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Datafolha: 89% apoiam fiscalização em Bolsa Família e BPC – 16/12/2024 – Mercado
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Alexa Salomão
A maioria dos brasileiros apoia a adoção de pente-fino nos principais benefícios sociais do país para evitar fraudes, destaca o Datafolha. Segundo a pesquisa, 89% se declaram a favor da adoção de medidas para reforçar a fiscalização de acesso ao Bolsa Família e ao BPC (Benefício de Prestação Continuada), 9% são contra, 1% se declara indiferente ao tema e outro 1% não sabe.
A pesquisa contou com 2.002 entrevistas, que foram realizadas em 113 municípios distribuídos pelo Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Os questionários foram aplicados nos dias 12 e 13 de dezembro, já dentro do debate sobre o pacote de corte de gastos apresentado pelo governo, que agora está em análise no Congresso.
O Bolsa Família tem como principal objetivo o combate à pobreza e conta com a integração de políticas públicas contra a vulnerabilidade social. Para receber o benefício, é necessário que a renda mensal por pessoal da família seja de até R$ 218.
O BPC está previsto na Loas (Lei Orgânica de Assistência Social) e garante um salário mínimo a aposentados e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade social, cuja renda familiar não exceda um quarto do salário mínimo por pessoa da família (R$ 353).
A discussão sobre ser mais rigoroso na liberação de benefícios sociais está no debate, mas é considerado um dos temas mais sensíveis dentro do ajuste fiscal, para que não se crie uma falsa dicotomia entre combate à pobreza e equilíbrio das contas.
O BCP passa por varredura neste ano, que atinge cerca de 1,2 milhão de benefícios. Ao final de novembro, haviam sido bloqueados o benefício de 306.705 segurados que estavam com o CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) desatualizado há 48 meses ou nunca haviam feito a inscrição. O governo também determinou novos critérios para o recebimento da renda assistencial, como a obrigatoriedade do registro biométrico.
Embora pago pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o bloqueio ou desbloqueio da renda é feito pelo MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).
No caso do BPC, a proposta prevista no pacote é mudar regras na concessão do benefício. Por exemplo: a renda de cônjuge e companheiro que não vive no mesmo domicílio e a renda de irmãos, filhos e enteados (não apenas solteiros) que moram na mesma casa passam a contar para verificar se há direito ao BPC. Com isso, a tendência é que menos pessoas tenham direito ao benefício.
Já estava previsto, antes do anuncio do pacote, que o Bolsa Família passará por um novo pente-fino a partir de janeiro de 2025.
A expectativa é que o governo concentre atenção, mais uma vez, em validar o acesso das chamadas famílias unipessoais —compostas por uma única pessoa— e na revisão dos cadastros desatualizados no CadÚnico. Essa revisão tende a contribuir para o cumprimento das metas da proposta orçamentária de 2025.
Famílias unipessoais representam cerca de um quinto dos beneficiários, aproximadamente 4 milhões, segundo dados do MDS. Desde 2023, o ministério faz constantes revisões por causa do crescimento no volume de beneficiários unipessoais a partir de 2022, ano eleitoral no qual o então presidente Jair Bolsonaro (PL) tentava reeleição.
Na época, foi aprovada uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que permitiu ao governo gastar acima dos limites previstos por lei. Para conseguir pagar benefícios a um número inflado de cidadãos, o Planalto aprovou duas outras PECs, que tratavam do confisco dos precatórios pagos a aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A revisão de 2023 suspendeu o pagamento para 1,7 milhão de famílias que recebiam o benefício indevidamente. Segundo o MDS, a análise dos fluxos de famílias que entram e saem do programa são realizados mensalmente.
Não foram incluídas no pacote de corte de gastos neste ano, mas estão em análise novas medidas para o Bolsa Família, como um aperto nas regras de acesso para os beneficiários que entrarem no mercado de trabalho. Cálculos preliminares mostram uma economia potencial R$ 4 bilhões.
Hoje, quando uma família supera o critério de renda do programa porque um dos integrantes acessou uma vaga com salário maior no mercado de trabalho, ela fica no Bolsa Família se tiver renda familiar per capita de até meio salário mínimo.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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