do Programa Mulher a Viver sem Violência e faz parte também da mobilização nacional pelo feminicídio zero, para que nós possamos, neste país, enfrentar o ódio que está estabelecido contra as mulheres e também garantir a elas um atendimento qualificado e humanizado”, afirmou.

Comunidade vai poder acessar todos os serviços para atendimento às vítimas. Foto: Marcos Santos/Secom

Salvar vidas

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, disse que cada vida salva é celebrada, e que a luta de combate à violência contra a mulher deve ser constante.

“Se a gente pudesse resumir o dia de hoje em uma só palavra, eu resumiria em vida. O que a gente está entregando hoje aqui é um equipamento que vai salvar a vida das mulheres do Juruá. Elas vão ter acesso aos serviços que, em qualquer lugar do Brasil, das capitais, estariam recebendo. Então a gente está aqui, com o governo federal para entregar esse centro de referência para mulheres que merecem ternura e por isso fizemos esse ambiente tão acolhedor”, enfatizou.

Por fim, a secretária pediu que a população abrace cada vez mais a causa da proteção à mulher: “Incentivem as mulheres a virem aqui, não só mulheres que estão sofrendo violência, mas mulheres que queiram cursos profissionalizantes, mulheres que estejam em vulnerabilidade. É um dever nosso cuidar das mulheres, salvar a vida, então a gente convida toda a sociedade para conhecer, vem conhecer aqui o serviço do centro de referência”.

Ministra destacou o trabalho conjunto entre governo do Estado e Federal no combate à violência contra a mulher no estado. Foto: Marcos Santos/Secom

Mãos dadas

Como vice-governadora e como secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis acrescentou que o cenário ideal seria que os índices de violência contra a mulher não existissem. “Temos que valorizar as pessoas, nos unir e dar as mãos. Como senadora, destinei todas as minhas emendas para assistência social, porque entendo que precisamos trabalhar a prevenção. Levar cuidados às pessoas, esse é o nosso propósito”, reforçou.

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, falou da importância de a cidade ser a primeira do Norte a receber um centro dessa espécie. “Este é um momento em que nossas instituições do Estado e da prefeitura estão cada vez mais unidas para que a gente possa fortalecer esse combate à violência contra a mulher. Nós aqui em Cruzeiro do Sul somos privilegiados por estarmos sendo acolhidos, sendo beneficiados com o primeiro centro. Isso representa um avanço muito grande, para que a gente possa estar a cada dia perseguindo o feminicídio zero. Tenho certeza que, com a criação desses serviços, a gente vai fortalecer cada vez a prevenção e evitar que mais mulheres sejam vítimas dessa violência tão covarde”, observou.

Ao ler a mensagem do governador Gladson Cameli à população, Mailza reforçou que todos os recursos necessários estão sendo empregados. “Nosso objetivo é zerarmos essa taxa, uma vez que nosso governo está empenhado em fortalecer cada vez mais as políticas de proteção às mulheres. Para isso, várias equipes de governo trabalham ampliando campanhas informativas, com uma intensa atuação, desde a conscientização, acolhimento e suporte psicológico, jurídico e de assistência social, até as políticas públicas específicas, para meninas e mulheres negras, população LBT+ [lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis], mulheres indígenas, de zona rural, ribeirinhas e empreendedoras, entre outras”, disse.

Ao fim do evento, a ministra recebeu algumas lembranças de mulheres indígenas e das autoridades. Houve o descerramento da placa e, em seguida, o prédio foi aberto à população.

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Movimenta Ufac

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (3).png

Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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